Bélgica 2-0 Inglaterra: Diabos Vermelhos garantem melhor lugar de sempre num Mundial

- Advertisement -

Bélgica e Inglaterra defrontavam-se em São Petersburgo para o embate do 3.º e 4.º lugar. Com ambos os lados sem qualquer hipótese de conquistar o tão ambicionado troféu, restava apenas lutar para garantir um posto no pódio. As duas seleções reeditavam o duelo da fase de grupos, em que na altura os belgas foram mais fortes e venceram pela margem mínima.

Face aos encontros das meias-finais, os dois selecionadores fizeram algumas mudanças nos onzes: Roberto Martínez alterou duas peças na equipa titular em relação ao jogo com a França, colocando Meunier e Tielemans nos lugares de Dembélé e Fellaini. Já Gareth Southgate promoveu cinco alterações no onze inglês, com destaque para as saídas de Delle Alli e Jesse Lingard.

A Bélgica entrou a todo o gás e chegou cedo à vantagem: ao minuto 4, Lukaku combinou bem com Chadli, que cruzou de primeira para Meunier que, antecipando-se a Danny Rose, fez o 1-0. A Inglaterra ia agora ser obrigada a ter de correr atrás da igualdade, perante uma Bélgica que com um futebol prático e rápido como habituou o público durante toda a prova poderia aproveitar alguns espaços vazios na defesa contrária para ampliar a sua vantagem.

Os ingleses demonstravam alguma dificuldade em construir lances de perigo devido à boa organização defensiva belga, e só tiveram a primeira ocasião de perigo ao minuto 23: num excelente passe do meio-campo de Eric Dier, Sterling serviu Kane, que frente à baliza rematou desviado da baliza de Courtois. Roberto Martínez foi obrigado a mexer ainda na primeira parte: Chadli saiu com dores musculares, e entrou Thomas Vermaelen para o seu lugar.

Sem mais lances de perigo para os dois guarda-redes, o jogo chegou ao intervalo com a vantagem mínima para os belgas, que se assentava bem face ao que se tinha verificado na primeira parte.

Legenda: Thomas Meunier adiantou cedo a Bélgica no marcador
Fonte: FIFA

Gareth Southgate fez duas alterações no reatamento do encontro: Lingard e Rashford entraram para os lugares de Danny Rose e Sterling respetivamente, com o objetivo de trazer algo de novo ao ataque inglês. As substituições pareceram ter o efeito desejado, uma vez que a Inglaterra entrou bem no segundo tempo, e a prova disso foi a oportunidade ao minuto 54: Lingard rematou forte, com Harry Kane a não conseguir desviar a bola por pouco.

A Bélgica ia apostando nas transições rápidas para criar situações de perigo, e essa aposta foi reforçada com a entrada de Mertens, por troca com Lukaku. Os ingleses estiveram perto do empate ao minuto 69, através de Dier que, após combinar bem com Rashford, picou a bola por cima de Courtois, contudo Alderweireld impediu o golo em cima da linha de golo.

A Inglaterra começava a carregar em busca do tento do empate, mas quem teve perto de marcar foi a Bélgica: ao minuto 80, Meunier num belo remate de primeira, obrigou Pickford fazer a uma boa defesa. Não foi aí que surgiu o segundo dos belgas, mas sim dois minutos depois: De Bruyne desmarcou bem Hazard, que frente ao guardião inglês não teve dificuldades em fazer o 2-0 e praticamente sentenciou a partida.

O jogo acabou com o 2-0 no marcador, a favor da Bélgica, que esteve melhor que a Inglaterra em grande parte do encontro. Com este resultado, os “Diabos Vermelhos” conquistam o bronze na Rússia e garantiram o melhor lugar de sempre num Mundial.

Onzes Iniciais:
Bélgica: Thibaut Courtois; Thomas Meunier; Jan Vertonghen; Vincent Kompany; Toby Alderweireld; Axel Witsel; Youri Tielemans (Moussa Dembélé 77’); Nacer Chadli (Thomas Vermaelen 39’); Kevin De Bruyne; Eden Hazard; Romelu Lukaku (Dries Mertens 60’)
Inglaterra: Jordan Pickford; Kieran Trippier; Harry Maguire; John Stones; Phil Jones; Danny Rose (Jesse Lingard 45’); Eric Dier; Fabian Delph; Loftus-Cheek (Dele Alli 84’); Raheem Sterling (Marcus Rashford 45’); Harry Kane

Guilherme Costa
Guilherme Costahttp://www.bolanarede.pt
O Guilherme é licenciado em Gestão. É um amante de qualquer modalidade desportiva, embora seja o futebol que o faz vibrar mais intensamente. Gosta bastante de rir e de fazer rir as pessoas que o rodeiam, daí acompanhar com bastante regularidade tudo o que envolve o humor.                                                                                                                                                 O Guilherme escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Sporting continua a olhar para as jovens promessas: pérola do Marítimo na mira dos leões

O Sporting é um dos emblemas que está interessado em Nélio Batista. O Real Bétis e o Villarreal também apreciam o médio.

Santa Clara garante guarda-redes ex-Nacional da Madeira

Lucas França está perto de ser confirmado como reforço do Santa Clara. O guarda-redes encontra-se livre no mercado.

Regresso por amor: ex-PSG e Manchester United confirmado no terceiro escalão espanhol

Ander Herrera foi confirmado durante esta terça-feira como o mais recente reforço do Real Zaragoza, regressando ao seu país natal.

O verdadeiro jogo começa agora – O mercado aquece, qual o papel do Big Data nesta fase da época?

André Veras está na Tribuna VIP do Bola na Rede. É diretor-desportivo e já trabalhou em diversos clubes, entre os quais Braga, Torreense, Trofense e Anadia. Aqui, analisa o papel do dirigente desportivo em Portugal.

PUB

Mais Artigos Populares

Imprensa internacional deixa garantia: extremo vai assinar pelo Sporting por 3 temporadas

Sebastián Osorio está pronto para ser reforço do Sporting. O extremo vai abandonar o Universitario em breve.

Hansi Flick coloca travão: jogador do Barcelona estava a caminho de outro emblema espanhol mas transferência pode ser cancelada

Brian Fariñas estava muito perto de ser reforço do Girona. No entanto, Hansi Flick quer analisar o médio na pré-temporada do Barcelona.

Harry Kane aborda o desentendimento entre Jude Bellingham e Thomas Tuchel: «As coisas são, por vezes, exageradas»

Harry Kane desmentiu os rumores de tensão na seleção de Inglaterra, após o desentendimento entre Jude Bellingham e o selecionador Thomas Tuchel.