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Já com os olhos postos no Mundial da Rússia, Portugal e Egito defrontaram-se esta noite em Zurique, com o objetivo de afinar e consolidar os seus movimentos e estilos de jogo. Assistimos a um encontro equilibrado onde, apesar de não haver nada em disputa, foi de certa forma bastante interessante.

Beto, Rolando e Rúben Neves foram as novidades na equipa portuguesa, comparativamente com os onzes mais comuns na era Fernando Santos. Já no conjunto egípcio não houve espaço para grandes novidades, pois alinharam as principais caras da equipa com o destaque a recair sobre Mohamed Salah, avançado do Liverpool que atravessa um belo momento de forma.

Os primeiros 45 minutos da partida foram discutidos parte a parte, com ambas as equipas a aplicarem um estilo de jogo ofensivo e a tentarem chegar rapidamente ao golo. De facto, o Egipto entrou melhor e dispôs logo aos oito minutos de uma bela ocasião para inaugurar o marcador por intermédio de Abdallah Said, que rematou para uma enorme defesa de Beto. Portugal restabeleceu-se e no resto do primeiro tempo esteve ligeiramente por cima, com mais posse de bola e critério na construção. Contudo, a sua primeira grande oportunidade surge de bola parada, num livre indireto dentro da área egípcia que mais parecia um penálti com barreira. Na conversão da falta, Ronaldo ficou a centímetros do golo, que só não se concretizou fruto do grande corte de Said sobre a linha de golo.

O lance que mais merece destaque ocorreu já próximo do intervalo. A equipa das quinas chegou a meter a bola no fundo da baliza, no entanto, recorrendo ao videoárbitro, o lance foi invalidado e Rolando, que regressou à seleção 4 anos depois, viu o seu golo ser anulado.

Na segunda parte ficou clara a diminuição do ritmo de jogo nos momentos iniciais e o que fez alterar essa tendência foi o facto de o Egito ter chegado ao golo, num remate colocadíssimo à entrada de área Salah bateu Beto. A partir desse momento, Portugal começou “a carregar” e a acumular oportunidades de golo que por demérito próprio ou por qualidade do adversário não se traduziam em golo. Ao minuto 60, Fernando Santos procede a uma alteração que se revelou determinante, tirou João Mário e lançou a jogo Ricardo Quaresma que com toda a sua explosividade, qualidade técnica e visão de jogo foi peça chave para a parte final do encontro.

Foi um final louco e emocionante com dois golos em três minutos que tiveram muita coisa em comum, dois cabeceamentos de Ronaldo e dois cruzamentos de Quaresma. Primeiramente, ao minuto 92 e em bola corrida após cruzamento, Ronaldo cabeceou para junto do guarda redes egípcio, mas este defendeu para dentro. A raça e esperança que nos caracteriza ficaram patentes neste jogo, pois os jogadores portugueses acreditaram até ao fim e já marcando o cronómetro 95 minutos, desta feita de bola parada, Quaresma torna a colocar de forma exímia a bola na cabeça de Ronaldo e este com um cabeceamento potente bateu novamente Al Shenawy e fixou o resultado em 2-1.

Foto de capa: FPF

artigo revisto por: Ana Ferreira

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