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Cabeçalho Futebol InternacionalO gigante de Anfield Road anda adormecido há anos. Com 18 ligas inglesas no palmarés, nem as conquistas da Champions em 2004/2005 e da Liga Europa em 2000/2001 fazem esquecer o fracasso interno que dura há 26 anos (1989/1990). É verdade, o Liverpool não vence a Premier League há duas décadas e meia. Têm sido protagonizados inúmeros esforços, gastos largos milhões em jogadores, num entra e sai de treinadores, mas o resultado permanece nulo.

Na época passada chegou o treinador que despertou o maior entusiasmo da última década: Jürgen Klopp. Com um grande trabalho realizado em Dortmund, chegou à cidade dos The Beatles para devolver a esperança aos adeptos, que se regem pelo lema “You will never walk alone” (“Nunca caminharás sozinho”). O alemão andou perto dos títulos: perdeu a final da Liga Europa para o Sevilha e a final da Taça da Liga Inglesa para o Manchester City. Mas a prova rainha em Inglaterra ficou, mais uma vez, aquém do esperado. A 8.ª posição foi escassa, até para chegar às competições europeias, mas contou com a atenuante de não ter sido ele a iniciar a época.

É assim que chega uma nova temporada, mais milhões gastos em novas caras, sonhos renovados, com um à cabeça: ser campeão inglês. Mas não se avizinha fácil a tarefa dos Reds.  Terão pela frente um Manchester United que investiu muito forte e com Mourinho sedento de títulos; um Manchester City com Guardiola ao leme, que tem atropelado os adversários nos campeonatos por onde tem passado; e um Chelsea que tem sido das equipas mais vencedoras a nível interno e que contratou António Conte para os guiar, ele que levou a Juventus, de novo, ao topo do futebol italiano.

Daqui virão as principais ameaças ao sucesso do Liverpool, pois nem Arsenal, nem as surpresas da época passada, Tottenham e Leicester, parecem conseguir ombrear com os restantes. Contudo, a Premier League é fértil em surpresas, como o título do Leicester provou recentemente. Para já, o Liverpool parte com uma vantagem sobre todos estes concorrentes: não terá o cansaço das competições europeias ao longo de toda a temporada.

Logo na jornada inaugural, uma vitória no sempre difícil Emirates sobre o Arsenal, eleva as expectativas para a época que se avizinha. Wijnaldum e Sadio Mané começaram já a mostrar serviço e a justificar os milhões neles investidos. O avançado senegalês encaixa na perfeição nas ideias de Klopp, veloz e letal frente à baliza. Será, certamente, uma pedra fulcral para o alemão. Wijnaldum chega finalmente a um clube onde pode explanar todo o futebol que vem prometendo ao logo dos anos e está no auge das suas capacidades aos 25 anos.

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Deu o pontapé de partida no mundo do futebol aos 5 anos no G. D. Peniche. Com 14 anos chegou ao Boavista F.C. para integrar as camadas jovens e assistir ao primeiro e único título de campeão nacional do clube portuense. Licenciado em radiologia, trocou o futebol profissional pela saúde, mas manteve a paixão pelo desporto rei, que ainda joga por hobby e que o mantém sempre atento ao que se passa aquém e além-fronteiras.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.