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Foi com um empate desenxabido que Portugal iniciou a caminhada para o Mundial. Frente a uma equipa de menor valia, Fernando Santos teve a oportunidade de dar ritmo a todos os jogadores disponíveis e ver em prática as suas ideias, pese embora o resultado negativo.

O jogo começou equilibrado e aberto, com as duas equipas à procura do golo, tendo o primeiro remate pertencido mesmo à seleção visitante. A primeira grande oportunidade de golo apareceu aos dez minutos, quando Quaresma não aproveitou um erro clamoroso de Hassen na saída a jogar. O ‘mustang’ quis-se redimir da oportunidade perdida e aos 22’ foi à direita sacar um cruzamento com conta, peso e medida para André Silva cabecear fulminantemente para o fundo das redes.

A Tunísia ainda esboçou uma tentativa de reação, mas quem viria a marcar seria novamente a equipa lusa. Estavam decorridos 34 minutos quando João Mário, na ressaca de um canto, rematou cruzado para o fundo das redes. Grande golo no Municipal de Braga!

A seleção do Note de África não quis ficar atrás no que a golos de belo efeito diz respeito e a cinco minutos do descanso, aproveitou uma descompensação da defesa lusitana para reduzir, por intermédio de Badri.

 

O intervalo chegava e a superioridade portuguesa era por demais evidente, faltando um nível de eficácia maior para a demonstrar no marcador. A seleção tunisina optava pela saída a jogar desde o guarda-redes e a pressão portuguesa obrigava os africanos, invariavelmente, a errar. Porém, quando conseguiam ultrapassar esta primeira fase de pressão, atormentavam uma desacertada defesa portuguesa.

Ao intervalo, os selecionadores mudaram várias peças no xadrez. Quem entrou melhor foi a nossa seleção, tendo, aos 55 minutos, desperdiçado uma oportunidade clamorosa: primeiro Bernardo Silva rematou ao poste, a bola sobrou para João Mário que tardou o remate e permitiu a mancha do guardião e, por último, foi novamente Bernardo a rematar para as nuvens.

Por volta da hora de jogo, Wlliam viu ser-lhe anulado um golo por fora-de-jogo, na sequência de um livre de Quaresma. Pouco depois, num lance de extrema desatenção da defensiva portuguesa, Bem Youssef apareceu solto na área para desviar para o golo da igualdade, quando todos estavam de braço no ar a pedir fora-de-jogo.

A seleção nacional acusou muito o golo e não mais foi capaz de criar uma jogada com início, meio e fim. As sucessivas substituições e muitas desatenções impossibilitaram levar de vencido um jogo que parecia acessível.

Depois de uma primeira parte maioritariamente bem conseguida, uma desatenção defensiva fez com que os tunisinos reduzissem e acreditassem num resultado positivo. Uma segunda parte negativa deixou uma má imagem e muitas dores de cabeça para Fernando Santos, principalmente devido ao desacerto defensivo e à forma como foram sofridos os golos. Porém, se é para errar, que seja nestes jogos e não na Rússia!

Foto de capa: FPF

 

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