Rooney: ser bom pode afastar-te do topo

- Advertisement -

Cabeçalho Liga Inglesa

Wayne Rooney despediu-se do Manchester United para regressar ao Everton, clube onde se formou, e o mundo do futebol não se espantou – mas devia.

O internacional inglês foi contratado pelos red devils com apenas 18 anos, depois de se ter destacado no Euro 2004, realizado em Portugal. Chegou ao United e no primeiro jogo, impôs-se: hat-trick e o «Teatro dos Sonhos» a suspirar por mais.

A verdade é que Rooney fez mesmo de Old Trafford a sua casa e conquistou o seu espaço na equipa, de tal maneira que Alex Ferguson começou a ver no inglês um polivalente capaz de fazer mais do que uma posição com qualidade.

Com isto, o jogador formado no Everton foi-se afastando da sua posição natural (a de avançado) e deixou de ser um jogador de top mundial a jogar perto de baliza, para ser um jogador muito bom a desempenhar vários papéis.

A dada altura, Rooney deu a entender que podia entrar na luta pela Bola de Ouro, já naquela altura disputada pelos dois «ET’s» de hoje, e foi insistentemente associado ao Real Madrid, apesar de esse «namoro» nunca se ter concretizado.

O jogador inglês continuou a ter papel de destaque com Alex Ferguson, até que Fergie se reformou e David Moyes assumiu o comando técnico do United.

Com a saída de Ferguson deu-se a queda dos red devils e, consequentemente, a queda de Rooney. Van Gaal foi o senhor que se seguiu e Moyes e o avançado continuou a ver diminuída a sua preponderância no plantel, até chegar a José Mourinho, que construiu uma equipa à volta de Zlatan Ibrahimovic e regelou Rooney, quase sempre, para o banco de suplentes.

O que fica é que o agora jogador do Everton, a dada da carreira e por ser tão completo, começou a ser utilizado em várias posições para «tapar» e perdeu preponderância na posição onde era, realmente, de classe mundial. Perdeu Rooney e perdeu o futebol.

Agora, no Everton, vai tentar terminar a carreira da melhor maneira possível.

Foto de Capa:

Artigo revisto por: Pedro Couto

Rafael Simões
Rafael Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Adepto de bom futebol, adora o jogo desde que se lembra de ser gente. Estudante de Comunicação Social, é capaz de passar horas a fio a devorar futebol, considerando-se um romântico do desporto rei. Recusa-se a discutir arbitragens e simpatiza com o Liverpool, muito por culpa da lenda do clube, Steven Gerrard. Espera um dia ser jornalista desportivo e olha para o futebol como uma arte que embeleza a vida.                                                                                                                                                 O Rafael escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Benfica define prioridade de mercado depois de já ter Jhon Durán

O Benfica fechou a contratação de Jhon Durán. Prioridade agora no ataque ao mercado é reforçar o eixo da defesa.

Lionel Scaloni elogia Messi: «Que o melhor futebolista que o mundo já viu ache que estamos a fazer história é maravilhoso»

Lionel Scaloni já projetou o Espanha x Argentina, da final do Mundial 2026. Selecionador deixou vários elogios a Lionel Messi.

Lionel Scaloni com humor antes da final do Mundial 2026: «Que o autocarro da Espanha saia do hotel já me preocupa… vamos tentar que não saia»

A final do Mundial 2026 entre Espanha e Argentina é já este domingo pelas 20h00. Fica com a antevisão de Lionel Scaloni.

Lionel Messi deixa mensagem antes da final do Mundial 2026: «Aconteça o que acontecer, este grupo já escreveu uma história que nunca vamos esquecer...

Lionel Messi vai jogar pela segunda vez consecutiva uma final do Mundial. Avançado argentino deixou mensagem nas redes sociais.

PUB

Mais Artigos Populares

Ainda querem terminar com o jogo do 3º e 4º lugar? – Diário do Mundial 2026 #33

Foi um jogo com um resultado pouco visto e histórico. Inglaterra venceu a França por 6-4 e conquistou o terceiro lugar do Mundial 2026.

Thomas Tuchel reage ao bronze no Mundial 2026 e deixa elogios a destaque da Inglaterra: «Mostrou mais uma vez que é um jogador fundamental»

Inglaterra venceu a França por 6-4 e selou o terceiro lugar do Mundial 2026. Thomas Tuchel reagiu à vitória e ao bronze.

Didier Deschamps reflete sobre percurso pela França e assume catástrofe diante da Inglaterra: «A culpa é minha»

Inglaterra venceu a França por 6-4 e selou o terceiro lugar do Mundial 2026. Didier Deschamps analisou o jogo, o último na sua passagem pela seleção.