TREINADOR

Vinte anos depois, Marcel Koller volta a disputar um Europeu, desta vez como treinador  Fonte: Steindy
Marcel Koller quer continuar a fazer história na Áustria
Fonte: Steindy

Como jogador, o suíço Marcel Koller dedicou toda a sua carreira ao Grasshoppers, de longe o clube mais titulado do seu país – entre 1978 e 1997 jogou 428 jogos, marcou 59 golos e conquistou 7 campeonatos pelo clube de Zurique. Ao seu currículo juntou ainda 56 internacionalizações pela Suíça, ao longo mais de década e meia, e uma participação no Euro 1996. Há precisamente vinte anos.

Assim que terminou o seu percurso dentro dos relvados começou o seu caminho fora deles. Orientou o FC Wil no segundo escalão da Suíça em 1997/98 e seguiu para o FC St. Gallen na época seguinte. Em 2000 conseguiu a proeza de se sagrar campeão nacional num clube que já não celebrava o título desde 1904 e que nunca mais voltou a ficar em primeiro. Foi só em 2002/03 que se sentou na sua “cadeira de sonho”, a de treinador do Grasshoppers. E um ano bastou para que voltasse a sentir o sabor das vitórias: foi com ele que o seu clube de sempre foi campeão pela última vez. Saiu sem glória no início do ano seguinte, depois de falhar o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões.

Deixou o seu país-natal para rumar ao 1 FC Köln em 2003/04, numa experiência mal sucedida de apenas sete meses. Apanhou a formação da Renânia do Norte numa situação complicada e não foi capaz de evitar a depromoção. No ano seguinte, o percurso inverso: pegou no VfL Bochum na Bundesliga 2 e devolveu-o à Bundesliga. Saiu cinco anos depois e o clube voltou a cair na segunda divisão, não tendo regressado desde então aos principais palcos da Alemanha.

Depois disso, uma pausa. Até aceitar o convite da ÖFB para liderar a selecção austríaca em 2011. Falhou o apuramento para o Mundial 2014, ganhando apenas metade dos jogos da fase de qualificação, mas continuou a merecer a confiança da Federação. Uma aposta ganha, ao que tudo indica. Hoje, a Áustria está no 10.º lugar do ranking da FIFA, à frente de países como França, Itália ou Inglaterra, e tem legítimas aspirações a fazer uma “gracinha” no Euro 2016.

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