Espanha 3-1 Itália: Três tiros de Ñiguez com a mira na final

- Advertisement -

Cabeçalho Futebol Internacional

A tão propalada frieza alemã foi a chave para, no jogo anterior a este confronto, garantir um primeiro lugar de acesso à final por parte da jovem ‘Mannschaft’, após um 4-3 favorável nas grandes penalidades e um 2-2 em tempo regulamentar, diante a Inglaterra.
Quanto a este Espanha-Itália, a qualidade técnica dos ‘muchachos’ espanhóis, elevada a um pedestal coletivo, revelou um jogo combinativo de ataque do mais alto quilate. Quando o jogo precisou de ser resolvido, as armas espanholas foram vitais.
Nestes dois períodos textuais se pode resumir a crónica do jogo, com duas equipas fiéis à história das camisolas envergadas, à história de um estilo.

As duas seleções com mais vitórias na história da competição partiam para o jogo com a certeza de que um dos dois não poderia disputar a derradeira partida Uma Espanha de toque curto e de posse foi a que entrou na partida, o que, todavia, não significou que o adversário ficasse tolhido em alguns metros e apenas se espevitasse em hesitantes contra-golpes.
A Itália também quis assumir-se uma ‘donna’ de respeito e quis beneficiar do jogo elástico e combativo dos seus avançados para abrir brechas na armada defensiva contrária.

Aos 12 minutos, remate de Dani Ceballos, após um livre, que é intercetado e, na sequência do canto, Donnaruma, nega um golo direto a Deulofeu. A meio da primeira parte, a primeira grande ocasião para a Itália com Bernardeschi a aparecer solto dentro da área e a rematar para defesa complicada e atenta de Arrizabalaga.  Aos 30 minutos, Deulofeu tem mais uma vez uma boa ocasião dentro da grande área, rematando de pé esquerdo ao lado. Até final da etapa complementar, registo para um remate de meia distância e perigoso de Sandro Ramírez.

Saúl Ñiguez encheu o campo, tirando o bilhete para a final com a Alemanha Fonte: UEFA
Saúl Ñiguez encheu o campo, tirando o bilhete para a final com a Alemanha
Fonte: UEFA

Para a 2ª parte, o jogo voltou com qualidade, mas com o elemento que todos querem ver. O sal que tempera o futebol. Os golos. Aos 53 minutos, Saúl Ñiguez abre o ativo. Ceballos parte a louça pela esquerda, passa por meia Itália e solta no médio que rematou de pé esquerdo e colocado para o fundo da baliza italiana.

Penalizada pela expulsão de Gagliardini, farto dos ‘olés’ do meio-campo inimigo…a Itália consegue emergir e empatar, aos 62 minutos, com Bernardeschi, na sequência de um livre, a rematar e a bola a sofrer um desvio na defesa antes de entrar na baliza de Arrizabalaga. Só que há aqueles dias que os insondáveis desígnios do deus do futebol como que estendem um tapete vermelho ao destino. O destino hoje era de Saúl Ñiguez. 65 minutos. Deulofeu dá no médio do Atlético de Madrid e, a uns bons 25 metros da baliza, Saúl enche o pé direito e bate Donnaruma, outra vez.

E como há adágios populares que extravasam fronteiras…podemos também dizer que não há duas sem três. Saúl Niguez, outra vez. Agora foi Asensio, aos 74 minutos, a furar na esquerda e dar para o criativo atirar na passada, de canhota, a contar, chegando aos 5 golos na prova. Estava tudo dito e contado sobre esta meia final. Ceballos, Deulofeu e Asensio carregaram a cartucheira, Ñiguez atirou a contar, três vezes. Três tiros com mira apontada na final. Olé!

Foto de Capa: UEFA

Rúben Tavares
Rúben Tavareshttp://www.bolanarede.pt
O futebol foi a primeira paixão da infância, no seu estado mais selvagem e pueril. Paixão desnuda. Hoje não deixou de ser paixão, mas é mais madura, aliada a outras paixões de outras idades: a literatura, as ciências sociais, as ciências humanas.                                                                                                                                                 O Rúben escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

74 minutos não foram suficientes | Benfica

Durante 74 minutos, o Benfica competiu e teve o jogo ao seu gosto, relativo claro, como não poderia deixar de ser diante de um adversário desta envergadura. Contra o Bayern Munique, uma das potências mundiais no futebol feminino.

José Barcala responde ao Bola na Rede: «O Benfica estava muitas vezes compactado num espaço muito pequeno»

José Barcala analisou o duelo entre o Benfica e o Bayern Munique, com vitória alemã por 3-0. Técnico respondeu à questão do Bola na Rede.

Ivan Baptista responde ao Bola na Rede: «Sinto que fomos praticamente perfeitos no momento de organização defensiva»

Ivan Baptista analisou o duelo entre o Benfica e o Bayern Munique, com vitória alemã por 3-0. Técnico respondeu à questão do Bola na Rede.

Edu Aguirre garante: Jorge Jesus pediu desculpa a Cristiano Ronaldo e revela promessa do selecionador

Edu Aguirre, jornalista e amigo de Cristiano Ronaldo, revelou que Jorge Jesus pediu desculpas a Cristiano Ronaldo.

PUB

Mais Artigos Populares

Toda a cronologia da polémica entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus que levou o capitão a abandonar a seleção

Perdido no meio da novela a envolver Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus? Fica com a cronologia detalhada e sucessão de acontecimentos.

Antigo árbitro português envaidece-se por expulsão a Jorge Jesus e ataca: «Este analfabruto pode até ganhar tudo na seleção, mas nunca passou de um...

Marco Ferreira, antigo árbitro, atacou Jorge Jesus numa publicação nas redes sociais. Em causa, o conflito com Cristiano Ronaldo.

Zlatan Ibrahimovic não perdoa e crítica Cristiano Ronaldo: «Não precisa de lutar por minutos como uma criança. Ficar no banco agora é para o...

Zlatan Ibrahimovic reagiu ao abandono do estágio da seleção de Portugal por parte de Cristiano Ronaldo, durante esta quarta-feira.