See you soon, Germany | Inglaterra 3-1 Itália

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Passados 828 dias desde a final do último Campeonato da Europa, Inglaterra e Itália voltaram a medir forças no Wembley Stadium.

Ainda que estas duas seleções se tenham defrontado por três vezes (uma vitória para cada lado e um empate) após a final de 2021, o orgulho inglês continuava ferido. O regresso a Wembley para fazer face aos azzurri trazia pesadelos, mas também muita esperança e confiança no novo menino de ouro: Jude Bellingham.

Comparativamente ao embate de 11 de julho de 2021, os ingleses mantiveram oito nomes (Pickford, Walker, Stones, Maguire, Trippier, Phillips, Rice e Harry Kane) no onze inicial, enquanto que do lado italiano apenas três (Donnarumma, Di Lorenzo e Barella) mereceram a confiança de Spalletti. A Inglaterra manteve o 4-2-3-1 e a Itália apresentou-se num 4-3-3, mas com variantes no processo defensivo, já que El Shaarawy baixava para a última linha italiana.

Os Three Lions fizeram questão de entrar dominadores, com um ritmo de jogo alto e uma pressão forte para condicionar a construção italiana. Por outro lado, e com uma postura bem mais pragmática, a Seleção de Luciano Spalletti precisou apenas de uma oportunidade para inaugurar o marcador. Aos 15 minutos, Gianluca Scamacca apareceu na área para finalizar com sucesso uma boa jogada coletiva.

A equipa de Southgate acusou o golo sofrido e nos 10 minutos seguintes não se livrou de dois sustos. Primeiro, valeu a atenção de Kyle Walker e depois foi Scamacca quem não conseguiu acertar no alvo. Mas, e como ‘não mal que sempre dure’, a Inglaterra reagiu (também à insatisfação do público) e chegou ao golo. Harry Kane marcou, aos 32 minutos,  a partir da marca da grande penalidade. Bellingham, sempre à procura de marcar a diferença no jogo, conquistou o penálti.

Até ao final do primeiro tempo, o jogo acalmou. Em sinal de equilíbrio, registou-se mais uma boa oportunidade para cada lado. Aos 44 minutos, Donnarumma negou o golo a Rashford e aos 45+2’ foi a vez de Pickford brilhar a remate de Udogie.

Para a segunda parte, as equipas entraram em campo com contextos bastante diferentes. Os ingleses sabiam à partida que um simples empate serviria para garantir a qualificação, quando, pelo contrário, a Itália passava para a 3.ª posição, graças à vitória da Ucrânia.

O jogo recomeçou num ritmo mais lento e pensativo, com a Itália a querer, desta vez, assumir a posse de bola. No entanto, foi a vez dos Three Lions passarem para a frente do marcador. Bellingham conduziu e assistiu para Rashford voltar aos golos pela Seleção Inglesa.

A partir do segundo golo inglês, seria de esperar que a equipa de Southgate baixasse um pouco as linhas e que a Itália ‘crescesse’, mas tal não aconteceu. A Inglaterra manteve uma pressão forte e continuou a ser uma equipa extremamente objetiva. Rashford assustou aos 62 minutos e Foden obrigou mesmo Donnarumma a intervir aos 68’.

O terceiro e último golo inglês surgiu pouco tempo depois. Aos 77 minutos, num lance que parecia perdido, Harry Kane acreditou, isolou-se e voltou a faturar. O super-avançado inglês apontou o seu 61.º golo ao serviço dos Three Lions.

O clima era de festa para as hostes inglesas, mas o mesmo não se podia dizer do lado italiano. Spalletti ainda lançou Giacomo Raspadori e Ricardo Orsolini para o jogo, mas o resultado manteve-se o mesmo até ao final. Fica a nota apenas para dois remates em zona perigosa de Moise Kean.

No geral, a Inglaterra mostrou um poderio individual e coletivo bastante superior à Seleção Italiana, que continua a tentar reencontrar-se depois do sucesso alcançado em 2021. A Seleção comandada por Gareth Southgate não é o expoente máximo do futebol apaixonante e divertido (algo que na realidade é profundamente subjetivo), mas volta a chegar a uma grande competição sem qualquer dificuldade.

Esta qualificação inglesa poderá vir a reforçar a imagem do técnico inglês, depois da desilusão que foi a campanha na última Liga das Nações. Itália e Ucrânia vão agora lutar pelo segundo lugar do grupo. Neste momento, os ucranianos estão à frente por três pontos, mas têm mais um jogo. Uma eventual não qualificação italiana seria uma hecatombe para o futebol transalpino, já que não estiveram presentes no último Mundial.

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