A CRÓNICA: “TEATRO DOS SONHOS”, ONDE A MAGIA ACONTECE

Durante 90 minutos, o mundo parou para assistir ao regresso de Cristiano Ronaldo ao “Teatro dos Sonhos”. Um dia arrepiante, lindo e especial para todos os aficionados de futebol. Foi neste ambiente que o Manchester United FC venceu o Newcastle United FC por 4-1. Uma partida inesquecível.

Com o Old Trafford a abarrotar, sentiu-se a pressão e o nervosismo inicial dos homens de Solskjaer, com passes falhados, erros defensivos e dificuldades na construção ofensiva. Ainda que tenham sido claramente superiores no primeiro tempo, foi uma exibição “fraquinha”, aquém das altíssimas expetativas.

Contudo, às portas do intervalo, acontece o que todos nós ansiávamos. O golo de Cristiano Ronaldo. Após um remate de Mason Greenwood, que dá em defesa do guarda-redes adversário, o internacional português abre o marcador na recarga (1-0). À hora certa no sítio certo. Não poderia ter sido outra pessoa…

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O início da segunda parte foi algo espetacular. O Newcastle United FC aproveitou a má entrada do Manchester United FC e empatou a partida por intermédio do lateral-direito Javier Manquillo (1-1). O inferno de Old Trafford congelou e a festa dos adeptos encarnados ficou em suspenso por seis minutos. O que aconteceu? Com um remate fulminante entre as pernas do guardião Freddie Woodman, Cristiano Ronaldo bisou e colocou a equipa de novo na frente do marcador (2-1). Outrora fora um ídolo, e hoje? Continua a ser um ídolo. Impressionante…

Minutos passaram e o terceiro golo dos red devils chegou dos pés de Bruno Fernandes (3-1). E que golo… Do “meio da rua”, o português olhou, pensou e concretizou com um remate fabuloso que deixou água na boca. Mas o resultado não estava fixado. Já nos descontos finais, Jesse Lingard finta um dentro de área e atira a contar. Está feito o 4-1 e diria que é uma tarde de sonho para o Manchester United FC.

Hoje, escreveu-se um novo capítulo na história do futebol. Um guião quase perfeito. O Manchester United FC ganhou, e o futebol? O futebol também ganhou.. “Viva Ronaldo!”

 

A FIGURA

Cristiano Ronaldo – Que ”reestreia” de sonho: bisou e ajudou a equipa a garantir os três pontos. Tinha os olhos do mundo postos em cima e lidou com isso como um senhor, mostrando o porquê de ser um dos melhores da história. Uma lenda. “Sir Alex, esta é para si”. Boa sorte nesta nova etapa, Cristiano!

 

O FORA DE JOGO

Jadon Sancho – É um jogador extraordinário e a sua qualidade não está posta em causa. No entanto, não entrou a melhor versão de Jadon Sancho em campo pela equipa de Manchester. Teve uma exibição “fraquinha” e pouco fez a nível ofensivo, o que lhe valeu a saída aos 66 minutos de jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Num dos jogos mais aguardados dos últimos tempos, o técnico norueguês Ole Solskjaer deu uma alegria ao futebol com a titularidade de Cristiano Ronaldo no elenco do Manchester United FC. Relativamente ao sistema tático, não houve surpresas e continuou com o seu habitual 4-2-3-1. No primeiro tempo, a formação encarnada sofreu algumas tribulações na ligação e construção ofensiva e, consequentemente, dispôs de poucos momentos de perigo. Sentiu-se uma equipa “presa” e pouco fluída na circulação de bola, com dificuldades em perfurar a “muralha” defensiva do Newcastle United FC. Apostou na utilização dos cruzamentos para a área, porém pouco efeito tiveram.

No segundo tempo, sofreu um “balde de água fria” prematuro com o golo dos visitantes, aos 56 minutos. Porém, a partir daí, marcou três golos e festejou uma tarde de sonho.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David De Gea (6)

Luke Shaw (7)

Harry Maguire (7)

Raphael Varane (7)

Aaron Wan-Bissaka (7)

Nemanja Matic (7)

Paul Pogba (8)

Jadon Sancho (5)

Bruno Fernandes (8)

Mason Greenwood (6)

Cristiano Ronaldo (9)

SUBS UTILIZADOS

Jesse Lingard (7)

Donny van de Beek (6)

Anthony Lingard (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – NEWCASTLE UNITED FC

Na quarta jornada da Liga Inglesa, o Newcastle United FC viajou a Manchester em busca de pontos. Embora tenha alinhado em 5-3-2, passou a maior parte do jogo a defender em 5-4-1, com a linha média colada à linha defensiva. A sua estratégia era precisamente essa: defender bem e procurar surpreender através de contra-ataques rápidos. E, até aos 60 minutos, estava a resultar na perfeição. No primeiro tempo, efetuou um trabalho defensivo formidável e, no início da segunda parte, ainda empatou a partida. No entanto, a partir daí tudo foi por água abaixo e sofreu três golos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Freddie Woodman (5)

Matt Ritchie (6)

Ciaran Clark (6)

Jamaal Lascelles (7)

Isaac Hayden (6)

Javier Manquillo (7)

Miguel Almirón (7)

Sean Longstaff (6)

Joseph Willock (7)

Allan Saint-Maximin (7)

Joelinton (6)

SUBS UTILIZADOS

Jacob Murphy (6)

Jamal Lewis (6)

Jeff Hendrick (6)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

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