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A CRÓNICA: LEICESTER CITY FC VENCE A SUPERCOPA INGLESA 50 ANOS DEPOIS À BOLEIA DE IHEANACHO

Com público de volta a Wembley, teve lugar a competição anual entre o vencedor da Liga Inglesa, Manchester City FC, e o vencedor da Copa da Inglaterra, Leicester City FC. E após uma partida fisicamente e mentalmente exigente, sagrou a equipa de East Midlands como campeã da Supercopa da Inglaterra.

Num jogo com clara expectativa atrelada à maior contratação da história da Inglaterra, Pep Guardiola pôs uma equipa alternativa cheia de novidades, mas ainda sem a ilustre presença de Jack Grealish. Já o Leicester FC, com menos modificações, apenas com as lesões de dois jogadores considerados titulares, se mostrou mais à vontade e confiante para o controlo das ações de jogo.

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Mas a primeira finalização ao golo veio através do lado azul dos “citizens”. Um tiro livre muito bem arrematado por Ilkay Gundogan, logo aos seis minutos, obrigou o guarda-redes dos “foxes” a se esticar para realizar a grande defesa.

Até os 15 minutos, um jogo muito estudado, com poucas finalizações, ambas equipas pressionando a marcação com altas linhas, mas sem encaixar as transições corretas para realizar um ataque. A resposta do Leicester FC veio só aos 17 minutos, com um arremate de fora da área de Jamie Vardy onde obrigou o guarda-redes a jogar para fora de jogo.

A partir dos 20 minutos, o Leicester FC cresceu no jogo. Agora com a posse da bola, as ações do jogo são executadas com mais facilidade através de uma aceleração na movimentação do ataque da equipa do Leicester FC. Como consequência duas jogadas consecutivas foram criadas em pouco tempo de jogo, a primeira criada pelo lado esquerdo em que Maddison arremata com pouca força. A segunda, numa bola lançada por Barnes, Vardy arremata com muitíssimo perigo no peito do Steffen, fazendo até aqui a melhor oportunidade de golo para o lado dos “foxes”. Após esta investida, as equipas pareciam ter baixado o ritmo, tendo os “blues” como maiores criadores de finalização, mas sem efeito deixando claro a lentidão de pré-época.

No entanto, aos 43 minutos após um erro da saída de bola de Fernandinho, o Leicester FC pega a defesa do Manchester City FC desprevenida e, na entrada da área em velocidade, Maddison toca para Barnes que cruza para Vardy, livre de marcação na pequena área que arremata num vólei obrigando o guarda-redes a fazer um milagre, assegurando mais uma vez o resultado de 0-0.

A volta do intervalo, trouxe a repetição do que foi o início do jogo. O Manchester City FC que antes havia perdido intensidade ao longo da partida, entrou concentrado igualando as ações de jogo. Desta vez, o Manchester City FC declarando a sua estratégia reativa, esperando o Leicester FC errar para utilizar-se do contra-ataque.

Aos 58 minutos, exemplifica o modelo de jogo do Manchester City FC, após um pontapé de canto defendido pela defesa dos “blues”, a bola sobra sozinha para Mahrez que tinha todo campo a sua frente somente com o guarda-redes como obstáculo. No entanto, a falta de forma e a tomada de decisão errada, fizeram com que o ponteiro argelino arrematasse longe do golo, exemplificando como as ações do Manchester City FC sempre no último momento tem a decisão tomada de maneira errada.

O jogo manteve-se com poucas ameaças reais de golo, e ambas as equipas cada minuto se desgastando fisicamente. Neste ponto em que o Leicester FC tem uma queda de desempenho em relação a ele mesmo.

Com o jogo chegando aos 80 minutos, ambas equipas apresentaram dificuldades físicas deixando o jogo. Contudo, numa final, qualquer detalhe é o suficiente para decidir a partida.

Assim o destino da partida deu-se quando, aos 8 minutos. O defensor do Manchester City FC, Aké, pressionado por Iheanacho, deixa a bola escapar e acaba por cometer a penalidade máxima ao tentar impedir a finalização do ponta de lança do nigeriano do Leicester FC.  Assim, o ex-jogador dos “blues” arrematou a penálti com personalidade e precisão no lado esquerdo do guarda-redes que nem teve oportunidades de defesa.

Após 50 anos, os underdogs sagram-se campeões da Supercopa da Inglaterra, e a cada conquista coloca o Leicester FC num patamar de campeões da Inglaterra.

 

A FIGURA

Kelechi Iheanacho – Apesar de começar o jogo como um subutilizado, o ponta de lança nigeriano, conseguiu cumprir a sua função com grande aptidão de pressionar a defesa no momento correto e ter a disposição e concentração para encarar e tomar a bola do defensor do Manchester City FC no momento decisivo da partida. Além disso, Iheanacho provou a todos ter nervos de aço quando arrematou corretamente um penálti no final de jogo que deu o título de expressão aos Foxes.

O FORA DE JOGO

Nathan Aké – Finais são feitas por detalhes, e isso é algo que muitas vezes pode ser o lado cruel do futebol. O defensor dos “blues” até pode ter feito uma partida segura, mas em um segundo de infelicidade, onde a sua concentração e habilidade foram pressionadas pelo atacante nigeriano, fez com que as partidas nos seus momentos finais dessem o curso para que a equipa rival fosse campeã.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC

A equipa comandada pelo inglês Brendan Rodgers, por conta das lesões de jogadores importantes como Jonny Evans e Fofana, começou com um tradicional 4-2-3-1. Com foco na velocidade de Bertrand pelo lado esquerdo. Na parte defensiva, Vardy sempre pressionava os defensores do Manchester City FC.

A partir dos 20 minutos, Barnes se deslocou para o lado esquerdo e Maddison ficou mais centralizado, dando mais condições à equipa do Leicester crescer no meio-campo em comparação ao Manchester City FC. Por conta da queda física, o Leicester FC no segundo tempo, fez em simultâneo, quatro trocas para retomar o ímpeto da partida, não modificando o estilo de jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Schmeichel (5)

Ricardo Pereira (6)

Soyuncu (7)

Amartey (5)

Ryan Bertrand (5)

Ndidi (6)

Maddison (6)

Tielemans (6)

Barnes (6)

Ayoze Peréz (5)

Vardy (7)

SUBS UTILIZADOS

Marc Albrighton (6)

Dewsbuty-Hall (5)

Patson Daka (5)

Boubakary Soumaré (5)

Luke Thomas (5)

Kelechi Iheanacho (8)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Pelo fato de estarmos num início de época, Guardiola apostou em diversas novidades como a estreia do jovem Edozie como ponta de lança esquerdo, mas mantendo o seu esquema de 4-3-3 com Fernan Torres de falso nove. Utilizando apenas Gundogan, Fernandinho e Rúben Dias como pilares neste equipa alternativo, o Manchester City FC apresentou um ritmo lento e pouco conciso apesar de utilizar o mesmo esquema tático.

Com as substituições, Bernardo Silva e Grealish deram mais mobilidade invertendo diversas vezes as suas posições. No meio-campo, Rodri por ter um estilo mais defensivo do que Gundogan, o meio-campo ficou mais resguardado, assim Fernandinho deslocou-se com mais facilidade para o ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Steffen (7)

João Cancelo (5)

Rúben Dias (5)

Natahn Aké (3)

Mendy (6)

Fernandinho (6)

Inkay Gundoghan (7)

Cole Palmer (4)

Ryhad Mahrez (6)

Samuel Edozie (4)

Ferrán Torres (4)

SUBS UTILIZADOS

Grealish (6)

Rodri (6)

Bernardo Silva (6)

Ben Knight (5)

 

Rescaldo da opinião de Kayalu da Silva
Rescaldo redigido em português do Brasil

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

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