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Se eu sou racista, o Vieira também o é.” – foi desta forma que o sempre irreverente, polémico, mas altamente talentoso Sinisa Mihajlovic terminou uma entrevista na qual tentava defender-se das acusações produzidas pelo antigo internacional francês Patrick Vieira, após o sucedido no jogo entre a SS Lazio e o Arsenal a contar para a Liga dos Campeões disputado no emblemático Stadio Olimpico em Outubro de 2000.

Numa partida de má memória para antigo internacional sérvio, Mihajlovic envolveu-se em diversas quezílias com vários jogadores do emblema londrino durante o jogo, mas foi com Patrick Vieira que as coisas se extremaram, levando o jogador francês a alegar, após o final do encontro, que Mihajlovic lhe tinha chamado “preto de mer**” e pedindo para que fosse feita justiça e que ele fosse castigado. O antigo jogador da SS Lazio acabou por pedir desculpas pelas suas palavras e por ter agarrado Vieira pelo pescoço, mas acrescentou que apenas o fez após o jogador francês lhe ter chamado “cigano de mer**”. Mihajlovic foi multado e recebeu dois jogos de suspensão, mas apesar da argumentação apresentada pelo antigo internacional sérvio, os alegados insultos proferidos por Patrick Vieira não foram alvo de investigação por parte do Comité Disciplinar da UEFA e apenas Sinisa acabou por ser castigado. Mihajlovic negou sempre de forma veemente as acusações de racismo que lhe foram imputadas, sugerindo mesmo que abordassem os seus antigos companheiros da Sampdoria, Ruud Gullit, Clarence Seedorf e Christian Karembeu, de forma a poderem atestar a veracidade das suas palavras.

Mihajlovic (à direita), lado a lado com Seedorf, Karembeu, Mancini e Sven-Goran Eriksson aquando da sua passagem pela Sampdoria Fonte: forum.acmilan-online.com
Mihajlovic (à direita), lado a lado com Seedorf, Karembeu, Mancini e Sven-Goran Eriksson aquando da sua passagem pela Sampdoria
Fonte: forum.acmilan-online.com

O episódio relatado anteriormente foi provavelmente aquele que mais marcou a carreira de Sinisa Mihajlovic fora das quatro linhas, mas o antigo jogador sérvio foi muito mais do que esse triste episódio e deveria, por isso, ser lembrado por outros momentos bem mais marcantes, durante os quais deu ao futebol um contributo inigualável. A carreira de “Barbika”, nome pelo qual era conhecido durante os seus tempos ao serviço do FK Crvena Zvezda (Estrela Vermelha de Belgrado), começou a tomar forma aquando da sua mudança para o FK Vojvodina em 1988, após um período de teste durante o qual, estranhamente, não impressionou os responsáveis do NK Dínamo Zagreb, na época treinado pelo lendário Ciro Blazevik.

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