A CRÓNICA: JUVENTUS FC SOBREVIVE AO CAMPEÃO EM JOGO POLÉMICO

Em Itália, o comboio da Liga dos Campeões tem vivido alguma turbulência, pois ainda não tem as suas paragens totalmente definidas. É neste ambiente que se sucede mais um jogo que pode ser decisivo para o desfecho do campeonato. Apresento-vos, então, os seus protagonistas. De um lado, está a Juventus FC de Cristiano Ronaldo, preocupada em fugir o mais rápido possível do “bicho-papão” Liga Europa. Do outro lado, encontra-se o FC Internazionale Milano, vencedor do Scudetto 2020/21, apenas a cumprir calendário.

A Juventus entrou em campo com uma estratégia muito simples: manter a posse de bola, pressionar alto e recuperar o esférico em zonas altas, de forma a estar mais próxima da baliza adversária. Todavia, o Inter de Milão estava bem alinhado defensivamente e conseguiu anular todas as oportunidades de golo dos bianconeri, nos primeiros 20 minutos.

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Aos 22 minutos, é concedida grande penalidade a favor da “Juve”, após Chiellini ser carregado em falta por Darmian. Cristiano Ronaldo preparava-se para bater e… Falhou, mas redimiu-se na recarga. Era o 1-0 para a Juventus e o caminho para a vitória estava iluminado. A verdade é que a vantagem não durou muito, visto que, 11 minutos depois, seria assinalado um novo penálti, desta vez a beneficiar a formação de Conte. Com toda a calma do mundo, Romelu Lukaku colocou a bola no fundo das redes e empatou a partida (1-1). Quando tudo indicava o fim da primeira parte, Juan Cuadrado não foi de modas e “disparou uma bala do meio da rua”, colocando a “Juve” na frente do marcador nos últimos dez segundos.

Na segunda parte, o Inter libertou-se mais no esquema ofensivo, trocando de papeis com a Juventus, que desceu as linhas e passou a defender. Aos 55 minutos, Lukaku foi derrubado pelas costas e Bentancur recebeu o segundo cartão amarelo, deixando a Vecchia Signora em maus lençóis. Reduzida a dez homens, seguiu jogo no Allianz Stadium. O objetivo era manter esta vantagem mínima e ganhar. Os últimos 20 minutos foram de um grande sofrimento para os bianconeri. Depois de tantos remates anulados e uma defesa monumental de Szczesny, Lukaku marcou um golo, aos 84 minutos, de grande controvérsia, fazendo o 2-2.

Dois minutos depois, a polémica veio de novo e o árbitro apontou pela terceira vez para a marca de grande penalidade. Uma vez que Ronaldo não estava em campo, a decisão ficou nos pés de Cuadrado, que acabou por bisar na partida e fazer o 3-2. Caiu uma autêntica “chuva de penáltis” e polémica em solo italiano. Aos 91 minutos, Brozovic foi expulso por uma bruta entrada sobre Cuadrado e os últimos minutos jogaram-se com 10 contra 10. No final, o sonho da Liga dos Campeões permanece vivo para Ronaldo e companhia.

 

A FIGURA

Juan Cuadrado – Penso que o internacional colombiano seja a escolha mais acertada para figura de jogo, pois decidiu realmente a partida com dois golos determinantes, mantendo em aberto a possibilidade de a Juventus FC se qualificar para a Liga dos Campeões.

 

O FORA DE JOGO

Excessiva polémica – Na minha opinião, não houve um claro “fora de jogo”. Não houve um jogador que se destacasse de tal forma pela negativa, nem nenhum aspeto em particular. Penso que é sempre bom ver jogos com alguma polémica, uma vez que se verifica a presença dos sentimentos e das emoções em grande plano. Porém, sem um “fora de jogo” nítido, fica então a polémica, pois obrigou a paragem do jogo, muitas vezes, devido a disputas e confusão entre jogadores das duas equipas. No geral, foi um grande jogo de futebol.

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Em jogo decisivo para as contas finais, Andrea Pirlo organizou a sua formação em 4-4-2, sistema tático habitual do técnico italiano. Desde o apito inicial que a Juve adotou uma pressão alta e agressiva, sobretudo nas zonas mais avançadas do terreno. Além disso, procuravam segurar o esférico e atacar pelas faixas laterais, no qual apostavam, frequentemente, em cruzamentos para a área. No segundo tempo, o procedimento estratégico foi alterado totalmente, com a Juve a recuar no terreno para defender o resultado. Isto porque não só estava em vantagem, como também estava em inferioridade numérica.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Wojciech Szczesny (6)

Alex Sandro (6)

Giorgio Chiellini (7)

Matthijs De Ligt (7)

Danilo (6)

Federico Chiesa (6)

Adrien Rabiot (7)

Rodrigo Bentacur (4)

Juan Cuadrado (8)

Cristiano Ronaldo (7)

Dejan Kulusevski (6)

SUBS UTILIZADOS

Álvaro Morata (6)

Weston McKennie (6)

Merih Demiral (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE MILANO

Fiel à suas ideias táticas, Antonio Conte utilizou o seu usual 3-5-2, frente a uma equipa que desesperava por uma vitória. No primeiro tempo, a sua estratégia de jogo passou por, simplesmente, defender com as suas linhas mais baixas e articuladas, controlando o jogo a partir das zonas mais recuadas. Por isso, não se verificou um Inter solto no plano ofensivo nos primeiros 45´. Contudo, a segunda parte foi completamente o oposto, visto que criou as principais oportunidades de golo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samir Handanovic (6)

Alessandro Bastoni (6)

Stefan de Vrij (7)

Milan Skriniar (6)

Matteo Darmian (5)

Christian Eriksen (6)

Marcelo Brozovic (6)

Nicolo Barella (7)

Achraf Hakimi (7)

Romelu Lukaku (7)

Lautaro Martinez (7)

 SUBS UTILIZADOS

Matías Vecino (6)

Stefano Sensi (6)

Ivan Perisic (6)

Artigo revisto por Joana Mendes

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