Ainda antes do início oficial do passado mercado de Verão – decorria o dia 14 de junho – foi anunciada a transferência, a título definitivo, de João Carvalho para o Nottingham Forest Football Club.

Aos 21 anos, o futebolista natural de Castanheira de Pêra, que com apenas oito ingressara no Sport Lisboa e Benfica, encarou a mudança para Inglaterra (a sua primeira experiência no estrangeiro) como sendo o rumo certo para impulsionar a carreira. Depois de uma temporada de escassa utilização na formação principal do SL Benfica (357 minutos, repartidos por dez encontros, em quatro competições), João Carvalho estava ciente que necessitaria de mais espaço para explanar o seu futebol.

Assim, em Inglaterra poderia continuar a progredir com vista a atingir o grande potencial que lhe fora apontado, primeiramente, durante a sua formação ao serviço dos escalões jovens das Águias (e, também, da seleção nacional) e, mais tarde, ao serviço da equipa B e do Vitória de Setúbal FC.

Se, por um lado, é verdade que a ambição é um aspeto que move João Carvalho nesta sua passagem por «Terras de Sua Majestade», o mesmo se pode afirmar em relação ao emblema do condado de Nottinghamshire, que se encontrando a disputar a English Football League Championship – o segundo principal escalão do «desporto-rei» em Inglaterra – há já uma década, procura avidamente regressar aos grandes palcos.

De facto, o próprio investimento realizado na aquisição do médio internacional sub -21 português (20 internacionalizações; seis golos), que representou uma quantia recorde despendida pelo Forest, assim o espelha. Por conseguinte, o avultado montante envolvido na transação bem como o fato de se tratar de um jovem com experiência na UEFA Champions League  fez acrescer as expetivas em torno de um jogador cujo rendimento, diga-se, não tem vindo a desiludir.

João Carvalho é descrito no sítio oficial do Forest como um jogador em cuja «mestria no ataque» poderia recair o sucesso do clube
Fonte: Nottingham Forest FC

Numa primeira fase, e sob orientação do espanhol Aitor Karanka – um admirador confesso do futebol atrativo -, o promissor meio-campista português desempenhara um papel de relevo na dinâmica ofensiva do Nottingham Forest, formação que se perfilava exclusivamente num esquema-tático (4-2-3-1), constituindo o principal apoio, em zona central, do ponta de lança inglês Lewis Grabban, com o qual veio a estabelecer uma proveitosa parceria.

Entretanto, e tendo sido titular em 24 das 26 jornadas iniciais do Championship, o jovem luso que se destaca pela apurada visão de jogo e precisão de passe vivenciou o seu melhor período, entre os meses de outubro e novembro – altura em que o conjunto liderado pelo técnico basco de 45 anos somou 16 pontos em 27 possíveis -, no decurso dos qual realizou dois golos e, também, quatro assistências (três das quais tiveram como destinatário o avançado mencionado anteriormente).

Todavia, uma série de resultados negativos (duas vitórias em sete encontros) acabaria por dar azo ao despedimento de Karanka, tendo o ex-adjunto de José Mourinho sido rendido, em janeiro, pelo experientíssimo Martin O’Neill. Consequentemente, o médio português de 22 anos acabou por perder o seu lugar no onze, atuando em seis (fez a sua estreia como titular, somente no passado dia 13 do corrente mês) dos 11 jogos realizados sob as ordens do técnico norte-irlandês.

Ainda assim, e em jeito de balanço, a estada de João Carvalho no City Ground tem se vindo a revelar bastante positiva, com o número 10 dos The Reds a acumular (para já) 2226 minutos de utilização, complementados com quatro golos e seis assistências – possui, neste capítulo, o segundo melhor registo do clube.

 

Foto de Capa: Nottingham Forest

Artigo revisto por: Jorge Neves

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