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Portugal 0-0 Estados Unidos: Não foi suficiente jogar melhor do que as campeãs do mundo

Afonso Viana Santos · 2 min

Portugal 0-0 Estados Unidos
Foto: Portugal

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A vitória foi moral – só faltou mesmo um bocadinho de sorte

Portugal teve um jogo personalizado, apertou com a seleção nº1 do ranking FIFA e só o poste impediu o remate de Ana Capeta aos 90+1’ de nos levar ao céu.

Os Estados Unidos nem quiseram lutar pelo 1.º lugar do Grupo – esse ficou com os Países Baixos – dado o medo de perderem contra a equipa das quinas. Basta dizer que as Navegadoras terminaram com mais posse de bola (56% contra 44%).

O plano de jogo de Francisco Neto funcionou quase na perfeição. O 4-4-2 losango deu muito protagonismo a Kika Nazareth – a sua saída aos 62’ piorou o nosso jogo –, Andreia Norton e Tatiana Pinto sabiam levar a bola para a frente e Dolores Silva foi uma treinadora dentro de campo.

A linha defensiva também esteve muito segura – os EUA fizeram seis remate à baliza, Inês Pereira respondeu sempre à altura, mas nenhum deles foi perigoso e tal deve-se na assertividade nas marcações (sobretudo) de Ana Borges, Diana Gomes e Carole Costa (Catarina Amado destacou-se no apoio ofensivo).

A Portugal, faltou sobretudo clarividência no ataque. Jéssica e Diana Silva tiveram exibições para esquecer e o selecionador só pecou pela entrada tardia de Telma Encarnação em campo (aos 81’).

Os Estados Unidos nunca conseguiram ter um jogo apoiado e só criaram perigo através de bolas longas e do talento individual. Na 2ª parte as americanas foram recuando cada vez mais no terreno e acabaram o jogo a queimar tempo.

Portugal teve a atitude certa – não se limitou a olhar nos olhos das campeãs do mundo, teve a personalidade para lhes olhar de cima.

O lance de Ana Capeta no final ficará na memória, mas a primeira participação de Portugal no Mundial deve ser lembrada pela luta, pela determinação e pela coragem das Navegadoras, que tiveram em Francisco Neto um Capitão exemplar.

Estando no grupo das campeãs e das vice-campeãs do mundo (os Países Baixos), Portugal só sofreu um golo – mais do que uma eliminação, esta foi uma afirmação de que o nosso futebol feminino está melhor do que nunca e que o próximo Mundial certamente contará com Portugal de novo.

A FIGURA

Ana Borges (Portugal): A experiente lateral-direita primeiro tirou protagonismo a Sofia Smith (provavelmente a pior americana em campo) e depois à estrela Megan Rapinoe, que teve muitas dificuldades em criar perigo. Forte no desarme e no posicionamento, Borges foi um garante de segurança.

O FORA DE JOGO

Diana Silva foi titular no encontro entre Portugal e EUA.
Fonte. Paulo Ladeira/Bola na Rede

Diana Silva (Portugal): Nunca tirou partido da sua velocidade, perdeu muitas bolas e não criou perigo nos 90 minutos que esteve em campo. A sua saída pecou por tardia, já que a sua substituta, Ana Capeta, esteve mais perto do que ninguém de marcar.

Afonso Viana Santos

Redação Bola na Rede · ver artigos

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