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O caráter atual daquela crença de 2016

João Pedro Ferreira · 2 min

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A inédita conquista do Campeonato da Europa, no Verão de 2016, por parte da Seleção das Quinas é um feito que, jamais, será esquecido por toda uma nação que presenciou, naquele fim de tarde/início de noite de 10 de julho, um dos momentos mais marcantes não só do desporto português, como também de todo um passado recente do “Jardim da Europa à beira-mar plantado”.

Ora, indissociável dessa conquista está, naturalmente, a crença demonstrada por todos, a começar pelo selecionador luso, Fernando Santos, que, após um início pouco prometedor do conjunto português (dois empates noutras tantas partidas da fase de grupos, aliados à prática de um futebol “feio”) motivador de alguma contestação proferiu, em conferência de imprensa concedida no dia 20 de junho daquele ano, as seguintes declarações:

– “Se tivermos de ser feios e se for isso que nos vai trazer a eficácia, temos de ser feios (…)”, e asseverou:

-“ Eu já disse, à minha família, que só vou dia 11 (de julho de 2016) para Portugal (…) ”E vou lá e vou ser recebido em festa”.

A crença, o impulsionador da conquista do Euro 2016:

Por conseguinte, com estas palavras, Fernando Santos transmitiu ânimo, convicção e, fundamentalmente, a ideia de que a esperança é mesmo a última a morrer, algo que teve repercussões no seio do grupo dos 23 escolhidos para representar o país na referida competição. E, assim, se deu o primeiro e, no meu entender, determinante passo naquela que se viria a revelar uma longa e proveitosa caminhada.

A crença é parte fundamental do plano pensado por Fernando Santos
Fonte: UEFA

Posto isto, nunca é demais relembrar a importância da crença, sobretudo quando por esta altura e sensivelmente dois anos depois se volta a assistir a uma situação idêntica, desta vez, aquando da participação da Seleção das Quinas no Mundial da Rússia, prova na qual a qualidade exibicional da formação lusitana tem estado longe de convencer nos jogos iniciais.

 A importância dessa crença para o que aí vem:

À data que escrevo este artigo, deparo-me com as últimas declarações de Fernando Santos antevendo aquilo que espera possa vir a ser o desempenho de Portugal no (s) próximo (s) desafio (s). Neste sentido, mas ainda em retrospetiva daquilo que foi o jogo contra Marrocos, o treinador luso fez questão de notar que nem sempre é possível conciliar boas exibições com resultados favoráveis, dizendo:

-“ É preciso perceber que, durante o jogo, é preciso tocar violino, mas também é preciso tocar o bombo (…) ”. Estas palavras podem ser entendidas como uma alusão ao futebol “feio”, mas eficaz de há dois anos.

Para além disso, o paralelismo entre o que se sucedeu em 2016 e o que se vive por esta altura está, também, espelhado na confiança que Fernando Santos deposita nos seus jogadores, o que pode ser constatado através das seguintes declarações:

-“ Os jogadores estão bem, treinam bem (…) tenho grande confiança neles (…) ”; “A equipa está liberta (…) vai seguir em frente e, depois, nos oitavos de final a gente verá”.

Conclusão:

Para concluir, dizer que fico feliz por saber que os bons hábitos não foram esquecidos. Poderá este ser um bom presságio? Os portugueses esperam que sim!

Foto de Capa: UEFA

João Pedro Ferreira

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