A CRÓNICA: POUCA CRIATIVIDADE DO MANCHESTER CITY FRENTE A UM MANCHESTER UNITED MUITO BEM ORGANIZADO

Num dérbi de Manchester sempre emocionante, foi o Manchester United com a batuta de Bruno Fernandes que levou a melhor.

Numa primeira parte bem disputada mas com poucas (ou nenhumas) oportunidades claras de golo, até foi o Manchester City quem entrou melhor, a querer pegar no jogo e ter bola, mas foram mesmo os red devils que se adiantaram no marcador após um lance de bola parada genialmente convertido pelo internacional português Bruno Fernandes, que picou a bola por cima da defesa citizen e colocou nos pés de Martial o primeiro tento do encontro, surpreendendo tudo e todos. Ainda que o os visitantes tenham dominado a posse de bola no primeiro tempo, foi a formação da casa quem se mostrou mais assertiva e com mais argumentos para estar na frente do marcador.

No segundo tempo, os comandados de Pep Guardiola foram atrás do prejuízo, voltando a dominar a posse de bola e obrigando a equipa da casa a descer as suas linhas, tal era a pressão exercida. Agüero ainda colocou a bola na baliza de De Gea logo no recomeço da partida mas o lance foi anulado pelo árbitro Mike Dean por fora de jogo. Numa exibição desinspirada e com pouca criatividade para desbloquear a excelente organização do Manchester United, a formação visitante iria mesmo acabar por sofrer mais um golo, mesmo ao cair do pano, após um erro de Ederson que colocou a bola nos pés de Scott McTominay que com a baliza deserta, finalizou com um remate de longa distância muito bem colocado.

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Com este resultado o Manchester United ainda sonha com os lugares de qualificação para a Liga dos Campeões, enquanto o Manchester City fica ainda mais longe do título, passando a focar-se noutros troféus ainda em disputa.

 

A FIGURA

Fonte: Manchester United FC

Wan-Bissaka e Daniel James – A ala direita do Manchester United foi extremamente importante nesta partida ora no momento defensivo, com um Wan-Bissaka intransponível, ora no processo ofensivo com muita velocidade e garra de Daniel James. Grande jogo destes dois jovens ingleses.

O FORA DE JOGO

Fonte: Premier League

Ederson  – O guardião brasileiro esteve muito inconstante na partida, tendo ficado mal na fotografia em ambos os golos sofridos. Má exibição de um excelente guarda-redes.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Ole Gunnar Solskjaer voltou a mexer e apostou num dispositivo base de 3-4-1-2, com os alas (Wan-Bissaka e Williams) a descer e a formar uma linha de cinco defesas no momento defensivo, de modo a conter o poderio ofensivo do Manchester City. Os red devils conseguiram ser agressivos e pressionantes até ao momento do golo, descendo progressivamente as linhas e passando a apostar no contra-ataque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea (7)

Shaw (6)

Maguire (6)

Lindelöf (7)

Williams (6)

Fred (7)

Matić (6)

Wan-Bissaka (8)

Bruno Fernandes (7)

Martial (7)

James (7)

SUBS UTILIZADOS

McTominay (6)

Bailly (-)

Ighalo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Com os internacionais portugueses João Cancelo e Bernardo Silva no “onze” titular e sem o maestro Kevin De Bruyne, os citizens foram a casa do rival alinhados num habitual sistema tático de 4-3-3. Apesar de ter dominado a maior parte da posse de bola, a turma de Guardiola foi muito pouco criativa e teve grandes dificuldades em desbloquear um jogo taticamente muito bem conseguido pelo Manchester United.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (5)

Cancelo (7)

Otamendi (7)

Fernandinho (6)

Zinchenko (6)

Bernardo Silva (6)

Rodri (7)

Gündoğan (6)

Foden (7)

Agüero (6)

Sterling (6)

SUBS UTILIZADOS

Jesus (6)

Mahrez (6)

Mendy (-)