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Fim de era na seleção espanhola. Vicente Del Bosque deixa o cargo de selecionador da Espanha, após não ter conseguido ser bem sucedido nos oitavos de final do Euro’2016, e termina assim uma ligação de oito anos, que distinguiu, certamente, uma geração do futebol espanhol e mundial. Uma era repleta de conquistas, mas que fica marcada por uma parte final aquém das expetativas.

O técnico de 65 anos sucedeu em 2008 a Luis Aragonés, que havia vencido o Campeonato Europeu desse mesmo ano. Com Del Bosque ao leme, a seleção espanhola conseguiu finalmente a conquista de um Campeonato Mundial de Futebol, em 2010, ao derrotar a Holanda por 1-0 na África do Sul, façanha já pretendida há vários anos. Dois anos mais tarde, em 2012, a Espanha continuou a impor o seu domínio no futebol, ao triunfar desta vez no Euro’2012, ao vencer a Itália por 4-0 na final. Vicente del Bosque e a sua turma escreviam, assim, história no desporto-rei, com a Espanha a tornar-se na primeira equipa a conquistar três grandes competições internacionais seguidas.

Del Bosque foi, também, feliz pela geração de futebolistas que passaram por la roja enquanto esteve como selecionador. A sua trajetória enquanto comandante dos destinos do futebol espanhol coincidiu com a era de grande poderio do FC Barcelona de Pep Guardiola e do seu tiki-taka, que dispensa apresentações. Em muito lucrou Del Bosque com o futebol em plena posse de bola, implementado no Barça, e teve a inteligência e a destreza tática para o adotar também na seleção, ainda que com algumas dinâmicas diferentes, fruto da utilização de outros jogadores na sua equipa base.

Jogadores como Xavi, Iniesta, Sergio Busquets (que Del Bosque optou por colocar a titular, apesar de muita contestação), Xabi Alonso, Sergio Ramos, David Silva, Piqué, Casillas… Foram cruciais para a era de sonho que a seleção espanhola viveu sob o comando de um líder valioso, “um homem do futebol” – como referiu Xabi Alonso -, Vicente del Bosque.

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O Fernando Gamito é um estudante de comunicação e apaixonado pelo futebol, seja a praticar ou a discuti-lo fora das “quatro linhas”, o que o faz apostar num futuro no jornalismo. Ler jornais desportivos e jogar Football Manager são outras das suas principais preferências. Em Portugal, o seu coração bate pelo Sport Lisboa e Benfica. Lá fora, torce por Barcelona e Chelsea.                                                                                                                                                 O Fernando escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.