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Juventus FC 3-1 SSC Napoli: Ronaldo é homem-assistência em Turim

João Fernandes · 3 min

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Que bela tarde de futebol em Turim! A Juventus recebeu e venceu por 3-1 o Nápoles, no Allianz Stadium, e é cada vez mais líder na Serie A, somando já sete vitórias noutros tantos jogos.

Relativamente ao jogo, foi o Nápoles que entrou com tudo, e, logo aos 6 minutos, Zieliński atirou forte ao poste direito da baliza de Szczęsny. A primeira oportunidade do encontro cabia aos homens de Carlo Ancelotti.

Os napolitanos iam jogando bem, sem dar qualquer hipótese à Juventus, e inevitavelmente acabaram por chegar ao golo: erro grosseiro de Bonucci, com a bola a sobrar para Allan, que de imediato a passou para Callejón; o espanhol, com toda a calma do mundo, colocou de bandeja em Mertens, que só teve de encostar. Estava feito o 1-0 para os visitantes.

A Juve procurava remar contra a pressão avassaladora do meio-campo do Nápoles, mas com muitas dificuldades. A inconformidade de Cristiano Ronaldo era visível, com o português a testar por mais do que uma vez a atenção de Ospina.

E, aos 26 minutos, CR7 acabaria por estar na jogada do empate: trabalho espetacular sobre Hysaj, cruzamento para o coração da área, e Mandžukić a aparecer sozinho para, de cabeça, fuzilar as redes de Ospina. A igualdade estava restabelecida em Turim. Ronaldo fazia a sua terceira assistência pelo clube italiano.

Até ao final do primeiro tempo, a Juventus foi superior, apesar dos muitos passes falhados pelos pupilos de Allegri.

Na segunda parte, a Velha Senhora deu continuidade ao futebol que vinha produzindo, e chegou ao segundo no encontro, aos 49 minutos: remate poderosíssimo de Ronaldo a embater no poste esquerdo da baliza do Nápoles, e a bola a sobrar para os pés de Mandžukić, que, com a baliza à sua mercê, não facilitou. O croata fazia o bis na partida, com Ronaldo a estar novamente na origem do golo.

Fonte: Juventus FC

Aos 58 minutos, um outro português haveria de ser protagonista, mas desta vez pela negativa: falta dura de Mário Rui sobre Dybala, e o árbitro Luca Banti a expulsar o lateral esquerdo do Nápoles. A equipa de Ancelotti ficava reduzida a 10 elementos para a meia hora que se seguia.

Os napolitanos, mesmo com menos um, iam mais uma vez aproximar-se com muito perigo da baliza da Juve: 72 minutos decorridos, 2-1 no marcador e Callejón, na cara de Szczęsny, a não conseguir ser feliz.

Quatro minutos volvidos, e o Nápoles, para cumprir o ditado “quem não marca sofre”, acabou mesmo por conceder o terceiro: canto para o recém-entrado Bernardeschi, Ronaldo a desviar de cabeça para o segundo poste e Bonucci, à ponta de lança, a meter o esférico no fundo das redes. 3-1 para a Juventus, com Cristiano a dizer “presente” mais uma vez.

O internacional português de 33 anos, nos minutos finais, quase que metia o seu nome na ficha de marcadores, mas o resultado permaneceria inalterado. A Velha Senhora arrancou com tudo na liga italiana, e dá ares de quem caminha convictamente para o seu octocampeonato.

 

ONZES INICIAIS:

Juventus FC: Szczęsny, Cancelo, Bonucci, Chiellini, Alex Sandro; Emre Can (Bentancur 61’), Matuidi, Pjanić; Dybala (Bernardeschi 64’), Mandžukić (Cuadrado 84’), Ronaldo.

SSC Napoli: Ospina, Hysaj, Koulibaly, Albiol, Mário Rui; Allan, Hamšík (Ruiz 69’), Callejón, Zieliński (Malcuit 61’); Insigne, Mertens (Milik 61’).

A FIGURA

Fonte: Juventus FC

Cristiano Ronaldo – Quando o português é figura num jogo com três golos da sua equipa, em que nenhum deles é seu, está tudo explicado. O avançado de 33 anos esteve nos três lances felizes da Juventus, com duas assistências e um remate ao poste que “conta” como tal, e parece estar cada vez mais entrosado com os restantes companheiros, em especial com o croata Mandžukić. Os números de CR7 vão crescendo, e quando a “redondinha” começar a entrar na baliza, vinda dos pés dele, não há ninguém que o pare. Habemus Cris!

O FORA DE JOGO

Fonte: SSC Napoli

Mário Rui – O lateral natural de Sines até estava a realizar um bom jogo, com pormenores interessantes no momento ofensivo da sua equipa. Mas à uma hora de jogo deitou tudo a perder: numa bola dividida a meio-campo, ainda por cima com Dybala – uma “pulga frenética” -, Mário Rui nunca pode entrar daquela forma sobre o adversário. O Nápoles ficou assim bastante condicionado para o que restava da partida, e quem sabe se o resultado não teria sido diferente sem a expulsão.

Foto de Capa: Juventus FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

João Fernandes

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