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AC Milan – O AC Milan é, para mim, o caso mais clássico e o exemplo mais perfeito de um gigante adormecido. O Milan hoje é uma amostra do que já foi, e em tempos assim não tão distantes.

O clube foi campeão europeu por umas impressionantes sete vezes, venceu três Taças Intercontinentais, cinco Supertaças Europeias, duas Taças das Taças, 18 campeonatos italianos, cinco Taças de Itália e sete Supertaças, mas que à semelhança do seu maior rival local – o Inter – tombou vertiginosamente desde a temporada 2010/2011, altura em que conquistaram o seu último campeonato. Na origem deste declínio esteve alguma má gestão interna, mas essencialmente a grave crise económica que assolou Itália, com os clubes quase todos a sofrerem as consequências de um país e de uma população em dificuldades.

Teve algumas das equipas e alguns dos jogadores mais míticos de sempre como Inzaghi, Gattuso, Baresi, Sheva, Kaka, Pirlo, Maldini, Gullit, Van Basten, Nesta, que comandados por Sacchi, Cappelo ou por Carlo Ancelotti, espalharam perfume nos principais palcos italianos e europeus.

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Vendido à Sino-Europe Sports Investment Management, tem registado anos e anos de prejuízo e perdas financeiras. O AC Milan precisa de investimento e de um enorme abanão na sua estrutura para conseguir regressar à ribalta, e tentar recuperar a sua posição de papa títulos do futebol mundial.

Artigo revisto por Joana Mendes