Concluído o primeiro terço do principal campeonato italiano, é possível, desde já, projectar aquilo que poderá acontecer no resto da competição.

Numa Liga constituída por vinte equipas, temos, para já, três clubes na luta pela liderança, outros três a disputar o quarto posto e depois as restantes formações espalhadas pela tabela sem se encontrarem muito espaçadas, à excepção do lanterna vermelha Chievo, que tem menos três pontos que o penúltimo, Catania.

O trio da frente é constituído por Roma, com 32 pontos, Juventus, com 31, e Nápoles, com 28. A Roma tem sido a grande surpresa deste início de campeonato, ao ter vencido 10 dos 12 jogos disputados, não perdendo nenhum e tendo só sofrido três golos. Orientada por Rudi Garcia, a formação romana tem-se mostrado muito sólida no plano defensivo, aliando a isso um meio-campo fortíssimo, com Pjanic, De Rossi e Strootman, não descurando o talento de Totti na frente. Afastada da luta pelo scudetto nos últimos anos, a equipa da capital volta a sonhar com o título.

A bicampeã Juventus parece ser a mais fiável candidata à vitória no campeonato. Sem exibir o futebol das últimas duas épocas, a formação de Antonio Conte continua, apesar de tudo, a mostrar uma fiabilidade absolutamente incrível. Cedeu pontos em apenas dois dos 12 jogos, e na última jornada mostrou todo o seu poder, ao bater o Nápoles por 3-0. Pirlo, à semelhança de Totti, continua a provar que o talento não tem prazo de validade, mas no meio-campo vai também brilhando a jovem estrela denominada Pogba. O francês tem enchido o campo com exibições memoráveis e é já um dos activos mais preciosos da equipa de Turim.

O Nápoles tenta reconquistar o título que lhe foge desde 1990, aquando da presença de Maradona no clube. Tendo crescido muito nas últimas temporadas em termos de competitividade, a formação orientada por Rafa Benitez está na luta pelo campeonato e pela qualificação para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Equipa sólida, que, apesar da saída de Cavani, viu chegar Higuain e Callejon, que se juntaram a Hamsik, Insigne e companhia. Há que contar com eles.

Atrás deste trio, aparecem Inter, com 25 pontos, Fiorentina, com 24, e Hellas Verona, com 22. O Inter, apesar de perto das equipas da frente, parece ainda uma equipa vulnerável, com dificuldade em ser consistente e sem muito maior margem de evolução. Walter Mazzari tem feito um trabalho incrível no comando técnico da equipa de Milão, naquela que é a 19ª época de Javier Zanetti no clube.

A Fiorentina atacou forte o mercado depois da saída da estrela Jovetic. Com Gomez e Rossi a fazer estragos na frente e um Cuadrado a fixar-se cada vez mais como um homem preponderante na zona intermediária, a formação de Florença parece ser finalmente capaz de voltar à Liga Milionária.

Finalmente, o Hellas Verona vem com o andamento da boa temporada passada realizada na Serie B, e, com os contributos de Iturbe e Luca Toni, tem tudo para realizar uma época tranquila e, quem sabe, lutar por um lugar europeu.

Luca Toni tem sido decisivo em Verona / Fonte: sportsmole.co.uk
Luca Toni tem sido decisivo em Verona / Fonte: sportsmole.co.uk

A meio da tabela, aparece de forma surpreendente o Milan. Com mais derrotas do que vitórias ou empates, com mais golos sofridos do que marcados e a jogar um péssimo futebol, é de crer que a equipa só pode fazer melhor no futuro, já que pior é quase impossível. A grande decepção do campeonato tentará, assim, salvar a época com a Taça de Itália e a qualificação para a Liga Europa, já que chegar a um lugar de Champions parece utópico.

Na base da tabela é de destacar as equipas que estão abaixo da linha de água. A Sampdoria, que parece não conseguir viver épocas tranquilas, o Catania, que, com a sua armada de treze argentinos, não consegue lidar com o estatuto de única formação da Sicília (o Palermo desceu na última época), e o Chievo, que, só tendo vencido um jogo, está no último lugar e em risco de descer seis épocas depois.

Com a tabela a desenhar-se, falta ainda muito campeonato, que promete ser recheado com grandes jogos, muitos golos e muita emoção até ao fim.

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