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Portugal 1-2 Sérvia: Que grande obra, Sr. Engenheiro

A CRÓNICA: IDENTIDADE PROCURA-SE PARA PORTUGAL

Renato Sanches começa por escrever uma bonita epopeia rumo ao mundial. Sem dar tempo para a Sérvia respirar, logo aos 2 minutos, o médio carimba o primeiro da noite. 1-0 para a Seleção das Quinas com a frieza e irreverência de Renato a fazer a diferença. Mas cedo se percebeu que não convinha a Portugal baixar as guardas. Isto porque do outro lado estava um adversário com velocidade e a deixar indícios de perigo pelos ares.

A primeira parte foi uma lição para o conjunto de Fernando Santos. Ficava a ideia de que o 1-0 não era garantia de coisa nenhuma. A Sérvia ia dando sinais de que Portugal tinha um osso duro de roer. Boa circulação de bola, com qualidade e velocidade, e superioridade no meio-campo que ia permitindo uma via verde para o último terço do ataque sérvio. O rumo do jogo ia-nos mostrando que o empate era o resultado mais justo para aquilo que estava a acontecer dentro das quatro linhas.

Portugal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Dito e feito: aos 33 minutos, Rui Patrício fica muito mal na pintura e Tadić repõe a igualdade no marcador. Portugal acaba a primeira parte encostado no seu meio-campo defensivo e com uma lição por melhorar nesta segunda parte sobretudo no meio-campo e também nas alas.

No inicio segunda parte, a Sérvia não foi a mesma. Por sua vez, Portugal ia correndo mais riscos. Fernando Santos moldou-se ao duelo face às circunstâncias do jogo, mas o que é certo é que as coisas não iam saindo bem a Portugal. Mesmo apesar da mudança de estratégia para tentar trazer jogadores para o meio-campo baixando Danilo para a linha mais recuada e “asfixiando” de forma a impedir a Sérvia de criar. Os índices melhoraram mas timidamente.

No últimos dez minutos, o adversário voltou a crescer na partida assuntando a equipa das Quinas por diversas vezes. Tal como no primeiro tempo, a Sérvia deixou o aviso e acabou mesmo por efetuar a cobrança. Aos 90 minutos, Aleksandar Mitrovic marca o 1-2, a Luz arrefece, e Portugal vai mesmo ter de ir a play-off. Foi bonita a história do Euro 2016 onde o lema era “pouco importa se jogamos bem ou mal”, mas começa a esgotar-se esta ideia sobretudo quando olhamos para uma Seleção Nacional deste calibre.

 

A FIGURA

Portugal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Tadić – Para além de ser o autor de um dos golos da Sérvia, o número 10 acaba por ser preponderante para o ascendente dos sérvios, sobretudo na primeira parte. Acrescentou qualidade ofensiva e exímio nas diagonais. Foi também importante em algumas recuperações de bola.

 

O FORA DE JOGO

Portugal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Nuno Mendes – Não esteve nos seus dias. Aliás, toda a Seleção Nacional não o esteve. Mas acaba por ser um dos “patinhos feios” desta noite. Não ofereceu a mesma qualidade a que nos habituou a nível ofensivo e errou muitos passes no contra-ataque. Por outro lado, defensivamente o cenário não mudou de figura: não conseguiu corresponder aos lances em profundidade e ia deixando muitos espaços ao adversário.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Fernando Santos muda completamente o puzzle em relação ao jogo com a Irlanda com apenas três atletas a manterem-se no onze inicial: Patrício, Danilo e Ronaldo. Depois do golo, a Seleção perdeu-se completamente dentro de campo. O conjunto nacional ficou maior parte do tempo atrás da linha da bola, esperando apenas para sair em contra-ataque.

E, digo-vos, ao longo do primeiro tempo, as investidas eram cada vez menos. Faltava poderio para estancar as alas da Sérvia, ao mesmo tempo em que o meio-campo se mantinha a “serviços mínimos”. Moutinho desceu um pouco no terreno para jogar mais perto de Danilo, ficando Renato com a tarefa de levar a bola para o ataque. Coisa que, verdade seja dita, ao longo da primeira parte, foi acontecendo cada vez menos vezes.

Fernando Santos mudou de estratégia apostando nos três centrais de forma a tentar equilibrar as contas no meio-campo. Palhinha e Bruno Fernandes entram de forma a ter uma outra “cara” no centro do terreno. Mas de nada ou pouco serviu.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (4)

João Cancelo (5)

José Fonte (6)

Rúben Dias (6)

Nuno Mendes (3)

Renato Sanches (7)

Danilo (5)

João Moutinho (6)

Bernardo Silva (6)

Cristiano Ronaldo (6)

Diogo Jota (5)

SUBS UTILIZADOS

Palhinha (5)

Bruno Fernandes (5)

Félix (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SÉRVIA

A Sérvia apresenta-se num sistema de três centrais, ficando com mais jogadores nas alas e no meio-campo. Algumas dificuldades face a isto uma vez que Jota e Bernardo não são propriamente jogadores de apoio defensivo. A Seleção Sérvia circulava bem e rápido a bola, com os jogadores bem montados e posicionados, empurrando Portugal pelos flancos e mantendo, ainda assim, a superioridade no meio-campo.

Kostić ia explorando muito bem a falta de apoio de Bernardo Silva a Cancelo ganhando na profundidade. A Sérvia obrigou Portugal a baixar as linhas mantendo quadro jogadores atrás, os centrais e Gudelj. Portugal chegava sempre com poucos jogadores no ataque e pressão imediata da Sérvia facilmente ia obrigando ao erro por falta de opções.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Rajković (5)

Milenković (7)

Veljković (6)

Pavlović (7)

Živković (6)

Sergej Milinković-Savić (7)

Gudelj (4)

Lukić (6)

Kostić (6)

Tadić (8)

Vlahović (5)

SUBS UTILIZADOS

Aleksandar Mitrovic (7)

Uros Spajic (-)

Radonjic (-)

Luka Jovic (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Portugal

Não foi permitido colocar questões ao treinador de Portugal, Fernando Santos

Sérvia

Não foram foi permitido colocar questões ao treinador da Sérvia, Dragan Stojkovic

 

Componente 5 – 1 (1)

A Inês é licenciada em Jornalismo. A experiência do Bola na Rede veio juntar duas coisas de que gosta de fazer: escrever e ver futebol. Desde nova que quer entrar no mundo do jornalismo desportivo e espera um dia conseguir marcar o seu lugar no mesmo.                                                                                                                                                 A Inês escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

A Inês é licenciada em Jornalismo. A experiência do Bola na Rede veio juntar duas coisas de que gosta de fazer: escrever e ver futebol. Desde nova que quer entrar no mundo do jornalismo desportivo e espera um dia conseguir marcar o seu lugar no mesmo.                                                                                                                                                 A Inês escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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