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A cidade de Chicago recebeu, esta madrugada, a sexta final entre México e Estados Unidos na Gold Cup. As anteriores cinco vezes que se defrontaram numa final os mexicanos venceram quatro e os norte-americanos apenas uma. Foram muitos os norte-americanos que apoiaram a sua seleção, que tentava igualar os adversários no número de títulos conquistados nesta competição – sete no total. Do outro lado do campo, estavam os mexicanos que procuravam levar o oitavo título para o seu país.

Minutos iniciais da partida com o controlo da posse de bola por parte México enquanto que os Estados Unidos estavam mais expetantes à espera de decidirem como abordar o jogo. Os norte-americanos até estiveram perto de surpreender desta forma, pois aos cinco minutos, após um passe de Altidore, Pulisic apareceu na cara do golo, mas Ochoa estava lá para defender e negar um golo madrugador.

Não foi preciso esperar muito para ver novo erro defensivo mexicano. Três minutos depois, Altidore aproveitou um passe em profundidade e um erro de Héctor Moreno e seguiu para a baliza. O ponta de lança americano desviou o defesa, fez tudo bem, mas na hora do remate conseguiu desviar muito a bola da baliza. Estavam mais perigosos os Estados Unidos e o México ia tremendo defensivamente.

Depois das duas oportunidades americanas, os mexicanos voltaram a ter controlo do jogo e, aos 16 minutos, surge uma boa ocasião. Uma investida pela esquerda por Pizarro que fez um cruzamento atrasado para Andrés Guardado rematar, mas não acertou na baliza. O médio estava muito pressionado e não conseguiu fazer um remate enquadrado.

Ao minuto 31, Arriola esteve perto de aproveitar novo erro defensivo grosseiro por parte da defesa do México. O extremo deu um pequeno toque de cabeça, ganhou a posse, rematou, mas a bola acabou por sair ao lado. Este foi terceiro erro em meia hora de jogo, algo para melhorar por parte de Gerardo Martino.

Os Estados Unidos iam aproveitando os erros do México com grande sucesso, já os mexicanos tentavam jogar em ataque organizado, mas os norte-americanos estavam bem posicionados defensivamente e não davam qualquer chance para que fosse criado perigo.

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Ao minuto 42, foi Jonathan dos Santos a criar perigo de muito longe. O médio mexicano fez um grande remate ainda fora da área, deu a sensação de que ia para a baliza, mas passou um pouco ao lado do poste direito. Este foi um dos momentos mais perigosos por parte do México junto da baliza do guarda-redes Steffen.

Até ao final da primeira parte, não se verificou mais nenhuma oportunidade de perigo e as duas equipas recolheram aos balneários com um nulo na partida. Emoção, confusão e faltou um momento de explosão de alergia. Faltou os golos. Pode ser que ambos os treinadores aproveitem bem esta paragem para que as suas equipas chegam ao golo.
Altidore teve a melhor oportunidade da primeira parte, mas o avançado não aproveitou para marcar
Fonte: U.S. Soccer MNT

A segunda parte começou tal como a primeira, ou seja, com os Estados Unidos mais perigosos do que o México. 50 minutos no jogo e Morris com um bom cabeceamento com a bola quase a entrar na baliza de Ochoa, só não entrou, pois Andrés Guardado estava em cima da linha de golo para cortar e salvar milagrosamente o golo americano. Respiraram de alívio os mexicanos depois deste lance.

O México ia crescendo no jogo e tinha muito mais posse de bola, controlando o jogo a seu belo prazer. Mas ainda assim tinha muita dificuldade para conseguir com que os remates criem chances claras para faturar o primeiro golo. Pressionava a seleção mexicana, mas sem perigo na baliza americana.

Pressionou tanto que acabou mesmo por chegar ao golo. Aos 73 minutos, condução de bola de Pizarro que cruzou para a área onde estava Raúl Jiménez. O avançado mexicano contemporizou, fez um passe de calcanhar e Jonathan dos Santos a rematar mais em jeito do que em força e a fazer um grande golo. Estava assim inaugurado o marcador na final com uma grande jogada coletiva e havia vantagem de um golo para a equipa de Tata Martino.

Os Estados Unidos subiram no terreno em busca de conseguir igualar a final, mas os mexicanos estavam muito seguros na partida e dificilmente deixavam que se criasse perigo na sua área. Escasseava o tempo e faltavam ideias construtivas para que os norte-americanos chegassem ao golo do empate.

Até ao final do jogo, os Estados Unidos não conseguiram rematar mais à baliza de Ochoa, pois os mexicanos estavam muito bem defensivamente, algo que melhorar, e muito, da primeira para a segunda parte. O golo solitário, e brilhante, de Jonathan dos Santos deu mesmo o título ao México.

Os norte-americanos perderam a oportunidade de vencer dois títulos de seleções no mesmo dia – uma vez que a seleção feminina tinha vencido o Mundial. Já os mexicanos ergueram assim o oitavo título da Gold Cup e a competição vai na próxima edição ser organizada no México e quem sabe não teremos aqui um bicampeonato à vista. Por enquanto há que celebrar este título e o futuro logo se decide.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

México – Guillermo Ochoa (GR), Luis Rodríguez, Carlos Salcedo, Héctor Moreno, Jesús Gallardo, Jonathan dos Santos, Edson Álvares, Andrés Guardado (Diego Reyes, 88’), Uriel Antuna (Roberto Alvarado, 86’), Raúl Jiménez e Rodolfo Pizzaro (Carlos Rodríguez, 81’).

Estados Unidos – Steffen (GR), Cannon, Miazga, Long, Ream (Lovitz, 83’), Pulisic, Bradley, McKennie, Arriola, Morris (Cristian Roldan, 61’) e Altidore (Zardes, 64’).

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