Em Nápoles vivem-se dias conturbados. Depois da quezília entre o presidente e os jogadores, Carlo Ancelotti acabou por ser a principal vítima. O técnico de 60 anos, que por exemplo, já foi campeão da Europa por três ocasiões e campeão nacional de Itália, França, Alemanha e Inglaterra, foi afastado do comando técnico dos Azzurri após carimbar a qualificação para os oitavos de final da Liga dos Campeões.

Apesar do sucesso europeu, o SSC Napoli atravessava e ainda atravessa grandes dificuldades na Serie A italiana, estando sem vencer há 8 jornadas consecutivas, algo que seria impensável no arranque da temporada.

Com este contexto, parece certo que o afastamento de Ancelotti esteja mais relacionado com o facto de este ter tomado posição ao lado dos jogadores e não do presidente, De Laurentis.

Polémicas e novela à parte, a realidade é que Gennaro Gattuso, o Rino, é o novo treinador da formação napolitana. Os napolitanos habituaram-nos a jogar um futebol ofensivo, atrativo e criativo, ora não tivessem Insigne, Mertens, Zielinski ou Fabián Ruiz no plantel. No entanto, a escolha em Gattuso, não deixa de surpreender.

Na época passada conseguiu um segundo lugar na serie A                                                               Fonte: Napoli

Estamos a falar de um treinador que treina como jogava. Ou seja, gosta da equipa organizada, agressiva e com uma entrega elevada ao jogo. Como jogador, raramente pisava o último terço do campo, mas como treinador tem uma mentalidade ofensiva. Gosta que a equipa pressione alto e recupere a bola longe da sua baliza, sendo também credível, que vejamos o “seu” Napoli mais sofisticado e com mais qualidade, em relação ao “seu” AC Milan, devido à maior capacidade dos jogadores napolitanos.

Na primeira amostra deu-se um desastre. Derrota caseira com o Parma Calcio, num jogo que deu para ver o que Gattuso quer da sua equipa: uma equipa ofensiva, que procure recuperar a bola rapidamente e chegar à baliza o mais depressa possível. A principal mudança registada de Ancelotti para Gattuso, foi o sistema de jogo. O 4-4-2 do SSC Napoli, passou para um 4-3-3 com Gattuso, recuperando um pouco as ideias de Sarri, com Milik, numa excelente forma, a fazer cair Mertens para o banco na posição “9”.

Os próximos três jogos vão ser de extrema importância para Gattuso, sendo que as partidas com o FC Inter Milão e a SS Lázio serão de vitória obrigatória, caso queiram chegar aos lugares de “Champions”.

Foto de Capa: SSC Napoli

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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O Rúben é um verdadeiro apaixonado pelo futebol, sem preferência clubística. Adepto do futebol, admira qualquer estratégia ou modelo de jogo. Seja o tiki taka ou o catenaccio, importante é desfrutar e descodificar os momentos do jogo e as ideias dos técnicos. Para ele, futebol é paixão, trabalho, competência, luta, talento, eficácia, etc. Tudo é possível, não existem justos vencedores ou injustos perdedores, e é isto que torna o futebol um desporto tão bonito.                                                                                                                                                 O Rúben escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.