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O Stade Roi Baudouin foi, esta noite, palco de mais um jogo de preparação para o Campeonato do Mundo da Rússia com a equipa da casa, a Bélgica, a receber a seleção nacional portuguesa.

Fernando Santos promoveu algumas alterações no XI incial em comparação com o jogo da passada segunda-feira diante a Tunísia, com destaque para o regresso de José Fonte ao eixo da defesa, a aposta em Gelson e Gonçalo Guedes e ainda a presença de Beto na baliza. Do lado belga, Roberto Martinez não pode utilizar Witsel, que ainda recupera de lesão, e lançou a jogo Dembelé, mantendo a mesma estrutura que alinhou no jogo contra a Arábia Saudita.

Assistiu-se a uma primeira parte muito interessante, onde reinou o equilíbrio entre os dois conjuntos e uma toada de jogo rápida, vertical e de qualidade que protagonizou bons momentos de futebol. Na primeira meia hora de jogo foi notório o controlo da partida por parte dos belgas, que dispuseram de duas boas oportunidades de golo: logo aos dois minutos com um cabeceamento de Lukaku ao qual Beto respondeu com uma defesa segura e mais tarde através de um remate de Carrasco que passou perto da baliza de Beto e parou na malha lateral, levando mesmo alguns adeptos a pensar que tinha sido golo.

Este lance marcou o término da melhor fase da Bélgica e nos últimos 15 minutos foi Portugal quem assumiu as despesas do jogo e esteve por diversas vezes muito próximo de inaugurar o marcador. Em apenas 5 minutos, Bernardo Silva, Gelson e Gonçalo Guedes criaram, cada um, perigo e deixaram Portugal à beira da vantagem, evidenciando a boa forma com que a seleção nacional acabou o primeiro tempo.

As equipas regressaram ao relvado e a realidade do jogo pouco ou nada se alterou. Certo que nunca se tornou um jogo monótono e “doloroso” de ver, mas a verdade é que, mesmo comparando com a primeira parte, não foi muito atrativo e pecava no principal: golos!

Mesmo com jogadas de envolvimento e outras de contra-ataque parte a parte, escassearam oportunidades concretas de golo, o que é evidenciado pelo registo de apenas dois lances de perigo na segunda metade da partida, ambas da Bélgica, às quais Beto respondeu com duas grandes intervenções, mantendo as redes portugueses invioláveis.

O jogo terminou empatado a zero. As equipas não só se anularam uma à outra como os seus selecionadores não agiram de forma a vencer o jogo, preferindo sim fazer experiências e dar ritmo de jogo a certos jogadores., o que é inteiramente legitimo, pois estes jogos têm de ser vistos somente como um ensaio para a “principal atuação” no Mundial da Rússia.

Falando concretamente em Portugal, não foi um jogo brilhante, longe disso, mas houve indícios positivos, especialmente a melhoria do setor defensivo e ainda o impacto que Bernardo Silva, Gelson e Guedes podem ter na nossa seleção.

Foto de Capa: Federação Belga

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