3 disputas jurídicas no mundo do futebol que não vamos esquecer

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3.

Caso Mateus – Claro que Portugal tinha de estar neste top. E havia muitos mais casos que poderiam ser mencionados, mas o caso Mateus, para mim, tem um pouco de tudo. Até porcos.

Tudo começou em 2006, quando o Gil Vicente FC foi despromovido administrativamente à Segunda Liga, devido à alegada utilização indevida do internacional angolano Mateus.

Na altura, a Comissão Disciplinar da Liga sancionou o clube minhoto após uma queixa do CF Os Belenenses, que na época 2005/06 terminava o campeonato nos lugares de despromoção. O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol deu razão à queixa apresentada, impedindo ainda os gilistas de participarem na Taça de Portugal, assim como nos campeonatos de juniores e iniciados.

O emblema do Restelo alegou que Mateus estava impedido de jogar, por ter atuado com estatuto de amador, na época imediatamente anterior, ao serviço do FC da Lixa. O Leixões SC entendeu que, em caso de descida do Gil Vicente FC, deveria ser o clube de Matosinhos a ocupar a vaga no escalão principal, uma vez que havia terminado a Segunda Liga na terceira posição, tendo por isso intentado uma providencia cautelar, sem conseguir sucesso.

Na sequência da despromoção administrativa, que efetivamente aconteceu, o Gil Vicente FC decidiu recorrer da decisão para os tribunais administrativos, alegando a nulidade das sanções aplicadas, algo que foi confirmado pela sentença do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, mas só em maio de 2016 e que, na altura, levou a Liga e Federação a considerarem inevitável a subida dos minhotos à Primeira Liga. No entanto, em julho de 2016, a SAD do Belenenses avançou para o recurso desta decisão judicial.

O Gil Vicente FC, nos entretantos, até conseguiu voltar à Primeira Liga, mas voltou a ser despromovido desportivamente, voltando posteriormente a ser promovido “administrativamente” em 2017. Ou seja, no final de contas e volvidos dez anos, o Gil Vicente FC ganhou a causa.

António Fiúza, presidente honorário do emblema de Barcelos, decidiu celebrar o regresso do Gil Vicente FC à Primeira Liga e, após a confirmação da subida, o carismático presidente organizou uma grande festa. Em “homenagem” aos dez anos de espera, providenciou dez porcos, um por cada ano, dez vitelos, com vinho à discrição, cerveja e algum champanhe. Foi anda convidado Quim Barreiros e Augusto Canário, que ajudaram a recriar um belo arraial minhoto.

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