França 2-2 Portugal (6-5 G.P.) (sub-17): Gauleses derrotam lusos e garantem lugar na final

    A CRÓNICA: UM EQUILÍBRIO QUE SÓ FOI DESFEITO NO DESEMPATE POR PENÁLTIS

    Após terem ultrapassado a Espanha nos quartos-de-final do Campeonato da Europa de sub-17, Portugal tinha agora a árdua tarefa de derrotar a França, para chegar à final da competição.

    O jogo não poderia ter começado de melhor forma para os gauleses, que inauguraram o marcador à passagem do minuto oito, com uma “bomba” de Warren Emery, indefensável para o guardião português.

    A resposta lusa não tardou, e cerca de cinco minutos depois, Afonso Moreira aproveitou um deslize adversário para restaurar a igualdade no marcador. Portugal ia crescendo na partida e, ao minuto 20, Dário Essugo mostrou que também ele sabe marcar golaços, e consumou a reviravolta para os lusitanos.

    A fechar o primeiro tempo, Portugal não conseguiu conservar a vantagem, com João Muniz a colocar a bola na própria baliza, o que permitiu aos gauleses ganhar novo fôlego para os segundos quarenta e cinco minutos do encontro.

    No segundo tempo, o equilíbrio fez-se notar entre as duas formações, ainda que, as melhores oportunidades tenham surgido dos pés dos jogadores franceses, que fizeram o guarda-redes luso Diogo Fernandes brilhar entre os postes. Com o resultado a não sofrer alterações, a decisão do primeiro finalista, estaria guardada para as grandes penalidades.

    Na marcação dos penáltis, a seleção francesa acabou por levar a melhor, depois de Manuel Mendonça falhar o sexto penálti da seleção portuguesa, que Bisthiadu castigou, marcando o seu e terminando com o sonho luso nesta competição. A França irá agora esperar por um vencedor na partida entre Sérvia e Países Baixos, para apurar o adversário que irá defrontar na final.

     

    A FIGURA

    Dário Essugo – O médio português foi um autêntico polvo no meio-campo português, estendendo as suas funções de centro campista para as mais variadas zonas do terreno de jogo. Para além disso, apontou um golaço que será, certamente, candidato ao melhor tento do torneio.

     

    O FORA DE JOGO

    Rodrigo Ribeiro – Ainda que não tenha feito um mau jogo, parece-me que o avançado português ficou um pouco aquém do que se esperava da sua parte, principalmente num jogo desta envergadura.

     

    ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

    Jose Alcocer colocou os seus comandados em campo alinhados no seu habitual sistema tático de 4-2-3-1. A seleção gaulesa apostou muito nos desequilíbrios criados pelos homens mais descaídos para os corredores, nomeadamente Naim Byar e Tom Saettel, que demostraram ser uma dor de cabeça para a defensiva portuguesa.

    11 INICIAL E PONTUAÇÕES

    Olmeta (6)

    Kumbedi (6)

    Sarr (6)

    Bitshiabu (6)

    Belocian (6)

    Zaire-Emery (7)

    Edoa (6)

    Byar (6)

    Doue (6)

    Saettel (7)

    Tel (6)

    SUBS UTILIZADOS

    Mawissa (6)

    Gueguin (-)

    Diallo (-)

    Kabamba (-)

     

    ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

    Já os pupilos de José Lima, apresentaram-se num dispositivo tático base em 4-3-3. A seleção lusitana mostrou ser forte no jogo interior, com Dário Essugo e João Veloso a pautarem a segunda fase de construção, procurando sempre colocar a bola nas melhores condições nos três homens da frente, Afonso Moreira, Rodrigo Ribeiro e Ivan Lima.

    11 INICIAL E PONTUAÇÕES

    Fernandes (6)

    Conceição (6)

    Muniz (6)

    Guedes (6)

    Barroso (6)

    Djaló (6)

    Essugo (8)

    Veloso (7)

    Lima (6)

    Moreira (7)

    Ribeiro (6)

    SUBS UTILIZADOS

    Semedo (6)

    Rodrigues (6)

    Mendonça (6)

    Fernandes (-)

    Gonçalves (-)

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    Pedro Paulo
    Pedro Paulohttp://www.bolanarede.pt
    Licenciado em Comunicação Social, o Pedro procura construir os alicerces de uma futura carreira como jornalista desportivo. Apaixonado por futebol, nunca diz que não a uma boa partida do desporto rei.