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Espanha 3-1 Itália: Três tiros de Ñiguez com a mira na final

Rúben Tavares · 3 min

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Cabeçalho Futebol Internacional

A tão propalada frieza alemã foi a chave para, no jogo anterior a este confronto, garantir um primeiro lugar de acesso à final por parte da jovem ‘Mannschaft’, após um 4-3 favorável nas grandes penalidades e um 2-2 em tempo regulamentar, diante a Inglaterra.
Quanto a este Espanha-Itália, a qualidade técnica dos ‘muchachos’ espanhóis, elevada a um pedestal coletivo, revelou um jogo combinativo de ataque do mais alto quilate. Quando o jogo precisou de ser resolvido, as armas espanholas foram vitais.
Nestes dois períodos textuais se pode resumir a crónica do jogo, com duas equipas fiéis à história das camisolas envergadas, à história de um estilo.

As duas seleções com mais vitórias na história da competição partiam para o jogo com a certeza de que um dos dois não poderia disputar a derradeira partida Uma Espanha de toque curto e de posse foi a que entrou na partida, o que, todavia, não significou que o adversário ficasse tolhido em alguns metros e apenas se espevitasse em hesitantes contra-golpes.
A Itália também quis assumir-se uma ‘donna’ de respeito e quis beneficiar do jogo elástico e combativo dos seus avançados para abrir brechas na armada defensiva contrária.

Aos 12 minutos, remate de Dani Ceballos, após um livre, que é intercetado e, na sequência do canto, Donnaruma, nega um golo direto a Deulofeu. A meio da primeira parte, a primeira grande ocasião para a Itália com Bernardeschi a aparecer solto dentro da área e a rematar para defesa complicada e atenta de Arrizabalaga.  Aos 30 minutos, Deulofeu tem mais uma vez uma boa ocasião dentro da grande área, rematando de pé esquerdo ao lado. Até final da etapa complementar, registo para um remate de meia distância e perigoso de Sandro Ramírez.

Saúl Ñiguez encheu o campo, tirando o bilhete para a final com a Alemanha Fonte: UEFA
Saúl Ñiguez encheu o campo, tirando o bilhete para a final com a Alemanha
Fonte: UEFA

Para a 2ª parte, o jogo voltou com qualidade, mas com o elemento que todos querem ver. O sal que tempera o futebol. Os golos. Aos 53 minutos, Saúl Ñiguez abre o ativo. Ceballos parte a louça pela esquerda, passa por meia Itália e solta no médio que rematou de pé esquerdo e colocado para o fundo da baliza italiana.

Penalizada pela expulsão de Gagliardini, farto dos ‘olés’ do meio-campo inimigo…a Itália consegue emergir e empatar, aos 62 minutos, com Bernardeschi, na sequência de um livre, a rematar e a bola a sofrer um desvio na defesa antes de entrar na baliza de Arrizabalaga. Só que há aqueles dias que os insondáveis desígnios do deus do futebol como que estendem um tapete vermelho ao destino. O destino hoje era de Saúl Ñiguez. 65 minutos. Deulofeu dá no médio do Atlético de Madrid e, a uns bons 25 metros da baliza, Saúl enche o pé direito e bate Donnaruma, outra vez.

E como há adágios populares que extravasam fronteiras…podemos também dizer que não há duas sem três. Saúl Niguez, outra vez. Agora foi Asensio, aos 74 minutos, a furar na esquerda e dar para o criativo atirar na passada, de canhota, a contar, chegando aos 5 golos na prova. Estava tudo dito e contado sobre esta meia final. Ceballos, Deulofeu e Asensio carregaram a cartucheira, Ñiguez atirou a contar, três vezes. Três tiros com mira apontada na final. Olé!

Foto de Capa: UEFA

A FIGURA

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Saúl Níguez – Escolha óbvia. Com 5 golos, Saúl Ñiguez é agora o melhor marcador da prova que decorre na Polónia. Um médio a fazer um ‘hat-trick’ mostra bem como é o estilo da seleção ‘rojita’. O número 8 leva nota 10!

O FORA DE JOGO

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Gagliardini – Perdoe-me o Asensio por estar numa foto que pretende dar um destaque negativo. Mas tal destaque é para o jogador adversário de quem ele se tenta esquivar, o que faz da foto um elemento representativo da prestação penosa para a equipa de Gagliardini. O médio italiano levou umas boas ensaboadelas dos espanhóis em manobra ofensiva e não aguentou sequer uma hora de jogo até levar o segundo amarelo por falta sobre Ceballos. Porca miseria….

artigo revisto por: Ana Ferreira

Rúben Tavares

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