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Não podia ter começado de melhor forma a fase de qualificação da seleção nacional sub 21 para a fase final do Europeu de 2017. Depois de ter sido finalista vencido no último europeu, disputado no passado mês de junho na República Checa, a seleção de esperanças entrava no novo ciclo de apuramento com o firme objetivo de garantir nova qualificação vitoriosa. O adversário era, porventura, dos mais acessíveis do grupo, mas as profundas alterações na convocatória de Rui Jorge faziam antever dificuldades de entrosamento da seleção.

Contas feitas, e comparativamente ao onze que disputou a final frente à Suécia no Europeu de junho, Rui Jorge não repetiu sequer um jogador. Onze alterações efetuadas e um onze novo para começar a caminhada rumo ao próximo europeu. A verdade é que, apesar das trocas, a identidade de jogo não se alterou. Mesmo com protagonistas diferentes, as ideias mantiveram-se e a qualidade exibicional foi uma constante. É certo que a Albânia teve sempre um comportamento passivo no encontro – sobretudo a nível defensivo – mas não é menos verdade que a seleção portuguesa teve momentos de bom futebol, com boas combinações e jogadas individuais, sobretudo no último terço do terreno. Particular destaque para o tridente ofensivo composto por Mané, Bruma e André Silva, cuja irreverência constante foi um verdadeiro quebra-cabeças para a seleção albanesa. Não foi de estranhar que Portugal tenha dominado o encontro por completo e que os primeiros minutos se tenham passado praticamente sempre junto à baliza albanesa. Rony Lopes, com um remate ao poste aos 5 minutos e Bruno Fernandes, com um remate por cima aos 20, foram apenas os primeiros protagonistas do caudal ofensivo português. Das ameaças, Portugal chegou aos atos e aos 30 minutos, Rúben Neves desbloqueou o jogo com um remate à entrada da área que o guarda-redes da Albânia não conseguiu parar.

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Portugal arrancou da melhor forma a qualificação
Fonte: Facebook Seleções Portugal

A partir daí, o jogo foi praticamente um rolo compressor de golos portugueses, com a seleção nacional a chegar mesmo ao 0-4 até ao intervalo. Primeiro foi Rony Lopes, aos 36 minutos, a aproveitar um excelente trabalho individual de Bruma para fazer o segundo golo português; aos 43 minutos, foi a vez de André Silva aproveitar um livre perfeito de Rafa para, de cabeça, fazer o terceiro para a equipa de Rui Jorge; e, por último, aos 45 minutos, o ponta de lança do FC Porto bisou mesmo após assistência perfeita do médio Bruno Fernandes.

Com o jogo ganho ao intervalo, Rui Jorge aproveitou o encontro com os albaneses para testar jogadores: Gelson Martins, Ricardo Horta e Guzzo entraram para os lugares de Mané, Bruma e Bruno Fernandes. A verdade é que, mesmo tendo feito uma segunda parte menos intensa e dominadora, a seleção portuguesa fez mais dois golos à Albânia: aos 62 minutos, André Silva – a grande figura do encontro – fez o hat-trick com um desvio oportuno após remate de Ricardo Horta; aos 70 minutos, o médio do Málaga fez o sexto e último golo português, ao aproveitar uma assistência de Raphael Guzzo. Até ao final do encontro, o golo de honra apontado por Rashica aos 83 minutos foi um prémio justo para uma seleção albanesa que, mesmo com imensas debilidades a nível defensivo, foi mostrando alguns bons pormenores no ataque.

Para Portugal, a goleada frente à Albânia foi o melhor ponto de partida para uma fase de qualificação que tem uma especificidade: ao contrário do que acontecia até aqui, os primeiros apurados dos nove grupos de qualificação terão entrada direta no Europeu de 2017. Para a equipa de Rui Jorge, o próximo duelo rumo à liderança do grupo acontece a 9 de outubro, quando Portugal receber a seleção da Hungria, que conta também com 3 pontos somados.

 

Figura Jogo: André Silva – O ponta de lança da seleção nacional confirmou esta noite o bom momento que vive. Depois do excelente mundial sub20 e de um arranque de temporada no FC Porto B de grande qualidade, André Silva estreou-se na seleção de esperanças com três golos apontados e uma série de excelentes pormenores técnicos. Grande exibição.

Fora de Jogo: Inconsistência defensiva da Albânia – Rui Jorge tinha alertado para o facto da Albânia ser uma seleção com limitações defensivas. É caso para dizer que as expetativas acabaram por se concretizar à custa de uma seleção albanesa cujas fragilidades foram evidentes. A goleada sofrida mostra bem as facilidades que Portugal teve neste jogo.

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