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Dois países vizinhos disputavam um lugar de acesso à final do Campeonato do Mundo 2018, na Rússia. França e Bélgica opuseram-se, frente-a-frente, no estádio Stadion Krestovskyi, em São Petersburgo.

A França em busca do seu segundo Mundial, depois da conquista em 1998, em casa, e com a oportunidade de “vingar” o malvado dia 10 de Julho, como um dia triste para o futebol francês, o dia que perdeu a final do Euro 2016 para Portugal. Já a Bélgica entrava em jogo literalmente em busca do sonho, o seu primeiro Mundial. Esta seria provavelmente a última oportunidade para esta geração de ouro belga conseguir o primeiro Campeonato do Mundo para a Bélgica.

Roberto Martinez, selecionador nacional da Bélgica, viu-se obrigado a fazer uma alteração, por acumulação de cartões amarelos. Meunier saiu do 11 inicial e para o seu lugar entrou Moussa Dembélé. Martinez voltou também a apostar 3x4x3 como seu sistema tático.

Didier Deschamps, selecionador nacional francês, fez também uma alteração ao 11 inicial, Matuidi regressou ao 11 francês, depois de ter estado indisponível no jogo frente ao Uruguai, por acumulação de cartões amarelos. Foi relegado para o banco, Tolisso. O sistema tático francês era o 4x2x3x1.

Uma meia-final do Campeonato do Mundo gera sempre enorme expectativa, é o último degrau até chegar ao sonho dos sonhos: a final do Campeonato do Mundo. A França tinha a vantagem de ser uma equipa já habituada a estes grandes palcos depois da final do Euro 2016, os belgas, por outro lado, são “novos” nestas andanças e poderiam acusar alguma pressão dando o jogo aos franceses. Na verdade, aquilo que vimos na primeira-parte foi um jogo bastante divido e interessante. Tanto belgas como franceses mostraram vontade de marcar desde logo e adiantarem-se no marcador.

Os franceses foram os primeiros a chegar à baliza com perigo, mas os belgas não quiseram deixar-se ficar e tentaram também eles a sua sorte. Depois Mbappé e Matuidi testarem a atenção do guarda-redes Courtois, a Bélgica quase inaugurava o marcador na resposta. Hazard a rematar e Varane a cortar para canto uma bola que ia direitinha para dentro da baliza. Lloris viu o seu colega Varane salvar a honra dos franceses e pensou “eu também faço isso” e praticamente no seguimento da jogada, a fazer aquela que foi, provavelmente, a defesa da noite. Alderweireld num grande gesto técnico a rematar bem e colocado, só mesmo um grande guarda-redes como Lloris iria buscar aquela bola, e foi.

O confronto de dois astros, Griezmann levou a melhor esta noite
Fonte: FIFA

Estava na hora da França responder aos ataques belgas e quem melhor para o fazer senão Giroud? Duas grandes oportunidades perdidas pelo ponta de lança francês. Lukaku via o seu colega de posição a falhar tanto e queria mostrar como se faz, mas a verdade é que também ele falhou uma oportunidade clamorosa. Um pouco antes do final da primeira parte. Erro de Umiti e o ponta de lança belga, provavelmente surpreendido pelo erro do central francês, deixou-se encantar com a oportunidade e falhou incrivelmente.

A segunda parte veio com golos. A França adiantava-se no marcador, com uma bola parada. Canto marcado por Griezmann e Umtiti corresponde de cabeça da melhor maneira, sem hipóteses para o guardião belga e os franceses rejubilavam de alegria com este avanço no marcador.

O jogo tornou-se num jogo de paciência, a França apostava agora em mais precaução e em ataques rápidos, já a Bélgica instalava-se no meio-campo francês, procurando a melhor oportunidade para criar perigo.

Os belgas não conseguiram reagir da melhor forma ao golo francês. Ainda assim, Hugo Lloris voltou a brilhar nesta partida e a impedir a Bélgica de chegar ao golo do empate. A Bélgica não conseguia ter o discernimento para contrariar a estratégia francesa após a vantagem. Acaba por ser normal visto ser o acesso a uma final que está em jogo. A França segurou muito bem a vantagem, usou e abusou da paciência dos belgas que começavam a perder a cabeça e a perder tempo que os franceses agradeciam.

A França chega assim à sua segunda final internacional consecutiva e à terceira final de um Mundial, depois da final perdida em 2006 para a Itália.

ONZES INICIAIS
França: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernandez; Kanté e Pogba; Mbappé, Matuidi (Tolisso ’86) e Griezmann; Giroud (N’Zonzi’85).

Bélgica: Courtois; Aderweireld, Kompany e Vertonghen; Chadli (Batshuayi’90), Fellaini (Ferreira-Carrasco’80), Dembélé (Mertens ’60) e Axel Witsel; De Bruyne, Lukaku e Hazard.

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