A época decorrente do Tottenham está a ser “para esquecer”. Neste momento, os Spurs apenas lutam pelo quarto lugar, que garante o acesso direto à Liga dos Campeões, mas até esse objetivo parece cada vez mais distante. O Chelsea, que ocupa o quarto posto da tabela classificativa, tem mais sete pontos que a equipa de José Mourinho, em 29 jornadas já disputadas.

Uma das principais razões para o atual insucesso dos Spurs é a falta de soluções viáveis para amenizar o impacto das lesões. Sem Kane e Son, dois dos melhores avançados da atualidade, e também sem o polivalente Sissoko, que regressou recentemente aos treinos, a tarefa de José Mourinho torna-se mais complicada.

A necessidade de reforços era urgente, principalmente para o centro do ataque. Considerando o historial de lesões de Harry Kane era necessário um substituto que fosse natural na função de ponta de lança, mas tal não aconteceu. Neste último mercado de transferências de inverno, os “Spurs” apenas contrataram Bergwijn e Gedson Fernandes.

São reforços de qualidade e encaixam perfeitamente no sistema tático de Mourinho, mas existem outras posições que necessitam de reforços, como um ponta de lança alternativo ou mais um defesa central de qualidade, dado à recente debilidade defensiva nada habitual nas equipas de José Mourinho

Quando Mourinho assumiu o comando técnico dos “Spurs”, o clube ocupava a décima quarta posição no campeonato. A diferença de pontos para o quarto lugar, o último que garante a qualificação direta para a fase de grupos da Liga dos Campeões era de 11 pontos.

Apesar do líder do campeonato, Liverpool, já estar a 41 pontos de distância, quando Mourinho assumiu o cargo no Tottenham, a diferença era de 20 pontos, sensivelmente metade do atual.

Analisando o trabalho de José Mourinho neste seu mais recente desafio, considero que não está a ser péssimo, mas também poderia ser melhor.

Fonte: Tottenham Hotspur FC

Quando José Mourinho foi contratado, já era esperado que esta fosse uma temporada para tentar “montar” uma equipa para a próxima época e garantir a presença na próxima edição da Liga dos Campeões. Mas talvez as perspetivas fossem demasiado elevadas, principalmente na Liga dos Campeões.

Na “Liga milionária”, o Tottenham foi eliminado pelo RB Leipzig, com o resultado a fixar-se em 4-0 no conjunto das duas mãos. Talvez não fosse espectável um resultado tão dilatado, principalmente na partida da segunda mão, realizada na Alemanha, que culminou com a vitória do RB Leipzig por uns expressivos 3-0. Comparando os dois plantéis, a equipa alemã encontrava-se quase na “máxima força”, enquanto os “Spurs” tinham alguns jogadores lesionados e falta de soluções que mantivessem a qualidade da equipa.

A eliminação da equipa inglesa acaba por não ser uma surpresa, visto que o Leipzig tem sido uma das equipas sensação na Alemanha, jogando um futebol de ataque e bastante atrativo, e que terminou a fase de grupos da Liga dos Campeões em primeiro lugar.

No que resta da atual época, o Tottenham apenas se tem de concentrar no campeonato inglês. Os “Spurs” têm nove partidas para tentar alcançar o quarto lugar, mas não será uma tarefa fácil. Destaque para as receções a Manchester United, Arsenal e Leicester City, e para a difícil deslocação ao terreno do Sheffield United, que ocupa a sétima posição da tabela classificativa, com mais dois pontos do que o Tottenham, mas com menos um jogo disputado.

Para a próxima temporada, José Mourinho deverá continuar a assumir a função de treinador nos “Spurs”, tendo contrato até 2023. O Tottenham ambiciona conquistar o título de campeão inglês, troféu que não vence há 58 anos, mas para isso será preciso um maior investimento no plantel.

José Mourinho necessita de mais reforços de qualidade, assegurando boas soluções para cada posição, criando um plantel mais competitivo. O técnico português deverá ter a oportunidade de contratar reforços à sua imagem e formar um plantel de raíz, capaz de atingir os objetivos esperados.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Comentários