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O RESCALDO

Rússia vs Coreia do Sul, último jogo da 1ª jornada da fase de grupos deste Mundial 2014, Arena Pantanal, em Cuiaba, com as bancadas quase cheias. Num grupo em que não existe nenhum colosso (apesar da qualidade da Bélgica), russos e sul-coreanos entraram em campo sabendo que entrar a ganhar seria importantíssimo.

E se alguém pensava que a Rússia iria vencer facilmente, tendo em conta o seu bom lote de jogadores e a qualidade do seu seleccionador, Fabio Capello, enganou-se redondamente. A Coreia do Sul, que claramente não tem uma equipa ao nível doutros anos, fez das fraquezas autênticas forças e de uma forma muito compacta impediu que a Rússia fosse um conjunto muito perigoso. Aliás, o primeiro tempo desta partida foi bastante fraco, não havendo praticamente oportunidades de golo, e para isso muito contribuiu a inoperância russa. Com um futebol lento e previsível, quase a roçar o desértico, a equipa orientada por Capello raramente conseguiu ultrapassar a defensiva da selecção asiática, que, diga-se em abono da verdade, quase não criou perigo nos primeiros 45 minutos.

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E assim se chegava ao intervalo, com um nulo justíssimo, castigando o mau futebol praticado pelas duas formações e com a Rússia a não provar o porquê  de ter passado à fase final do Brasil 2014 num grupo que contava com a selecção portuguesa.

Quando o jogo parecia bloqueado, Akinfeev tratou de o desbloquear  Fonte: Getty Images
Quando o jogo parecia bloqueado, Akinfeev tratou de o desbloquear
Fonte: Getty Images

A Rússia entrou mais decidida na etapa complementar, com um futebol mais rápido e envolvente, procurando provocar desequilíbrios no último reduto da equipa sul-coreana. Contudo, a Coreia do Sul também começou a tornar-se mais atrevida, saindo quase sempre para o contra-ataque com perigo, chegando mesmo a ter alguns momentos de domínio territorial. Até que aos 68 minutos, num remate de meia-distância de Lee Keun-Ho que parecia inofensivo, Akinfeev falhou rotundamente, dando um frango monumental, adiantando assim a selecção asiática no marcador. Um tremendo erro que mexeu completamente com o jogo.

Fabio Capello reagiu de pronto a este choque, colocando Kerzhakov em campo, e a verdade  é que o avançado do Zenit, num lance confuso, restabeleceu a igualdade aos 74 minutos, colocando alguma justiça no resultado. Daí para a frente, o jogo foi emocionante, não muito bem jogado, com o perigo a rondar mais a baliza da Coreia do Sul, mas nem por isso com os sul-coreanos a abdicarem do ataque, revelando sempre rapidez de processos.

Contas feitas, empate a uma bola que se justifica, numa partida que opôs uma Rússia a alguma distância daquilo que pode e deve fazer a uma Coreia do Sul voluntariosa, que revelou aqui e ali alguma qualidade de jogo, e que pode ter por isso uma palavra a dizer neste grupo H.

A Figura
Coesão da Coreia do Sul – Bem estruturada, com processos simples, a equipa sul-coreana raramente deu azo a que a Rússia provocasse grandes estragos. Mesmo estando algo na sombra neste Mundial, mesmo sendo um conjunto pouco falado, sem grandes estrelas, a verdade é que esta Coreia do Sul provou que tem qualidade, em especial na 2ª parte, em que assustou, e de que maneira, a formação russa.

O Fora-de-Jogo
Erro de Akinfeev – O experiente guarda-redes russo deu um frango do tamanho do estádio, prejudicando a sua equipa. Claro que todos os atletas podem errar, e Akinfeev já provou em variadíssima ocasiões que é um excelente guarda-redes, mas isso não apaga o erro pouco admissível numa fase final de um Campeonato do Mundo e que só não teve piores consequências para a sua equipa porque Kerzhakov marcou um golo quase caído do céu, num lance às três tabelas.