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Choramos contigo, Buffon

Pedro Machado · 1 min

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É muito doloroso ver um pai chorar. Como se não bastasse a sua dor, ainda temos que suportar o nosso desamparo. O desamparo de quem vê desabar uma força protetora e que se julgava imperturbável. Se ele chora, nós choramos. Por instinto. Um instinto que nos diz que se ele está assim, é porque algo verdadeiramente triste aconteceu.

Por esta ordem de ideias, ver Buffon chorar, terá feito chorar, também, a Itália futebolística. Afinal, era ele que o ‘Calcio’ tinha como força protetora nos momentos difíceis.

Porém, o momento em que Buffon chorou foi mais do que difícil. Foi insuportável. Foi o momento que confirmou que o último dos 175 jogos disputados com a camisola da sua pátria ficara marcado por um falhanço histórico. Um falhanço que o mundo do futebol ainda não soube interiorzar e que ainda estranha dizer, ouvir, escrever e ler– a Itália não vai estar num Mundial.

Ver Buffon chorar não terá feito apenas chorar a Itália futebolística, e a tristeza ter-se-à estendido ao mundo do futebol contemporâneo. Afinal, temos Buffon como uma força protetora que nos mostra o lado sensato da paixão pelo nosso desporto, teimando em sorrir quando as coisas não correm bem.

Quando ele se descontrolou, e se inundou de lágrimas, foi porque algo verdadeiramente triste aconteceu. E nós, por instinto, chorámos com ele.

Foto de capa: Spostskeeda

Pedro Machado

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2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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