A CRÓNICA: VESÚVIO COM DUPLA ERUPÇÃO DERRUBA VECCHIA SIGNORA

26 de janeiro de 2020, jogo grande da 21ª jornada do campeonato italiano e, simultaneamente, o regresso de Maurizio Sarri a “casa”. SSC Napoli vs Juventus FC.

A Juventus partia mais descansada para este jogo, fruto dos empates dos concorrentes diretos, Lazio e Inter de Milão, enquanto que o Nápoles, fruto da temporada dececionante que atravessa, partindo para este jogo com 27(!) pontos de atraso para a crónica candidata ao título italiano, vinha com mais pressão de ganhar, até por, além de jogar em casa, necessitar de amealhar pontos para continuar a lutar pelos lugares cimeiros.

No entanto, na primeira parte o Nápoles apostou mais nas transições rápidas, deixando o comando do jogo para a Juve, que teve mais posse de bola, mas bastante ineficaz, acabando mesmo com zero remates à baliza. O Nápoles pouco mais fez, sendo, apesar de tudo, mais perigoso no último terço, tendo inclusive, mais oportunidades de golo. Mesmo assim, foi uma primeira parte morna a que se assistiu no San Paolo.

A segunda parte foi bem diferente, mais animada, com bem mais oportunidades de golo, começou logo, praticamente a abrir, com um golo (de Ronaldo) anulado à Juventus, por fora de jogo de Higuain. A partir de aí, “bola cá, bola lá”, culminadas com golos de Zielinski (63´), Insigne (86´) e Ronaldo (90´), que não mais conseguiu que reduzir a diferença, pois daí até ao final, a Juventus não conseguiu marcar mais nenhum golo e somou, assim, a segunda derrota no campeonato e perdendo terreno para os concorrentes diretos que, apesar dos empates, conseguiram ganhar um ponto à derrotada Juventus.

Vitória justa, não por uma clara diferença de qualidade no jogo de ambas as equipas, mas principalmente pela maior vontade e maior garra que a equipa da casa (à imagem do seu treinador) apresentou.

 

A FIGURA

Zielinski, o desbloqueador do jogo
Fonte: SSC Napoli

Zielinski – O médio dos Napolitanos é a figura do jogo, muito por consequência do golo que desbloqueou o jogo. Não houve um claro destaque, houve foi um coletivo forte da parte da equipa da casa, no entanto, e como referido, Zielinski desbloqueou um jogo difícil e que caminhava para um aborrecido 0-0.

O FORA DE JOGO

A primeira parte foi quase o prolongamento do aquecimento
Fonte: SSC Napoli

A primeira parte – Numa partida em que ambas as equipas teriam tudo para nos proporcionar um grande espetáculo, até pela conjetura que existia, o jogo teve (uns primeiros) 45 minutos bastante pobres e que nada de relevante trouxe. Felizmente, a segunda parte trouxe uma história diferente. Convém também realçar mais uma exibição não muito boa da Juventus, que sobre o comando de Sarri, tarda em começar a “carburar à séria”.

 

ANÁLISE TÁTICA – SSC Napoli

O Nápoles apresentou-se no habitual 4-3-3, sistema maioritariamente usado por Gattuso. O treinador napolitano apostou numa equipa ligeiramente mais baixa que o habitual, mas que saía rápido e com relativa qualidade para o ataque, criando algumas jogadas visualmente apelativas para quem assistia ao jogo, jogando por vezes ao primeiro toque, mas que pouco perigo causavam na equipa adversária, até à segunda parte, onde conseguiu ser eficaz, ganhando assim o jogo frente à líder Juventus. Face ao último jogo, para a taça, frente à Lazio, entraram Meret e Ruiz, que substituíram Ospina e Lobotka (recém-contratado ao Celta de Vigo).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Meret (6)

Mário Rui (6)

Di Lorenzo (7)

Manolas (6)

Hysaj (6)

Zielinski (8)

Diego Demme (6)

Fabián Ruiz (6)

Insigne (8)

Milik (6)

Callejón (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Elmas (5)

Lobotka (6)

Llorente (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

A Vecchia Signora apresentou-se na sua adaptação tradicional do 4-3-3, o 4-3-1-2, com Dybala nas costas dos avançados Cristiano Ronaldo e Higuain. Em relação à partida anterior, frente à AS Roma, Sarri fez entrar no 11 inicial Szczesny de Ligt, Cuadrado, Matuidi e Dybala, apresentando-se assim, mais perto do seu “11 de gala”, até pela maior exigência do jogo e também pela diferente competição deste jogo relativamente ao anterior (o anterior foi para a taça de Itália). No entanto, e mesmo com esta equipa, a Juventus não apresentou um futebol nem apelativo nem eficaz, o que se traduziu em mais uma derrota, atenuada pelo golo do inevitável Ronaldo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Szczesny (6)

Cuadrado (7)

Bonucci (6)

De Ligt (6)

Alex Sandro (6)

Bentancur (8)

Pjanic (7)

Matuidi (6)

Dybala (7)

Cristiano Ronaldo (7)

Higuaín (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

Rabiot (6)

Douglas Costa (5)

Bernardeschi (6)

 

Foto de Capa: SSC Napoli

artigo revisto por: Ana Ferreira

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