“Uma única forma de entender o Futebol” é o mote para a candidatura ibérica ao Mundial de 2030. E, de facto, falar de futebol é também falar de Portugal e Espanha. O sucesso de ambos os países parece ser o porta-estandarte para uma parceria que tem tudo para dar certo. São alguns os fatores que nos levam acreditar que teremos por perto a festa do Futebol num dos seus expoentes máximos. Ora vejamos.

Portugal e Espanha, como se dá conta no vídeo promocional, têm partilhado algum protagonismo no que a fortes figuras do futebol diz respeito. Villa, Futre, Figo, Luis Enrique e Fernando Santos deram voz a este desejo, mas certamente que outras estrelas ibéricas vão ter um peso fundamental para que o Mundial 2030 venha para a Península.

Se a estes rostos juntarmos as conquistas, a receita parece estar consumada. Campeões da Europa em 2008, 2012 e 2016 e o campeão do Mundo de 2010, os países ibéricos venceram quatro das últimas seis grandes competições a nível de seleções. Belo cartão de visita.

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O sucesso dentro de campo transpõe-se também para fora de jogo. Portugal e Espanha têm sido casa de eventos como finais de Liga dos Campeões, e no caso de Portugal recordamos bem a Liga da Nações e, também, não tão bem, o Euro 2004. A nível de condições e infraestruturas, assim como capacidade organizativa, os irmãos ibéricos parecem na frente em comparação com outras candidaturas já conhecidas.

Se em 2022 o Mundial vai ser no Catar, na Ásia, em 2026 vai ser jogado no México, Estados Unidos da América e Canadá, ou seja, na América. Isto leva-nos a perspetivar que um possível regresso do Campeonato do Mundo à Europa poderá ser bem visto pela FIFA.

Na corrida com Portugal podem estar alguns países africanos: Egipto, Argélia, Marrocos ou Camarões. Apesar de ser algo que ainda não está muito bem definido, pode ser uma candidatura forte e que ganha alento depois do sucesso do Mundial de 2010. Apesar de tudo, e por todas as valências, a candidatura ibérica parece-me mais robusta.

A primeira candidatura europeia foi feita por Bulgária, Grécia, Roménia e Sérvia, numa organização a quatro e que poderá ser a mais difícil concorrente. Na procura de reforçar também a capacidade dos quatro países a nível de recursos, esta candidatura europeia é uma opção forte, com uma história muito vincada.

Uruguai, Argentina, Chile e Paraguai é a candidatura das “Américas”, mas que, tendo em conta o local do Mundial de 2026, não me parece uma opção que possa ombrear com Portugal e Espanha. Por fim, o organizador do Mundial de 2002, a Coreia do Sul, apesar de não apresentar ainda uma proposta, procura parcerias para estabelecer o mundial na Ásia em 2030.

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