Copa América’2015 – Argentina 6-1 Paraguai: Ter Messi é estar perto de tudo

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Que prazer é ver esta Argentina quando em dia sim. Juntar Messi, Di María, Pastore e Aguero num campo faz-nos perceber o porquê de amarmos este desporto. Tudo parece fazer sentido quando à inteligência se juntam a enormíssima velocidade de pensamento e execução destes 4. A excelência da exibição de hoje, vincada no massacre do resultado e num futebol ofensivo de sonho, assusta os chilenos para a final e mostra uma Argentina feroz, insaciável e desejosa de recuperar um título que lhe foge há mais de vinte anos.

Azar para o Paraguai, que muito bem se bateu nesta Copa América e já sacudira o paupérrimo Brasil de Dunga para fora da competição, ao ter encontrado a albiceleste inspirada. E quando assim é… muito pouco há a fazer para evitar o descalabro. Com Demichelis e sem Garay, ausente por doença, foi um bem conhecido português a dar o pontapé de saída no pesadelo paraguaio: ao quarto de hora, Rojo aproveitou um ressalto num lance de bola parada para fazer o primeiro. Pouco tardaria para o segundo e, com isso, para o início do festival do extra-terrestre Messi, ao assistir Pastore (que jogo!) para o 2-0 num bom remate cruzado. À meia-hora de jogo a tarefa parecia estar muito bem encaminhada para os homens de Tata Martino. Pois bem, ainda haveria o Paraguai de bater com a mão no peito e fazer valer muito daquilo que o trouxe até esta fase da Copa América à boa maneira sul-americana: o coração. Uma equipa bem montada e organizada, ciente das limitações que a incapacitam de se bater de igual para igual frente aos melhores, mas que nunca se fez rogada e com isso leva uma bonita história para contar desta competição. Foi num belo remate de Barrios – substituiu o lesionado Santa Cruz – que voltaram à vida as esperanças paraguaias, pouco antes do intervalo.

A jogar assim, a Bola de Ouro está mais do que entregue Fonte: Facebook da AFA - Selección Argentina
A jogar assim, a Bola de Ouro está mais do que entregue
Fonte: Facebook da AFA – Selección Argentina

O pior estava, pois, para vir. Com o 2-1 no descanso não era de prever o que a seguir se passou, até tendo em conta o primeiro encontro da fase de grupos com os mesmos intervenientes. Também aí a Argentina se apanhara a vencer por 2-0 mas o adormecimento nas pampas permitiu o 2-2 ao Paraguai e o massacre da segunda parte pode ser visto como a aprendizagem dos argentinos com esse erro. Di María, cruzado e de encosto (onde esteve este Di María em Inglaterra?), Aguero pelo meio dos centrais e Higuaín a fechar o festival pintaram o resultado final com este esclarecedor 6-1. Três assistências para Messi, duas para Pastore e mais um rol de pormenores deliciosos sem fim do quarteto mágico foram a fórmula perfeita e que o Paraguai se viu incapaz de parar.

Jogando assim, a Argentina estará mais perto do que nunca de recuperar um título há muito desejado pelo país. Já contra a Colômbia dera mostras de querer deixar para trás a sonolência da fase de grupos mas encontrando, aí, um inspiradíssimo Ospina na baliza cafetera. Diante do Chile imagina-se um jogo a uma velocidade estonteante (Di María, Messi, Aguero, Vargas, Alexis e Isla no mesmo campo…) e no qual uma possível vitória argentina estará muito dependente de como o seu sector mais recuado (algo lento) conseguir anular as “balas” de Sampaoli. Mas, enfim, quem tem Messi e não só estará sempre mais próximo da taça do que todos os outros…

A Figura:

Pastore – Depois de uma boa temporada no PSG, Pastore surge em excelente nível nesta Copa América. As duas assistências e o golo de hoje mostram o porquê de a sua titularidade ser mais do que justificada.

O Fora de Jogo:

Defesa do Paraguai – Como disse no texto, muito já havia feito o Paraguai em ter chegado até aqui. Apesar disso, hoje a prestação defensiva da selecção de Rámon Diaz foi sofrível e a meia dúzia foi um pesado castigo.

Foto de Capa: Facebook da AFA

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