A CRÓNICA: QUANDO A DEFESA NEM SEMPRE É O MELHOR ATAQUE…

Duelo de estilos parecidos entre Wolverhampton e Tottenham na primeira das tradicionais jornadas nesta época festiva em Inglaterra. A diferença reside sobretudo na falta de adeptos nos estádios – pelo menos na maioria –, porque a intensidade, essa, continua em alta rotação.

Num jogo em que José Mourinho entrou com a tática que eu esperava ver nos “Wolves” e vice-versa do outro lado. Vimos duas equipas com uma matriz muito definida, apesar do modelo empregue: defesas sólidas e privilégio dos contra-ataques velozes para fazer dano no adversário.

No entanto, como não podem simplesmente defender e esperar que o outro ataque durante os 90 minutos, alguma teria de tomar mais a iniciativa, o que aconteceu durante a primeira parte por parte dos homens da casa, muito devido ao facto de entrarem em campo praticamente em desvantagem. O Tottenham Hotspur FC chegou com ânsias de conseguir um golo e logo no segundo minuto alcançou a vantagem com um excelente remate de fora da área do “revitalizado” pelas mãos do “Special One”, Tanguy Ndombele. Algumas boas oportunidades para os homens de Nuno a seguir a este momento, mas com pouco acerto.

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A segunda parte começou precisamente na mesma toada, com o Tottenham Hotspur FC a defender bem e o Wolverhampton Wanderers FC a tentar furar essa linha defensiva bem organizada. Podence e Fábio Silva melhoraram consideravelmente, mas para mal dos seus pecados, Sanchez – o pior dos visitantes na primeira parte – também melhorou.

A pressão nunca foi muito alta parte dos “Wolves”, mas tiveram algumas ocasiões até ao fim e numa bola parada, num canto marcado pelo melhor em campo – Pedro Neto – o marroquino Saiss fez o 1-1. A máxima “quem não marca, sofre” volta a aplicar-se num jogo dos “Spurs” de José Mourinho.

Empate no marcador, após o término o jogo, e mais um dissabor para José Mourinho na luta pelo Top 4 da Primeira Liga Inglesa mesmo ao fim de uma partida que passou totalmente a defender.

 

A FIGURA

Pedro Neto – O melhor em campo. Sempre inconformado, impossível de parar no 1vs1, e com muita qualidade no passe. Se melhora no remate, começa a ser (ainda mais) um caso sério do futebol português, pedindo outros voos. Foi quase sempre ele e Podence a criar perigo, em contraste com um Adama Traoré pobre de ideias: não compreendo o hype, tem muita velocidade e força física, mas com a bola nos pés decide quase sempre mal, apesar de ter técnica. Rúben Neves também esteve particularmente bem.

O FORA DE JOGO

José Mourinho – “Parece que está na altura de começar a defender com todos um bocado mais tarde, não acha mister? Já aqui defendi a sua forma de pensar o jogo, noutros rescaldos feitos esta época, mas os adversários começam a perceber o que fazer e os seus “Spurs” tem qualidade atacante para muito mais”. Ainda assim, não foi pelo golo sofrido que o Tottenham Hotspur FC não foi competente defensivamente, foi muito incompetente (isso sim) no ataque. Kane e Son estiveram particularmente apagados.

 

ANÁLISE TÁTICA – WOLVERHAMPTON WANDERERS FC

Nuno Espirito Santo abordou este jogo como tem feito algumas vezes durante esta época na Primeira Liga Inglesa: em 4-2-3-1. Parece-me que não é a melhor opção (gosto mais de ver o Wolverhampton a jogar em 3-4-3), mas ainda assim tem jogadores com muita qualidade para fazer todas as posições.

Pudemos ver que Moutinho e Rúben Neves tinham a missão de construir e lançar, sempre que possível, a corrida de Adama, Neto e Podence. Sem Jimenez a equipa fica mais curta no ataque, mas Fábio Silva é um excelente valor que precisa de tempo para se adaptar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (6)

Semedo (6)

Coady (5)

Saiss (7)

Marçal (5)

Rubén Neves (6)

Moutinho (6)

Adama (5)

Podence (6)

Neto (8)

Fábio Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Ait Nouri (-)

Otasowie (-)

Vitinha (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

Alteração no figurino habitual para um 3-5-2, que não é estranho a José Mourinho, mas bem menos utilizado durante esta temporada. Na verdade, depois do golo madrugador, acabámos por ver muito mais um 5-2-1-2, com uma defesa com mais elementos e Ndombele a assumir-se como peça-chave dos “Spurs” na saída para os ataques rápidos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (6)

Doherty (6)

Davies (6)

Sanchez (6)

Dier (7)

Reguilon (6)

Hojbjerg (7)

Winks (6)

Ndombele (8)

Son (6)

Kane (6)

SUBS UTILIZADOS

Bergwijn (5)

Sissoko (-)

Lamela (-)

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