Hoje é dia de falamos um pouco sobre os Sub-21. Em tempos de paragem nas competições, relembrar é a palavra de ordem. Relembramos quem fez com que saltássemos do sofá de maneira eufórica e, aqueles que ofereceram momentos de desilusão e tristeza. De uma maneira ou de outra, todos, sem excepções, devem ser relembrados. Depois de equacionar estas situações, deixar de lado os patamares que permitem aos jogadores acumular experiência e, assim que necessário, assumir uma posição de relevo nos escalões mais altos, parece errado e incoerente.

Os sub-21 de Portugal são, sem dúvida, gerações cheias de talento e esperança de um futuro risonho. As estatísticas não mentem, apesar da pouca atenção que recebem estes jovens tornam os sub-21 em uma seleção cada vez mais temível para os adversários, conseguindo vitorias importantes e dando sequência as mesmas nos campeonatos. Ninguém deve esquecer a participação histórica no campeonato da Europa de 2015, onde só a Suécia, na final, foi capaz de derrubar aquela geração de ouro, onde a maioria dos jogadores já fez a estreia na Seleção principal.

Aqui e ali são relembrados os recordes dos jogadores pela Seleção A – quase todos detidos pelo inevitável Cristiano Ronaldo – mas onde estão esses dados sobre o escalão a baixo, quem foi o jogador com a maior veia goleadora? Quem fez mais aparições ? Quem foi o mais novo a subir ao patamar ? Estas curiosidades devem ser exaltadas e os jogadores aplaudidos pelas conquistas.

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Do lote dos goleadores, destaca-se, Hugo Almeida, estreou-se neste escalão aos 18 anos, onde realizou 27 jogos e finalizou em 16 ocasiões, acabou por dar seguimento às suas performances na Seleção principal. Em segundo lugar encontra-se, Hélder Postiga, com 12 golos em 16 jogos.

Aquele que se destaca pelo número de vezes que entrou em campo é Manuel Fernandes, após ser chamado com 18 anos, conta com 30 internacionalizações, em contrapartida, este número desce para metade, ou seja 15, quanto a chamadas para a Seleção A. Com 28 internacionalizações destacam-se três jogadores, Ricardo Quaresma, Silvestre Varela e João Pereira.

No circuito de oportunidades os jovens de tenra idade não são esquecidos e, João Carvalho, de certeza não o foi, em 2013, com apenas apenas 16 anos e 16 dias, entrou em campo, deixando, assim, o marco na história como o jogador mais novo a representar os sub-21, destronando Teixeirinha e o recorde que lhe pertencia desde 1976.

Neste atribulado mundo das Seleções, as prestações são a chave do sucesso ou insucesso, neste capítulo e em particular, não podemos esquecer o homem que levou este escalão aquilo que é e representa no nosso país, Rui Jorge – neste atribulado 2020 celebra 10 anos à frente da Seleção sub-21 – é um dos responsáveis pelo sucesso da Seleção das quinas, lançando muitos jovens no seu escalão que viriam a ser titulares na Seleção A. É, para muitos, um sucessor natural à cadeira de selecionador principal no futuro.

Os sub-21 ao longo dos anos tornaram-se um objetivo para os que ambicionam uma carreira profissional ao mais alto nível, o nível de exigência é alto e as competições são mais intensas. Os jogadores que se destacam, na maioria das vezes, são recordados por aqueles que os assistem e mais que a conquista de recordes os jogadores deixam, aos adeptos, memórias.

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