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A fazer 27 anos em Setembro, o brasileiro é conhecido por ser “bom de bola”, por fazer coisas com ela que poucos fazem, que é um craque,… Foi estrela no Shakhtar, só faltava provar essas valias num grande clube europeu. Quando chegou ao Bayern de Munique em 2015, todos esses apelidos lhe assentavam que nem uma luva. Era, de facto, um craque. Porém, esse período correspondeu com a ausência do ainda mais craque Franck Ribery. Nessa sua primeira época ao serviço dos germânicos, Douglas Costa deixou água na boca aos adeptos, deixou-os na ânsia de ter de ver mais dele.

Na época seguinte, dou grande relevância ao facto de Ribery ter encontrado o seu melhor nível novamente (depois de 9 meses de recuperação!), o que retira, logo em primeira instância, o ex-Shakhtar do onze titular. Claro que o problema não é uma questão de compatibilidade entre os dois extremos, o problema é o intocável trio Ribery, Robben e Lewandowski.

Douglas Costa ia perdendo ímpeto na equipa bávara. Entrar saído do banco parece não estar nas suas pretensões neste momento da carreira. Posto isto, o seu empréstimo à Juventus parece-me ser uma excelente opção, tem melhores condições para lutar por um lugar e mantém-se como um ativo de um tubarão europeu.

Julgo que Allegri terá de mudar o sistema tático. É verdade que Mandzukic cumpriu bem a tarefa de atuar pela extrema esquerda, mas com a entrada deste brasileiro, camisa 11, penso que o croata não perca a titularidade, porém será movido para posições mais centrais e avançadas do terreno. O seu habitat natural, digamos. O que me levanta dúvidas é a possibilidade de a Juventus passar a jogar com 2 pontas de lança fixos. Certamente o treinador saberá o que fazer…

O que este Douglas Costa acrescentará à equipa hexacampeã italiana? Fácil: velocidade, técnica, enfim, perigo pela esquerda. Este jogador ao seu melhor nível é “something else”. É bastante irreverente, qualidade que aprecio imenso num “ala”. Coisa que contrasta na totalidade com a função desempenhada por Mario Mandzukic. Apesar de serem estilos absolutamente diferentes, a justiça e o bom senso não aprovariam a ida do croata para o banco de suplentes. Os dois estilos dão frutos. Podem constituir dois diferentes métodos de atingir um golo (fim), mas ambos são válidos e eficientes. Dou bastante ênfase a este ponto.

Douglas Costa brilhou ao serviço do Bayern Fonte: Youtube
Douglas Costa brilhou ao serviço do Bayern
Fonte: Youtube

A sua capacidade de drible é algo muito benéfico para a equipa. Permite-lhe ultrapassar o oponente direto (no caso da imagem acima, o extremo “arruma” Bellerín sem o próprio dar por isso…), e depois disto existe muito espaço para explorar. No caso de um avançado, quer jogue na ala direita ou esquerda, depois e ultrapassar, normalmente, o defesa lateral adversário, fica em situação tremendamente privilegiada, pois o facto de se dirigir à linha final perto do primeiro poste, passando a bola para trás, caso surja um companheiro de equipa livre de marcação, é meio golo. As sucessivas “dobras”, como se diz na gíria, que são realizadas pelos centrais são recorrentes e requerem perícia. Ou isso, ou combinando com o seu lateral ou pivot, ou outro companheiro que ande nas redondezas, seja possível criar uma situação perigosa. É algo relativo, afinal, futebol não é uma ciência, não é verdade?

No final de contas, este jogador pode acrescentar muito à Vecchia Signora. Pode ser comparável a Juan Quadrado, o que até poderá ter algum fundamento, mas caso atinja o nível alcançado no início da primeira época de Bayern (2015-16), torna-se um caso sério. Contudo, agora para o final desta sua passagem pela Baviera, a qualidade de jogo contou-se a uns bons furos abaixo, comparando com o seu primeiro ano.

Mesmo assim, estou muito ansioso por o ver atuar nesta equipa, principalmente na prova máxima da UEFA. Trata-se de um jogador que sempre me cativou, é imprevisível e forte tecnicamente. “É show de bola. É Douglas Costa, camisa 11!”

Foto de Capa: Juventus

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