Cristiano Ronaldo | A despedida amarga do Rei de Old Trafford

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A tão aguardada notícia chegou. Cristiano Ronaldo abandona finalmente o plantel do Manchester United FC com efeitos imediatos, num comunicado em que clube e jogador assumiram rotura total, chegando assim ao fim a novela mais badalada dos últimos tempos em Inglaterra e no mundo.

Quando surgiu a oportunidade de redigir este artigo, aproveitei sem hesitar, porque queria dar continuidade ao que já tinha escrito anteriormente sobre aquele que considero o melhor jogador de futebol de todos os tempos.

Chegou a Inglaterra com o estatuto de super estrela, dono de uma capacidade única de contrariar as adversidades, algo que era extremamente necessário em Manchester, alguém com o carisma e personalidade de Cristiano, para dar a volta aos acontecimentos de uma forma gloriosa e mágica. Na primeira época, foi dono e senhor do ataque dos Red Devils, com golos atrás de golos que confirmaram que ainda era decisivo, que ainda era um jogador importante para qualquer equipa, que ainda era Cristiano. Ao todo, foram 29 golos marcados em 45 jogos disputados, que fizeram dele o maior artilheiro do Man. United na época passada, que passou por períodos conturbados no banco de suplentes, onde a dança de treinadores não deu descanso ao plantel dos diabos de Manchester.

Ronaldo terminou a época algo insatisfeito, do ponto de vista competitivo, onde sentiu claramente que a aposta em si mesmo não estava a ser sustentada com a aposta em mais jogadores de classe mundial para ajudar a elevar o nome do United onde merece. Para além disto, temos de falar obviamente da tragédia que Cristiano Ronaldo viveu na sua vida pessoal, com a perda de um filho, que marcou completamente a carreira desportiva do próprio CR7 que, convenhamos, nunca mais foi o mesmo desde que o pequeno Angel partiu. Para mim, este acontecimento atingiu de uma enorme forma o coração de Cristiano, que perdeu toda aquela confiança e moral que demonstrou ao longo da sua carreira porque, afinal de contas, é um ser humano, tem direito a chorar, a errar e ter sentimentos.

Depois de uma pré-época atípica, onde o próprio admitiu que não esteve presente por causa da sua filha pequena que esteve internada no hospital, abalando mais uma vez o estado de espírito de Ronaldo, a sua integração na equipa do United nunca mais foi possível, quer pela demonstração de resistência por parte de Ten Hag, mas também pelo seu próprio estado de espírito. Seguiu-se a polémica entrevista, onde CR7 pôs os pontos nos is, disse o que queria sobre quem queria, e esclareceu toda a sua situação nos red devils, pondo um ponto final na ligação futura com o clube, no plano desportivo, e abrindo portas a outros horizontes na sua carreira.

Com o seu destino em pausa, no que aos clubes diz respeito, é tempo de se focar na nossa seleção nacional, onde procura fazer história e trazer o “caneco” dourado para Portugal. Se há seleção que pode realmente ter uma palavra a dizer é a nossa, onde a qualidade é abundante em todos os sectores, com a inteligência e irreverência da mais tenra idade, até à maturidade de algumas das nossas “raposas velhas”. Não tenho a mínima dúvida de que vamos ver o melhor Cristiano Ronaldo, como nos habituou ao longo da sua carreira, a ser decisivo, a ajudar Portugal, a marcar, e mais que tudo, a sorrir com a bola nos pés. Muito se tem especulado sobre o seu futuro clubístico: AS Roma, Al Nassr, Newcastle United FC, Sporting CP e até… Real Madrid CF. Ver CR7 de volta a Madrid seria um sonho, vê-lo onde é realmente feliz, a fazer-nos felizes também, por ver que a qualidade não se perde de um dia para o outro como dizem alguns curiosos, mas que a saúde mental é algo com que não se pode brincar, e que até o “robô” Cristiano pode sofrer em silêncio.

Este vai ser o grande mundial da carreira de CR7, não tenho sequer uma pontinha de dúvidas, para dar a volta a uma situação que ninguém deve viver, mas que só alguém como Ronaldo é forte o suficiente para provar, a si e a todos, que ainda não acabou!

O “bicho” vai com tudo, com a braçadeira de capitão de toda uma nação, com o 7 estendido nas suas costas, com as suas chuteiras mais do que prontas, com a ambição e os sonhos que tinha há 20 anos atrás, porque o seu país precisa de si, precisa de um jogador decisivo, como só Cristiano sabe ser, e ele vai lá estar, mais uma vez, a provar que a fase má já passou.

Boa sorte Capitão, boa sorte Portugal!

Bernardo Santos
Bernardo Santoshttp://www.bolanarede.pt
O Bernardo é Licenciado em Relações Públicas e quase mestre em Jornalismo. É um comunicador nato, que transporta para o futebol a mesma simpatia e alegria que tem em viver.

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