PORTUGAL

Portugal Euro 2016
Fonte: UEFA

Fernando Santos não alterou a estrutura, mas mudou os nomes do jogo com a Croácia. Entraram Eliseu e Renato Sanches para os lugares dos condicionados Raphael Guerreiro e André Gomes. Houve desconfiança… Mas agora já não se falará nisso. Não é que Eliseu e Renato Sanches tenham sido irrepreensíveis, mas foram quase duas horas e meia de emoção, que apagam tudo o que de mau possa ter sido feito. Afinal, tudo está bem quando acaba bem.

Agora, poucos dos que contestaram lembraram-se da permeabilidade das alas da selecção nacional, não só de Cédric, responsável maior pelo demérito português no golo polaco, mas também de Eliseu, que viu Blaszczykowski e Piszczek entrarem em combinação pela sua área de jurisidção a bel-prazer.

Ao festejar, poucos dos que contestaram se recordarão da passividade do meio-campo português, porque Renato Sanches fez o favor de desferir um míssil para a baliza de Fabianski, depois de combinar com Nani e levar o jogo para penalties, e porque William, com bola, esteve extraordinário, a lançar o ataque.

Poucos dos que contestaram se lembrarão, agora, daquela bola servida de bandeja por João Moutinho e desperdiçada por Cristiano Ronaldo.

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Neste momento, só há cabeça para Lyon, para o tiro do Renato, para a estirada do Patrício e para o golo do Quaresma.

Neste momento, o sangue de todos os adeptos fervilha de patriotismo e exulta-se o nome da nação. Com orgulho. Portugal está nas meias-finais. Com sofrimento. Com uma exibição abaixo das expectativas, mas está feito. E foi um Patrício a vingar os Patrícios de 1984, eliminados pela França nas meias-finais do Europeu no mesmo palco onde se disputou este encontro.

A caça ao trauma abriu em Outubro, e um deles já está no “saco”.

Classificação dos jogadores:

Rui Patrício – 7

Cédric – 4

Pepe – 8

José Fonte – 7

Eliseu – 5

William Carvalho – 7

Adrien – 6

João Mário – 5

Renato Sanches – 7

Cristiano Ronaldo – 6

Nani – 6

João Moutinho – 5

Ricardo Quaresma – 6

Danilo – 5

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

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Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.