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Bruno e mais dez | Portugal

Miguel Costa · 3 min

Bruno Fernandes brilhou nos dois jogos de Portugal
Foto: Luís Batista Ferreira/Bola na Rede

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Após uma vitória épica frente ao Luxemburgo pelo expressivo nove a zero, Portugal pode assegurar, em casa, a próxima jornada de apuramento para o Euro 2024, no próximo dia 13 de outubro, no Estádio do Dragão, frente à Eslováquia.

Os números, até há data, da seleção comandada por Roberto Martinez são impressionantes. Seis vitórias, em seis jogos, ou seja soma um total 18 pontos, tendo 24 golos marcados e nenhum sofrido. Mas será que é tudo um mar de rosas?

Ainda há muita coisa para melhorar, na minha opinião. Sendo exigente e olhando para a qualidade que a seleção das quinas tem ao seu dispor, um dos grupos mais fáceis desde 2000, é necessário um teste para Portugal pôr-se à prova.

Estas duas jornadas vieram trazer certezas e algumas dúvidas. Certeza de que Roberto Martinez tem dois esquemas táticos com que simpatiza e vê como hipótese algo que abona para o lado das quinas, pois existe essa “impressibilidade esperada” que baralha um possível adversário. Por outro, dúvidas sobre as convocatórias, dado existir uma forma de trabalhar, por parte do treinador espanhol, que pode vir a deixar alguns bons ativos fora dos convocados.

Na seleção belga acontecia do mesmo. O grupo foi fechado durante a maior parte do seu ciclo, o que pode ser bom, mas ter consequências negativas. Na Bélgica, não correu bem. As diferenças, dentro de campo, entre o mundial de 2018 e 2022 são estrondosas. Se olharmos para os convocados, 22 dos atletas selecionados da lista do mundial de 2018 para o de 2022 são os mesmos.

Frente à Eslováquia, o jogo mais disputado, foi uma exibição sem sal, onde o esquema inicial dos primeiros quatro jogos foi alterado para um 4x3x3, onde houve pouca criatividade na primeira fase de construção e muito pouco ritmo com e sem bola. Portugal por pouco que não deu “breja” para que a Eslováquia fizesse o seu golo. O grupo tem que estar aberto e não fechado. Há jogadores com qualidade, fora dos convocados, para fazerem a diferença neste tipo de jogos. O momento do jogo acabou por surgir com Bruno Fernandes a ser decisivo com um belo golo, após uma arrancada pela direita.

No segundo duelo, perante o Luxemburgo, no Estádio do Algarve, foi quiçá a melhor exibição de Portugal na “era” Roberto Martinez. O treinador espanhol deu continuidade ao plano do último jogo, mas a seleção das quinas utilizou melhor os três corredores. Gonçalo Inácio foi peça fundamental para melhorar a ligação entre a defesa e os restantes setores, fosse no passe ou na condução.

A inclusão de Jota e Gonçalo Ramos, face à suspensão por amarelos de Cristiano Ronaldo, veio dar a Portugal a capacidade de recuperar ainda no último terço e consequentemente surgiram os golos. O Luxemburgo, que vinha de uma fase de qualificação muito interessante, não conseguiu jogar e o resultado “fala por si”.

Portugal Luxemburgo
Fonte: Luís Batista Ferreira/Bola na Rede

E claro, é impossível abordar a seleção e não falar do melhor jogador português na atualidade. Cada vez mais, a presença de Bruno Fernandes é indispensável e assume uma importância acima dos demais, seja na dimensão defensiva, mas principalmente ofensiva e os dados falam por si. São seis jogos, nesta qualificação para o Euro 2024, e já fez quatro golos e cinco assistências, o que diz muito sobre a importância que tem para a equipa. Além disso, as suas qualidades no último passe, movimentos no último terço e relação com a baliza evidenciam-se de uma forma exponencial e este momento pode ser um presságio para o que aí vem, em 2024.

A expectativa portuguesa é que a seleção lusa assegure, já no próximo jogo, o apuramento para o Euro 2024. Uma fase ultrapassada com distinção e, apesar das facilidades encontradas e as várias questões sobre o método de trabalhar de Roberto Martinez, o que é certo é que Portugal está invicto após seis jogos.

Miguel Costa

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