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Juventus x Inter

FC Internazionale Milano 2-1 Juventus FC: Sanchez castiga “bianconeri” no prolongamento

A CRÓNICA: INTER ARRASA TURMA DE TURIM APÓS 120 MINUTOS DE FOGO

Já na véspera desta 34ª Super Taça italiana estava prometido um grande espetáculo, e as duas concorrentes, o FC Internazionale Milano e a Juventus F.C., não desiludiram as expectativas do público.

O dérbi de Itália tem sempre um sabor especial, e se em cima da mesa há também um troféu para ganhar, as emoções estão garantidas. Hoje não interessavam as baixas, os castigados, quem meteu em campo a equipa melhor formação, hoje contava só quem estava disposto a deitar mais suor e vontade para ganhar.

A garra e a força mental de não desistir até o fim recompensou uma vez mais os “nerazzurri”, que levaram, e com muito mérito, a Super Taça italiana para casa. O prognóstico estava a favor do plantel de Milão, mas em honra da crónica, a Juventus soube sofrer e defender-se dignamente por quase 120 minutos, caindo só em frente de um “golpe” de Alexis Sanchez em cima do apito final, já no prolongamento.

Mas voltamos para trás na história.

A equipa de Simone Inzaghi tentou impor desde logo o seu ritmo, tanto que foram suficientes apenas 7 minutos para criar três oportunidades interessantes. As primeiras duas passaram pelas cabeças de Dzeko, primeiro, que mandou alto um bom cruzamento de esquerda de Perisic, e de De Vrij, depois, que não enquadrou a baliza por pouco, após um pontapé de canto de Calhanoglu.

Digno de nota ainda, um remate esquerdo venenoso de Lautaro Martinez, que passou bem pertinho a baliza de Perin.

Ao chegar dos 11 minutos, aconteceu um episódio polemico: Chiellini toca ligeiramente Niccolò Barella em plena corrida na grande área, mas o arbitro não dá o penálti. O toque foi duvidoso, mas o arbitro deixou correr sem hesitação.

Na primeira parte, a equipa milanesa continuou a fazer o bom e o mau tempo no meio do campo, assumindo o jogo e fazendo circular a bola magnificamente. Do outro lado. a Juventus fadigou, e não pouco, para encontrar espaços e tentar definir uma estratégia ofensiva, até quando aos 25 minutos, surpreendentemente, como uma fénix que surge das cinzas, encontrou na cabeça de McKennie, sob cruzamento de Morata na grande área, o golo da vantagem por 1-0.

O plantel de Simone Inzaghi não perdeu a lucidez mental e em pouco menos de 10 minutos conseguiu chegar ao (merecido) golo do empate: De Sciglio atinge Dzeko na grande área e desta vez o árbitro dá o penálti, realizado com um autêntica bala por Lautaro Martinez.

No segundo tempo o filme é mais ou menos o mesmo. A Juventus a tentar defender-se da melhor forma possível, contrastando a pressão dos “nerazzurri”, e o Inter a jogar lindamente entre as linhas verticais e laterais. De facto, Perisic foi uma autêntica espinha para Mckennie e Rugani, no corredor lateral.

A ser honestos, os primeiros minutos ofereceram um pequeno show de Federico Bernardeschi, que em 4 minutos teve no seu pé direito duas oportunidades interessantes de assustar Handanovic.

O ritmo claramente andou desacelerando, seja paelo cansaço geral, seja pelo espectro, que se tornou concreto, do prolongamento. Mas antes de lá chegar, a equipa de casa teve ainda duas boas oportunidades de ir em vantagem.

Dumfries aos 58 minutos tentou concretizar um cruzamento da esquerda de Calhanoglu, mas Perin conseguiu travar com o apoio da barra lateral. Aos 71 minutos em vez, foi Perisic a atingir uma bola venenosa na grande área, bloqueada em cima da linha da baliza de um atento Perin.

Ao apitar dos 90 minutos, o resultado estava ainda fixado no 1-1. Inzaghi percebeu que devia jogar-se o tudo por tudo e decidiu, sabiamente, mudar por completo o ataque: dentro Correa e Sanchez, fora Dzeko e Lautaro.

Seria mesmo o chileno, Alexis Sanchez, a ser o homem chave da partida, visto que, seja no início do prolongamento, quer quase no fim das hostilidades, tinha-se já aproximado mais do que uma vez da baliza de Perin.

E foi mesmo quando já ninguém acreditava, quando já toda a gente estava cansada e com a cabeça nos penáltis, que o próprio atacante do Inter consegui fazer a magia:bAlex Sandro errou na passagem de bola para Chiellini e Sanchez, a dois passos, aproveitou a bola perdida e perfurou a rede do guarda-redes “bianconero”.

A felicidade da equipa “interista” é irreprimível e merecida, e o Inter demonstrou, uma vez mais nesta temporada, que é o conjunto mais forte e entrosado de todo o campeonato.

 

A FIGURA

Alexis Sanchez – O avançado chileno não desiludiu as expectativas de Inzaghi e dos adeptos todos. Logo que tinha entrado, já se tinha percebido que a sua presença em campo podia fazer a diferença. Foi sempre presente nas ações de jogos mais importantes do prolongamento, e no momento decisivo, mordeu ao pescoço à sua vítima, aliás, à defesa inteira da Juventus. Hoje foi literalmente o farol do navio “nerazzurro”.

 

O FORA DE JOGO

Matteo De Sciglio/Danielo Rugani – Hoje os dois defensores da Juventus tinham um cargo muito pesado, substituir dois pilares como De Ligt e Bonucci. A missão, a meu ver, não foi comprida. Muitas indecisões, algumas incompreensões com Perin, e grande ingenuidade de Matteo De Sciglio no penálti sobre Dzeko. A presença de Chiellini não foi suficiente em transmitir calma aos mais novos defensores, mas numa partida de dentro ou fora, é preciso demostrar mais caráter, concentração, e determinação.  

 

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE MILANO

Simone Inzaghi dispôs a equipa num 3-5-2. Lautaro e Dzeko foram eficazes sobretudo em fase de reequilíbrio do resultado, e criaram não poucos problemas à defesa “juventina”. No meio campo, o eixo Barella- Brozovic – Perisic foi determinante como sempre, mostrando um grande domínio no passe e na circulação da bola. O croata dominou completamente o corredor esquerdo do campo, dando muitas dores de cabeça a Rugani.

Ótima também a prova de Bastoni, que conseguiu por quase todo o jogo descer na linha ofensiva e apoiar a estratégia de ataque do Inzaghi. Nisto tudo, a escolha corajosa de meter em campo um ataque mais fresco, com Correa e Sanchez, consagrou Inzaghi como realmente um dos melhores treinadores em circulação.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Handanovic (6)

Skriniar (6)

De Vrij (6)

Bastoni (6,5)

Dumfries (6)

Barella (6)

Brozovic (6)

Calhanoglu (6)

Perisic (6,5)

Dzeko (5,5)

Lautaro Martinez (6,5)

SUBS UTILIZADOS

Correa (5,5)

Sanchez (7)

Vidal (6)

Darmian (6)

Dimarco (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – F.C. JUVENTUS

Massimiliano Allegri orientou a equipa para um 4-3-3 cauteloso, vistas as ausências significativas. Estávamos todos à espera de uma partida mais defensiva, visto que em todas as linhas “bianconeras”, não há ninguém que faça realmente a diferença. Com as opções assim tão limitadas, até ficamos surpresos como a Juventus conseguiu resistir quase para todo o jogo. A força terá estado, sobretudo, no orgulho e uma mentalidade lutadora a mandar pela frente a situação, mas só isto não chega, e não chegará até ao final de uma temporada ainda longa e exigente. A janela de mercado está aberta…

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Perin (6,5)

De Sciglio (5,5)

Rugani (5,5)

Chiellini (6,5)

 Alex Sandro (5,5)

Bernardeschi (6)

McKennie (6)

Locatelli (5)

Rabiot (6)

 Kulusevski (6)

 Morata (6)

SUBS UTILIZADOS

Dybala (-)

Arthur (-)

Kean (-)

Bentancur (-)

 

Rescaldo da opinião de Paola Amore.

A Paola nasceu e cresceu na Itália, mas há seis anos foi “adotada” por Lisboa, onde atualmente reside. Formou-se em Comunicação e Jornalismo na Sapienza - Universitá degli Studi di Roma, e atualmente está a tirar uma Pós-Graduação na Universidade Católica Portuguesa em Comunicação e Marketing de Conteúdos. Viu a sua primeira partida de futebol com seis anos e nunca mais parou, decidindo que um dia ia tornar jornalista de desporto, sonho que concretizou aos 21 anos, quando adquiri a sua carteira profissional. Adora ouvir os jogos de futebol no rádio, sobretudo Liga Serie A e Liga Portugal, e adora visceralmente o Alessandro Del Piero. É mais fácil encontrá-la em qualquer estádio ou pavilhão - porque também gosta de vólei e futsal – que não na sua casa!

A Paola nasceu e cresceu na Itália, mas há seis anos foi “adotada” por Lisboa, onde atualmente reside. Formou-se em Comunicação e Jornalismo na Sapienza - Universitá degli Studi di Roma, e atualmente está a tirar uma Pós-Graduação na Universidade Católica Portuguesa em Comunicação e Marketing de Conteúdos. Viu a sua primeira partida de futebol com seis anos e nunca mais parou, decidindo que um dia ia tornar jornalista de desporto, sonho que concretizou aos 21 anos, quando adquiri a sua carteira profissional. Adora ouvir os jogos de futebol no rádio, sobretudo Liga Serie A e Liga Portugal, e adora visceralmente o Alessandro Del Piero. É mais fácil encontrá-la em qualquer estádio ou pavilhão - porque também gosta de vólei e futsal – que não na sua casa!

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