A CRÓNICA: DINAMARCA VENCE COM JUSTIÇA DEPOIS DE PRIMEIRA PARTE TREMENDAMENTE EFICAZ

As duas equipas sensação do Euro 2020 encontraram-se nos quartos de final da competição, com a Dinamarca a sair vitoriosa com justiça, vencendo por duas bolas a uma. A última vez que a seleção dinamarquesa alcançou as meias finais do Campeonato de Europa, em 1992, venceu a competição.

O jogo previa-se equilibrado, mas, logo ao quinto minuto de jogo, Delaney colocou a Dinamarca em vantagem, aproveitando uma falha de marcação da defensiva da República Checa, na sequência de um pontapé de canto batido por Stryger Larsen.

Ao longo da primeira parte, ficou demonstrado que a Dinamarca procurava preferencialmente criar perigo através de futebol direto e contra-ataques venenosos, de forma a explorar a velocidade e técnica do trio de ataque. Em sentido oposto, a República Checa demonstrou alguma dificuldade em responder com eficácia, apesar das boas trocas de bola entre os elementos checos, praticando um futebol organizado.

Na passagem do minuto 42, Dolberg fez o segundo golo da partida, colocando o resultado em duas bolas a zero. O avançado dinamarquês finalizou um belo desenho ofensivo, com destaque para o cruzamento milimétrico de trivela por parte de Maehle.

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No início da segunda parte, a República Checa entrou melhor que o seu adversário e, aos 49 minutos, Patrik Schick diminuiu a desvantagem no marcador, ao finalizar um cruzamento de Coufal. Apesar da insistência checa, os lances de verdadeiro perigo foram poucos nos segundos 45 minutos.

Com o decorrer da partida, a República Checa foi subindo no terreno de jogo, demonstrando-se cada vez mais ofensiva, mas a eficácia defensiva da Dinamarca subsistiu até ao final do tempo regulamentar. Através de contra-ataques, a Dinamarca ainda criou algumas ocasiões para fechar as contas da eliminatória, mas valeu a atenção e os reflexos de Vaclík para a seleção checa.

O resultado acabou por se manter, e a Dinamarca carimbou a passagem às meias-finais do Euro 2020, onde irá defrontar o vencedor do encontro entre Ucrânia e Inglaterra.

 

A FIGURA

Thomas Delaney – O médio dinamarquês foi um elemento essencial no corredor central, principalmente pelo equilíbrio demonstrado e pela excelente ligação entre a defesa e o ataque. Para além de apontar o primeiro golo da partida, funcionou como um pêndulo no meio-campo dinamarquês. Realizou uma exibição exemplar, com a vitória a recompensar o seu incrível esforço.

O FORA DE JOGO

Ondřej Čelůstka – O defesa central da República Checa realizou uma exibição algo infeliz, contribuindo negativamente para o resultado. Através de alguns erros posicionais, teve alguma culpa no perigo criado pelo ataque dinamarquês. Com alguma infelicidade, acabou por sair lesionado no decorrer do segundo tempo. Čelůstka acabou por ser vítima da rapidez e técnica dos elementos mais ofensivos da Dinamarca, que também aproveitaram a descompensação defensiva da seleção checa.

 

ANÁLISE TÁTICA – REPÚBLICA CHECA

A seleção da República Checa apresentou-se num sistema tático de 4-2-3-1, apostando na pressão constante ao portador da bola e no ataque organizado. A dupla de defesas centrais foi composta por Čelůstka e Kalas, que se demonstraram essenciais na construção de jogo. A lateral direita defensiva foi ocupada por Coufal, enquanto na ala esquerda posicionou-se Bořil, sendo que ambos avançavam consideravelmente no terreno, conferindo também largura no processo ofensivo.

No meio-campo, Holeš e Souček eram os responsáveis por equilibrar os setores da defesa e ataque, sendo que, à sua frente, encontrava-se Barák, sendo este o elemento mais ofensivo do trio de médios. Masopust e Ševčík atuavam a partir das alas no ataque da República Checa, procurando apoiar o avançado de referência Patrik Schick. Na segunda parte, o selecionador Jaroslav Šilhavý alterou o modelo tático para 4-4-2, com Barak a juntar-se a Souček na dupla de meio-campo, apoiados por Ševčík e Jankto nas alas e, na frente de ataque, Krmenčík entrou para se posicionar ao lado de Schick.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tomás Vaclík (8)

Vladimír Coufal (7)

Ondřej Čelůstka (5)

Tomáš Kalas (6)

Jan Bořil (6)

Tomáš Souček (6)

Tomáš Holeš (6)

Lukáš Masopust (5)

Antonín Barák (6)

Petr Ševčík (6)

Patrik Schick (7)

SUBS UTILIZADOS

Michael Krmenčík (5)

Jakub Jankto (6)

Jakub Brabec (5)

Matěj Vydra (-)

Vladimír Darida (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – DINAMARCA

A Dinamarca alinhou num sistema tático de 3-4-3, com preferência no futebol direto, sofrendo a mutação para 5-4-1 no processo defensivo. A linha de três defesas centrais foi formada por Christensen, mais pela direita, Kjaer no centro e Vestergaard descaído para a esquerda. Nas laterais, Stryger Larsen e Maehle disponibilizavam apoio ao ataque, sem prejudicar o setor defensivo.

No centro do terreno posicionaram-se Højbjerg e Delaney, sendo o primeiro mais responsável pelas tarefas defensivas, enquanto Delaney atuava com mais liberdade e equilíbrio posicional. No trio de ataque, Dolberg posicionou-se preferencialmente no corredor central, apoiado por Damsgaard e Braithwaite que, apesar de partirem das alas, procuravam frequentemente espaços interiores. Após as entradas de Nørgaard e Poulsen, a Dinamarca passou a alinhar em 5-3-2, com o miolo do terreno a ser composto por Højbjerg, Delaney e Nørgaard, e Poulsen juntou-se a Braithwaite no ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (8)

Andreas Christensen (7)

Simon Kjaer (7)

Jannik Vestergaard (6)

Jens Stryger Larsen (7)

Pierre-Emile Højbjerg (6)

Thomas Delaney (8)

Joakim Maehle (6)

 Mikkel Damsgaard (6)

Kasper Dolberg (7)

Martin Braithwaite (6)

SUBS UTILIZADOS

Christian Nørgaard (5)

Yussuf Poulsen (6)

Daniel Wass (6)

Mathias Jensen (-)

Joachim Andersen (-)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

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