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Carta do Futebol ao Pai Natal

Querido Pai Natal,

Sim, eu sei que não ouviste muitas reclamações, caso tenhas passado por Arroios ou pelos Restauradores durante os últimos meses.

Foi um ano difícil, claro que sim, porém 2020 vacinou-nos de tal forma que todos percebemos que 2021 seria um ano para reorganizar as ideias e voltar à ação.

Como tantos outros igualmente sortudos, nasci e cresci com uma bola de futebol no pé, uma na cabeça e outra no coração (e uma nas mãos, para o Championship Manager…).

Mais tarde, cheguei a namorar o ténis de mesa, naquilo que foi uma relação bastante intensa, mas acho que compreendes se te disser que o meu cérebro desliga quando vejo uma bola de futebol.

Realmente, quando vejo uma bola de futebol é como se no meu corpo apenas o coração funcionasse. É basicamente como entrar numa máquina do tempo e voltar, sempre, a ter 10 anos de idade.

 

Como se o amor não bastasse, começar a escrever sobre futebol foi como receber uma máscara de oxigénio do céu e ouvir um anjinho ao fundo, a dizer “mete o raio da tua máscara primeiro, antes de ajudares os outros, pá!”

É por isso que, da minha parte, não podem haver queixas. Após alguns anos afastada do futebol, sem grande explicação, apercebi-me finalmente que vi, aprendi e vivi muito, consegui fazer pessoas felizes como planeei, mas a mim faltava-me ainda qualquer coisa.

Estou mesmo muito grata, Pai Natal. Foi um ano incrível. Contudo, é exatamente por esta razão que te escrevo. Por mim, e por todos os tantos outros cujo batimento cardíaco acelera com o futebol, resolvi enviar uma pequena lista com alguns desejos para o próximo ano. Ora aí vai ela:

  • Mais camisolas e meias quentinhas, porque quando fiz a mala claramente pensei que a Noruega, no inverno, era parecida ao Brasil;
  • Que se deixem de invenções malucas, tipo o cartão do adepto;
  • Que o Belenenses volte a ser o Belenenses;
  • Por falar nisso, que macacadas ridículas como as que aconteceram no jogo do Belenenses SAD contra o SL Benfica não voltem a acontecer;
  • Um amplificador para o baixo, para poder animar as senhorinhas de 80 anos que vivem no meu piso;
  • Que se comecem a despachar com as decisões do VAR, antes que comecemos a ter anúncios infindáveis “à la” Superbowl ou, numa perspetiva mais animadora, antes de começarmos a ver a Beyoncé a entrar no relvado para dar um concerto;
  • Que o vírus pare de dificultar a vida aos treinadores, mas que se mantenha o maior número de substituições;
  • Aquela caixinha básica de Ferrero Rocher que me trazes todos os anos;
  • Que Portugal se qualifique para o Mundial, pelo amor de Deus!
  • Que os jogadores e treinadores portugueses continuem a conquistar o estrangeiro (e eu continue a suspirar com os passes do Cancelo…)
  • Que as equipas portuguesas continuem a fazer um bom trabalho nas competições europeias;
  • Que o Darwin, o Pote e o Luis Díaz continuem a faturar desenfreadamente;
  • Que o Bola na Rede também continue a marcar muitos golos!
  • Se não for pedir muito, um gatinho para me fazer companhia e confirmar que me adaptei perfeitamente ao prédio;
  • Que a final da Liga dos Campeões esteja ao nível da de maio e me faça saltar no sofá que nem louca, outra vez;
  • Uma caixinha de pastéis de nata (sabes bem como são os emigrantes!);
  • Que, por favor, o vírus vá embora e os estádios possam finalmente voltar a estar cheios!

 

Foram muitos anos sem te escrever, mas espero não me ter esticado…

Obrigada, Pai Natal, e faz boas viagens. Beijinho grande!

Componente 5 – 1 (1)

Infância e adolescência marcadas pela bola e o Ténis de Mesa, depois disso a Marta licenciou-se em Línguas e Literaturas, começou a tocar baixo e não vive sem as viagens e a caneta na mão. Morou em Berlim, a cidade preferida para onde volta sempre que pode, viu jogos na Allianz Arena e no Olympiastadion e não passa um fim de semana sem acompanhar a Bundesliga.                                                                                                                                                 A Marta escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Infância e adolescência marcadas pela bola e o Ténis de Mesa, depois disso a Marta licenciou-se em Línguas e Literaturas, começou a tocar baixo e não vive sem as viagens e a caneta na mão. Morou em Berlim, a cidade preferida para onde volta sempre que pode, viu jogos na Allianz Arena e no Olympiastadion e não passa um fim de semana sem acompanhar a Bundesliga.                                                                                                                                                 A Marta escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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