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Portugal - Grécia

Grécia Sub-21 0-4 Portugal Sub-21: Fizeram deles iogurte

A CRÓNICA: QUEM TEM UM FÁBIO TEM TUDO, QUEM TEM TRÊS, ENTÃO…

Os sub-21 de Portugal foram a Tripoli bater a Grécia por quatro bolas a zero, selando, no mínimo, o segundo lugar no grupo e, por consequência, a presença no play-off de qualificação para o Europeu 2023. Caso garanta o primeiro posto, terá bilhete direto (tem mais dois pontos do que os gregos e três jogos por disputar – à Grécia faltam dois).

Os primeiros minutos deram o mote para o que se seguiria: só deu Portugal. A malha foi apertando sobre a defensiva grega e aos 12 minutos surgiu mesmo o golo inaugural. Servido por Gonçalo Ramos, Fábio Carvalho, com qualidade e tranquilidade, atirou cruzado pela relva e bateu Tzolakis. O golo deixou a turma lusa ainda mais confortável com bola e seis minutos volvidos só a trave impediu que Ramos pontificasse da melhor forma uma exímia jogada de contragolpe.

A Grécia deu ar da sua graça, mas não evitou a desgraça do segundo golo, que nasceu da grande penalidade cometida por Christopoulos sobre Fábio Silva e convertida por Fábio Vieira, aos 32 minutos. Aos 38´, os visitados tiveram na cabeça de Ioannidis a possibilidade de reduzir, mas uma tremenda parada de Celton Biai, com a mão esquerda, garantiu a manutenção do 0-2… por uns minutos.

Portugal - Grécia
Fonte: FPF/André Sanano

Ao cair do pano da primeira parte, um passe a rasgar de Fábio Carvalho encontrou a boa desmarcação de Fábio Silva, que atirou rasteiro para o 0-3 registado ao intervalo. Para a segunda parte, Portugal escolheu classe. As jogadas individuais e coletivas de qualidade encantadora sucediam-se quase em catadupa, com um conforto na troca de bola de gente madura.

A segunda parte disputou-se praticamente entre Portugal e Tzolakis. O quarto golo acabaria por chegar sem surpresa, com os substitutos Afonso Sousa e Henrique Araújo em destaque. O primeiro roubou a bola e deu-a ao segundo, que finalizou de primeira, de canhota. O resultado folgado ainda abriu portas a algumas estreias.

 

A FIGURA

Portugal - Grécia
Fonte: FPF/André Sanano

Fábio Carvalho – Qualquer um dos três apelidos poderia estar aqui. Toda a turma portuguesa esteve bem, todo o Fábio esteve ainda melhor. O do Fulham FC esteve, apenas, meio furo acima dos outros dois (note-se que estamos a falar de minudências num espetro de qualidade enorme). O que joga e oque faz jogar é simplesmente fantástico.

Marcou, deu a marcar e esteve muito em jogo, notando-se o ritmo de futebol inglês, mas também o cansaço que o fez sair aos 73 minutos. Já tinha feito o que tinha a fazer, de qualquer maneira.

 

O FORA DE JOGO

Portugal - Grécia
Fonte: FPF/André Sanano

Christos Tzolis – Foram poucos os jogadores gregos que não estiveram mal, mas Tzolis conseguiu estar pior do que os colegas, sobretudo tendo em conta que a bitola técnica do jogador do Norwich City FC não se compara à dos restantes titulares desta jovem seleção grega. Esteve pouco em jogo, nem jogando, nem fazendo jogar.

Reclamou muito e sempre sem razão e ainda viu um amarelo, aumentando a instabilidade emocional de uma seleção que se via derrotada em todos os aspetos. Habitualmente a figura desta equipa pela positiva, hoje foi-o pela negativa.

 

ANÁLISE TÁTICA – GRÉCIA SUB-21

Os sub-21 gregos apresentaram-se num 4-4-2 mais clássico, com praticamente três linhas imutáveis. Era Tzolis quem jogava na frente com Ioannidis, com Zagaritis na ala esquerda e Sourlis na direita, ladeando os médios Tsiggaras e Kanellopoulos. Nos raros momentos em que tinha o controlo da posse de bola, a Grécia Sub-21 procurava sair pelas alas, sobretudo pela esquerda, sabendo os gregos que seria difícil “ganhar” a batalha a meio-campo no corredor central.

As arrancadas de Zagaritis eram muito procuradas, bem como os movimentos de recuo do ponta-de-lança Ioannidis para receber a bola e tentar segurá-la. A principal estratégia grega passava por endereçar bolas da esquerda para a área, procurando tirar proveito da estatura, da forte presença na área e da qualidade no jogo aéreo do seu número “9”.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Tzolakis (6)

Diamantis (5)

Michelis (5)

Giannis Christopoulos (5)

Liasos (5)

Sourlis (6)

Tsiggaras (5)

Kanellopoulos (5)

Zagaritis (6)

Tzolis (4)

Ioannidis (6)

SUBS UTILIZADOS

Efthymios Christopoulos (6)

Athanasakopoulos (5)

Sardelis (5)

Antzoulas (-)

Koutsoupias (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL SUB-21

Rui Jorge optou por um 4-4-2 losango, com Fábio Vieira nas costas de Gonçalo Ramos e Fábio Silva, Paulo Bernardo como interior direito e Fábio Carvalho como interior esquerdo. Tiago Dantas era o médio mais recuado. O conforto com a bola em sua posse fazia do jogo português um maioritariamente posicional, mas os jovens lusitanos mostraram-se pontualmente muito fortes nas transições rápidas.

Ainda assim, a presença de quatro médios que gostam de ter bola e que jogam todos preferencialmente em terrenos interiores só podia redundar na circulação de bola. De resto, a utilização de Tiago Dantas como vértice mais recuado do losango permitia desde logo sair a jogar com segurança desde terrenos recuados.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Celton Biai (6)

João Mário (7)

Alexandre Penetra (6)

Eduardo Quaresma (6)

Tomás Tavares (6)

Fábio Carvalho (9)

Fábio Vieira (8)

Tiago Dantas (8)

 Paulo Bernardo (7)

Gonçalo Ramos (6)

Fábio Silva (8)

SUBS UTILIZADOS

Afonso Sousa (6)

Henrique Araújo (6)

Bernardo Folha (5)

Tiago Araújo (5)

Tiago Almeida (-)

 

O desporto bem praticado fascina-o, o jornalismo bem feito extasia-o. É apaixonado (ou doente, se quiserem, é quase igual – um apaixonado apenas comete mais loucuras) pelo SL Benfica e por tudo o que envolve o clube: modalidades, futebol de formação, futebol sénior. Por ser fascinado por desporto bem praticado, segue com especial atenção a NBA, a Premier League, os majors de Snooker, os Grand Slams de ténis, o campeonato espanhol de futsal e diversas competições europeias e mundiais de futebol e futsal. Quando está aborrecido, vê qualquer desporto. Quando está mesmo, mesmo aborrecido, pratica desporto. Sozinho. E perde.

O desporto bem praticado fascina-o, o jornalismo bem feito extasia-o. É apaixonado (ou doente, se quiserem, é quase igual – um apaixonado apenas comete mais loucuras) pelo SL Benfica e por tudo o que envolve o clube: modalidades, futebol de formação, futebol sénior. Por ser fascinado por desporto bem praticado, segue com especial atenção a NBA, a Premier League, os majors de Snooker, os Grand Slams de ténis, o campeonato espanhol de futsal e diversas competições europeias e mundiais de futebol e futsal. Quando está aborrecido, vê qualquer desporto. Quando está mesmo, mesmo aborrecido, pratica desporto. Sozinho. E perde.

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