A CRÓNICA: JOGO INTENSO E ESTREIAS DE SONHO

Em terras de Sua Majestade, a 25ª. jornada da Premier League foi sinónimo de jogo grande e de um reencontro entre velhos rivais. José Mourinho e Pep Guardiola voltaram a medir forças num duelo entre duas equipas que têm ficado um pouco aquém das expetativas esta temporada.

Numa das partidas mais aguardadas da principal competição inglesa, foi o Manchester City quem entrou melhor, controlando o ritmo do jogo à sua maneira e a criar perigo constante à baliza do Tottenham. Apesar de a partida ter ido para o intervalo com o nulo no marcador, a colocar na frente da partida, não fosse a estrelinha estar com os spurs de Mourinho.

O técnico português bem deve ter respirado de alívio quando viu o seu guardião, Hugo Lloris, defender um pénalti perto do intervalo, que podia muito bem ter sido o início do fim para a sua equipa no encontro. A formação de Londres apostou forte no contra-ataque e na velocidade dos homens da frente, Bergwjin, Lucas e Son, mas com pouco perigo e eficácia, tão bem organizada estava a equipa de Guardiola.

Tudo mudou ao minuto 60, quando o Zinchenko, lateral-esquerdo ucraniano dos citizens, foi expulso por acumulação de amarelos e comprometeu por completo o plano de jogo desenhado por Guardiola. Em desvantagem numérica, o técnico espanhol foi obrigado a mexer, colocando em campo o internacional português mas de pouco ou nada valeu.

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Após a expulsão, o Tottenham ficou com o jogo na mão e dois minutos depois Steven Bergwijn, que se estreou a titular depois de ter sido contratado ao PSV Eindovhen no mercado de inverno, fez um golaço e colocou os londrinos na frente do marcador. Com um City descompensado e a tentar jogar com as cartas que tinha, o segundo golo não demorou a aparecer e, desta feita, por intermédio do coreano Son.

Com esta vitória o Tottenham subiu ao quinto lugar, ficando a quatro pontos do pódio e deixou o Liverpool cada vez mais perto de se tornar campeão inglês, aumentado a distância do Manchester City em relação ao líder para 22 pontos.

 

A FIGURA

Fonte: Tottenham HFC

Hugo Lloris – O veterano guardião francês foi decisivo no encontro ao manter inviolada a sua baliza, após várias investidas perigosas dos citizens e, principalmente, por ter defendido um penálti a favor do Manchester City, batido por Gundogan, que podia ter mudado por completo a história deste jogo.

 

      O FORA DE JOGO

Fonte: Manchester City FC

Oleksandr Zinchenko – O lateral-esquerdo ucraniano acabou por ser peça-chave no encontro, mas contra a sua própria equipa, tendo sido expulso por acumulação de amarelos, “entregando” assim o jogo ao adversário, numa altura em que a partida era de sentido único a favor da sua formação.

 

       ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

A formação orientada por José Mourinho apresentou-se num sistema base de 4-2-3-1, com Steven Bergwijn, que foi contratado neste mercado de inverno, a saltar diretamente para o onze inicial, devido à falta de opções atacantes dos spurs, e com o brasileiro Lucas Moura na frente de ataque – como tem sido habitual – devido à ausência por lesão de Harry Kane.

A equipa comandada pelo treinador português jogou cerca de uma hora em contra-ataque, devido à pressão exercida pelo Manchester City e pelo domínio que tinham no jogo. A partir do momento em que se encontraram em superioridade numérica, assumiram o controlo da partida e foram extremamente eficazes, com dois golos marcados em três remates enquadrados com a baliza.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (8)

Aurier (7)

Alderweireld (7)

Sanchez (7)

Tanganga (7)

Winks (6)

Lo Celso (6)

Bergwijn (7)

Alli (6)

Son (7)

Lucas (6)

       SUBS UTILIZADOS

Lamela (6)

Ndombélé (7)

Dier (6)

 

            ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Com Bernardo Silva no banco de suplentes, Pep Guardiola apostou no habitual 4-3-3 como sistema base. Os citizens controlaram a maior parte da partida, dominando a posse de bola e pautando o ritmo do jogo, estando sempre mais perto do golo que o adversário.

Tudo isso mudou ao minuto 60 com a expulsão de Zinchenko, que retirou por completo o domínio da partida ao atual campeão inglês, e que obrigou Guardiola a mexer na equipa. Em inferioridade numérica o técnico espanhol colocou João Cancelo, Gabriel Jesus e Bernardo Silva em campo, mudando o esquema para algo perto do 3-5-1, de maneira a povoar o meio campo, e com Cancelo a participar constantemente no processo ofensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (6)

Walker (7)

Fernandinho (7)

Otamendi (6)

Zinchenko (5)

De Bruyne (7)

Rodri (6)

Gundogan (6)

Mahrez (6)

Sterling (6)

Aguero (6)

       SUBS UTILIZADOS

 Cancelo (6)

Gabriel Jesus (6)

Bernardo Silva (7)

 

 

Foto de Capa: Premier League

artigo revisto por: Ana Ferreira