A CRÓNICA: UM JOGO DE QUALIDADE QUE O LIVERPOOL FC VENCEU JUSTAMENTE

Mesmo que em jogo já não estivesse o grande objetivo que ambos os emblemas almejavam alcançar, o título de campeão, um embate entre Manchester United FC e Liverpool FC é sempre um dos jogos mais empolgantes do futebol inglês. Nem sempre pela qualidade do futebol, mas sobretudo pela grandeza dos dois clubes. Contudo, na primeira parte tivemos o privilégio de ter a qualidade do jogo associada ao misticismo dos dois clubes. Tratou-se de uma bela primeira parte, na qual se viram os “Red Devils” entrarem mais fortes e provocarem cedo mudanças no marcador.

Aos dez minutos de jogo, na sequência de uma jogada de grande categoria do Manchester United, Bruno Fernandes inaugurou o marcador com um remate de trivela que acabou por embater em Nathaniel Phillips.

Contudo, numa primeira parte em que se viu um Liverpool a tentar reagir ao golo sofrido bem cedo, e que teve ainda um penálti assinalado que acabou por ser revertido pelo VAR, havia outro português em campo determinado para brilhar. À passagem do minuto 34, após uma grande confusão na área do United, Nathaniel Phillips remata e Diogo Jota, de calcanhar, encosta para o fundo das redes. Um tento de belo efeito para o avançado português.

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Ainda antes do intervalo, os “Reds” conseguiram consumar a reviravolta. Num livre de Trent Alexander-Arnold, já nos descontos da primeira parte, Roberto Firmino atirou de cabeça e fez o golo que levou o Liverpool a vencer para o intervalo.

No início da segunda parte, o Liverpool nem deu tempo ao Manchester United para respirar. Logo ao minuto 47, na sequência de um ressalto na área dos “Red Devils”, Roberto Firmino fez o bis e colocou o Liverpool a vencer por 1-3 em Old Trafford. E poucos minutos depois, estava já Diogo Jota a ameaçar novamente, ao enviar a bola à trave da baliza defendida de Dean Henderson.

Na passagem do minuto 67, o Manchester United trouxe mais incerteza ao resultado e emoção ao jogo, ao desenvolver uma excelente jogada de contra ataque que culminou com o golo de Rashford. A tendência do jogo não o fazia prever, mas o que é certo é que o resultado se encontrava nos 2-3.

Parecia que os “Red Devils” iam acordar e que o jogo iria melhorar após este golo. Tal não se verificou. Não houve aquela pressão acutilante que seria de esperar nestas ocasiões. Já em cima do minuto 90, Curtis Jones isolou Salah, que atravessou o meio campo todo com a bola controlada e fechou as contas, selando o resultado final em 2-4.

 

A FIGURA

Roberto Firmino – Não é fácil eleger a figura deste jogo. O Liverpool esteve coletivamente bem. Diogo Jota assinou uma bela exibição, bem como Salah. Mas pelo bis, ainda mais tendo em conta a altura decisiva em que foram os golos, fim da primeira parte e início da segunda, Roberto Firmino merece a eleição como a figura do encontro.

 

O FORA DE JOGO

Fred – Não foi o jogo dele. Não é que tenha estado incrivelmente mal, mas não acrescentou muito e foi inclusive o primeiro elemento a sair na equipa do Manchester United.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

A equipa orientada por Ole Gunnar Solskjær apresentou-se em campo num sistema tático de 4-2-3-1.

Luke Shaw e Wan Bissaka ficaram encarregues das laterais, sendo que do lado direito o entendimento entre Bissaka e Rashford foi muito evidente, tendo resultado por exemplo na boa jogada que resultou no primeiro golo da partida.

No meio campo, Fred, McTominay e Bruno Fernandes asseguravam a construção, algo que não resultou de forma particularmente brilhante neste encontro.

Na segunda parte, com a saída de Fred e a entrada de Greenwood, Pogba voltou ao centro do terreno a ocupar a posição tradicional.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dean Henderson (5)

Aaron Wan-Bissaka (5)

Victor Lindelof (5)

Eric Bailly (5)

Luke Shaw (5)

Fred (5)

Scott McTominay (6)

Bruno Fernandes (6)

Paul Pogba (6)

Edinson Cavani (6)

Marcus Rashford (6)

SUBS UTILIZADOS

Mason Greenwood (5)

Nemanja Matić (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

A turma orientada por Jürgen Klopp apresentou-se em campo no seu sistema habitual de 4-3-3. A frente de ataque obviamente marcada pela tremenda mobilidade dos avançados, mas com Salah mais pela direita e Diogo Jota mais pela esquerda.

Robertson e Alexander-Arnold foram naturalmente dois laterais sempre disponíveis para auxiliar no ataque, ainda que sem aquela incrível classe a que nos foram habituando.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson Becker (6)

Alexander-Arnold (6)

Rhys Williams (5)

Nathaniel Phillips (5)

Andrew Robertson (6)

Fabinho (6)

Gini Wijnaldum (6)

Thiago Alcântara (6)

Mohamed Salah (7)

Roberto Firmino (8)

Diogo Jota (7)

SUBS UTILIZADOS

Curtis Jones (6)

Sadio Mané (5)

Neco Williams (-)

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