serie a

A Napoli começou melhor e logo aos dois minutos, aproveitando a passividade da Roma, marcou por Higuaín, num gesto técnico soberbo após um grande passe de Lorenzo Insigne. Napoli verdadeiramente prodigiosa na circulação de bola: rápida, fluida e ao primeiro toque. Insigne e Jorginho entraram muito bem no jogo. Insigne, após uma grande jogada, podia ter mesmo ampliado para a Napoli, aos 10 e depois aos 11 minutos. Napoli sempre a construir desde atrás. Gervinho e Nainggolan a serem os únicos romanos a conseguir dar réplica à Napoli. Insigne tem estado verdadeiramente fenomenal: a la roulette executada para contornar Totti aos 15 foi fantástica. A Napoli teve um início de grande intensidade, pressionando muito a circulação de bola da Roma. Aos 20 a Roma começou coletivamente a conseguir dar réplica, mas ainda com muita dificuldade em entrar no último terço do meio campo napolitano. Aos 21, não fosse Koulibally a parar Gervinho e a Roma podia ter mesmo empatado. Aos 25 Insigne abriu outra vez o livro, tirou Torosidis do caminho e mandou a bola a rasar o poste. Apesar de a Roma ter agora mais posse, a Napoli tem estado muito perigosa nos contra-ataques. Koulibaly tem sido um monstro no coração da defesa da Napoli. Aos 40 mais uma grande oportunidade para a Napoli, que podia ter marcado por Jorginho, mas o brasileiro não conseguiu chegar nas melhores condições a um ótimo cruzamento de Hamsik. A primeira parte pertenceu, e com todo o mérito, à Napoli. Marcou um soberbo golo, fez jogadas soberbas e teve as melhores oportunidades de golo. A Napoli manteve a atitude pressionante no início da segunda parte e esteve novamente por cima no jogo.

Início fantástico do espanhol Callejón Fonte: Getty Images
Início fantástico do espanhol Callejón
Fonte: Getty Images

No entanto, a Roma voltou mais competente dos balneários e com desejo de virar o jogo. Napoli muito compacta e competente a defender, destacando-se Koulibaly. Aos 52 a equipa do lácio podia mesmo ter chegado ao golo, após uma excelente jogada coletiva pelo lado direito, mas Florenzi pecou na concretização. Florenzi podia outra vez aos 58 ter reposto a igualdade, mas Rafael Cabral defendeu. Roma novamente a assumir superioridade na posse de bola, mas até aí a competência defensiva da Napoli e os seus contra-ataques venenosos mantiveram a superioridade dos napolitanos. Aos 18 do segundo tempo, um desses venenosos contra-ataques esteve muito perto de ser transformado num brilhante golo, mas Nainggolan desviou em cima da linha de golo um brilhante chapéu de Callejon. Aos 65, Rudi Garcia, decidido a mudar o jogo, fez entrar Iturbe para o lugar de Florenzi e em resposta, Rafa Benítez tira Hamsik e faz entrar Gargano.

Aos 71, para infelicidade do San Paolo, Benítez tirou Insigne e fez entrar Merteens, outro mágico com a bola nos pés. Insigne fez uma primeira parte estratosférica; Benítez tem à sua disposição um verdadeiro prodígio. Benítez esgotou mesmo as substituições e colocou Inler em campo, para o lugar de David Lopez. Napoli a fechar os caminhos para a sua baliza! Rudi Garcia a lançar-se para o ataque nestes últimos minutos, tirando Torosidis e colocando Ljajic. Jogo sem grande história nestes últimos minutos, com uma Roma a procurar chegar ao empate e um Napoli focado em bem defender e no contra-ataque. Aos 85 minutos, num destes contra-ataques e após um excelente passe de Higuaín, Callejon fez o tão desejado golo da tranquilidade. A Roma a procurar desorientar a defesa napolitana através da circulação de bola e de tabelas, mas sem grande sucesso.

Foi um jogo muito bom por parte da Napoli, que esteve muito bem defensivamente e sempre brilhante no contra-ataque. A equipa de Benítez esteve sempre no controlo do jogo, ainda que nem sempre no controlo da posse de bola, o que demonstra muito bem a qualidade defensiva que a equipa mostrou. Sempre a equipa mais inteligente em campo, a Napoli salta para o terceiro lugar e a Roma pode ficar novamente a três pontos da Juventus. Com o golo marcado esta noite, Callejon coloca-se no topo da lista dos melhores marcadores da Serie A. Um início fulgurante do espanhol, que leva sete golos em dez jogos.

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A Figura

Higuaín – A eleição do argentino para este destaque colocou-me bastantes dúvidas, sobretudo se tivermos em conta o excelente jogo feito por Koulibaly e a magia que Insigne irradiou em campo. No entanto, o brilhantismo no gesto técnico que deu o 1-0 à Napoli e o excelente passe para Callejon no segundo deitaram qualquer dúvida por terra.

O Fora-de-Jogo

Totti – Sou um profundo admirador do italiano e é com grande tristeza que o destaco negativamente, mas a sua desinspiração em campo foi manifesta, sendo sempre o elemento de menor fulgor e brilhantismo de um já pouco inspirado sector ofensivo romano (excetuando Gervinho).