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Itália 0-3 Argentina: Albiceleste revalida o título

A CRÓNICA: ALBICELESTE ESMAGADORA NA SEGUNDA PARTE

No regresso da Finalíssima, a Argentina, campeã da Copa América, tentava repetir a vitória na última edição em 1993. Já do seu lado, a campeã europeia em título, a Itália, estreava-se na competição organizada pela UEFA e CONMEBOL.

Os Argentinos começaram melhor nos primeiros dez minutos. Contudo, a seguir foram os Transalpinos a conseguirem equilibrar e a estarem mais perto da baliza adversária.

A Seleção Alviceleste utilizava as transições rápidas para explorar o espaço nas costas dos defesas dos Europeus. Aos 27´, os comandados de Scaloni chegaram à vantagem. Lo Celso deixou em Messi que à meia volta ultrapassou Di Lorenzo e, já na grande área, deu para Lautaro Martinez que atirou para o fundo das redes de Donnaruma.

A vantagem deu conforto ao tipo de jogo alviceleste: houve mais espaço para explorar nas costas da defensiva italiana cujos jogadores não são propriamente rápidos. À medida que os minutos passavam, a Argentina estava mais próxima do segundo golo do que a Itália do empate e foi isso que aconteceu mesmo no final do primeiro tempo. Aos 45´, transição rápida, com Emiliano Martinez a lançar longo para Lautaro. O ponta de lança aguentou a pressão de Bonnucci, conduziu o esférico e deixou a bola para Di Maria que bateu no sprint Chiellini e picou a bola sobre a mancha de Donnarumma.

Na etapa complementar, os Argentinos foram completamente dominadores com várias oportunidades de perigo para a grande área italiana e obrigaram Gigi Donnarumma a muito trabalho. Já a Itália não conseguia criar desequilíbrios no reduto contrário, mesmo com as várias substituições e as nuances táticas introduzidas.

Estranho foi o facto de a Argentina ter marcado apenas um golo no segundo tempo. Já nos descontos da segunda parte, em lance de contra ataque Messi sprintou e driblou com a bola a sofrer um ressalto e a ir parar a Dybala. O extremo da Juventus que tinha feito a recuperação de bola que deu origem ao lance disparou colocado à entrada da grande área para o 3-0.

A Seleção Argentina, completamente dominadora na segunda parte, revalida a Finalíssima e igualou Itália em número de vitórias no histórico de jogos entre as duas seleções. Já os Transalpinos necessitam de fazer uma reflexão porque a ausência no segundo Mundial consecutivo não é coincidência.

 

A FIGURA

Lautaro Martinez – O ponta de lança da Seleção Argentina foi fundamental na conquista Alviceleste. Fez o primeiro golo à ponta de lança assistido por Messi. Já o segundo golo revelou a sua visão de jogo, velocidade e qualidade de passe ao assistir Di Maria, num lance em transição rápida. A defesa transalpina teve muitas dificuldades perante Lautaro Martinez e na segunda parte apesar de não ter participado em golos, foi parte importante no domínio ofensivo argentino. No entanto, é necessário destacar também Messi e Di Maria que com o ponta de lança fizeram o trio que tornou o jogo num pesadelo para os italianos.

 

O FORA DE JOGO

Chielini – Na despedida da Seleção Italiana, o defesa não esteve bem com influência nos dois golos sofridos pelos transalpinos. No primeiro golo foi lesto e deu espaço a Lautaro Martinez para finalizar no coração da área. No segundo, não conseguiu intercetar o passe de Lautaro Martinez para as suas costas e foi ultrapassado em velocidade por Di Maria. Acabou por sair ao intervalo na tentativa de reformular a estrutura italiana. Contudo, é de destacar a justiça da homenagem realizada antes do jogo a um dos defesas que marcou a história do futebol italiano no século XXI.

 

ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA

Neste final de ciclo do campeão europeu, Mancini apostou no 4x3x3 com Chiellini no seu último jogo pelos transalpinos a fazer dupla com Bonucci. No meio campo, Jorginho era o elemento mais recuado com Pessina e Barella a jogarem mais à frente do jogador do Chelsea. Belotti era a referência ofensiva com Bernadeschi e Raspadoni mais descaídos nos corredores.

Na segunda parte, face à desvantagem e à necessidade de mudar, a Itália acabou por fazer várias substituições, acabando a jogar em 3x5x2 com Emerson (substítuido por Bastoni), Bonucci e Di Lorenzo a fazer a tripla de centrais. Scamacca mais à frente e Raspadoni mais recuado faziam a parceria ofensiva. Locatelli, Jorginho e Barella compunha o setor central do meio campo. Nas alas

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Donnarumma (7)

Emerson (5)

Chiellini (5)

Bonucci (5)

Di Lorenzo (5)

Jorginho (6)

Barella (6)

Pessina (5)

Bernadeschi (5)

Raspadoni (5)

Belotti (5)

SUBS UTILIZADOS

Locatelli (5)

Scamacca (5)

Lazzari (5)

Spinazzola (5)

Bastoni (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ARGENTINA

Lionel Scaloni colocou os seus jogadores em 4x3x3. Com o trio ofensivo ágil e criativo composto por Di Maria à esquerda, Messi à direita e Lautaro Martinez como referência ao centro, a seleção sul americana podia dar-se ao luxo de explorar minuciosamente os espaços nas costas da defesa italiana. Lo Celso também foi importante como médio de caraterísticas mais ofensivas e que ligou o meio campo ao ataque, sendo importante na pressão da recuperação das bolas na defensiva transalpina. A capacidade de passe de De Paul ligeiramente mais recuado do que o colega de setor foi importante para criar desequilíbrios.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Martinez (6)

Tagliafico (6)

Otamendi (6)

Cristián Romero (6)

Molina (6)

Guido Rodriguez (7)

Rodrigo de Paul (8)

Lo Celso (8)

Di Maria (9)

Messi (9)

Lautaro Martinez (9)

SUBS UTILIZADOS

Ezequiel Palacios (6)

Germán Pezzella (-)

Julián Álvarez (-)

 Dybala (-)

Nicolás González (-)

Curioso em múltiplas áreas, o desporto não podia escapar do seu campo de interesses. O seu desporto favorito é o futebol, mas desde miúdo, passava as tardes de domingo a ver jogos de basquetebol, andebol, futsal e hóquei nacionais.

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