Portugal 4-2 Macedónia: Coração mandou na cabeça

- Advertisement -

Cabeçalho Seleção Nacional

 

O preço do sonho estava caro. Tinha-se de vencer por 3 desde que se marcasse 4 ou mais. Ou vencer sem sofrer golos por uma margem de quatro golos ou superior. Sem problema. Somos um povo bem abonado em ambição e crer, e se o obstáculo está em “gastar” esses recursos, não dramatizamos e não olhamos a poupanças, conforme deixaram bem vincado os nossos Sub21. Mas isso, sem racionalidade, não chega. E o 4-2 à Macedónia não chegou para comprar o bilhete de acesso ao sonho do apuramento para as meias-finais do Europeu da categoria.

Rui Jorge montou uma equipa de tração à frente. Trocou um médio criativo (Bruno Fernandes, castigado) por uma referência vincadamente ofensiva (Gonçalo Paciência), apoiada por três elementos (Iuri Medeiros, Podence e Bruma… com Guedes e Jota no banco) de olhos postos na àrea da Macedónia. Isto resultou num jogo menos “ligado” desde trás como é costume ver nesta equipa, mas mais eficaz na procura do golo – aos 22 minutos, Portugal já vencia por 2-0, golos de Edgar Ié , de cabeça, e de Bruma, numa excelente iniciativa individual.

A receita parecia resultar. Portugal continuou a carregar depois dos dois primeiros golos e esteve perto de ampliar a vantagem (Bruma em destaque neste particular), mas não conseguiu. Sentia-se que eventualmente o objectivo ficaria cumprido. A Macedónia parecia não ser ameaça real ao nosso sonho… puro engano. Bardhi provou que há talento entre a seleção balcânica com um golo de longa distância, aos 39’, que sossegou a euforia ofensiva nacional até ao intervalo.

 

Golo de Podence deu esperança à seleção nacional Fonte: Mirror
Golo de Podence deu esperança à seleção nacional
Fonte: Mirror

O segundo tempo trouxe um pouco do desânimo trazido com o golo da Macedónia. Desânimo, esse, que deu lugar a um desespero espelhado na forma de jogar portuguesa – mais com o coração que com a cabeça. Aos repelões, chegava-se à àrea da Macedónia. E lá conseguimos marcar. Podence aproveitou a assistência de Iuri Medeiros, aos 56’, e devolveu a esperança à seleção nacional… mas não a tranquilidade. E continuou-se a jogar à base da emoção. Quando assim é, a tendência é para que as coisas não corram bem. Como não correram. Portugal continuou a cair em cima da Macedónia, que se defendeu, com cabeça, e a espreitar um contra-ataque que viria a ser fatal para o nosso sonho – Markovski, aos 80’, foi o carrasco. Bruma ainda ampliaria, aos 90+1’, e ainda se acreditou, por instantes, mesmo após a expulsão (o àrbitro… eslovaco, exagerou) de Diogo Jota, que era possível chegar às meias-finais. Mas era tarde demais.

Portugal fica pelo caminho, mesmo lutando, com unhas e dentes, por um desfecho menos cruel. Teve azar, sim. Teve azar ao disputar uma final antecipada com a Espanha logo na fase de grupos e teve azar pelo facto da Suécia (ontem goleada pela Eslováquia) ter sido uma sombra daquela que nos venceu este europeu há dois anos. Mas o azar não explica tudo.  Ter um dos melhores plantéis de sempre (com campeões da europa [Renato Sanches], gente a jogar nos melhores campeonatos do mundo [Gonçalo Guedes, João Cancelo, Bruno Fernandes] ou com grande rodagem competitiva [Rúben Semedo, Rúben Neves, Jota, Bruma, Gonçalo Paciência]) não foi suficiente para vencer a Espanha ou para anularmos uma desvantagem de 3 golos. Não foi suficiente para sermos, pela primeira vez, campeões da Europa de Sub 21.

 Foto de Capa: Mirror

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Álvaro Arbeloa em antevisão ao jogo frente ao Alavés: «Não estou preocupado com o ambiente no estádio»

Álvaro Arbeloa em antevisão ao jogo do Real Madrid frente ao Alavès, falou sobre a falta de títulos dos merengues, a sua relação com os jogadores e o ambiente no estádio.

Ararat-Armenia de Manuel Tulipa venceu o Shirak e isolou-se na liderança do campeonato

O Ararat-Armenia venceu o Shirak por 4-0. A equipa orientada por Manuel Tulipa isolou-se assim na liderança do campeonato da Arménia.

Benfica é a única equipa invicta na Europa agora a par do Ki Klaksvik

O Benfica e o Ki Klaksvik são agora os únicos clubes invictos nas ligas europeias na temporada. O Slavia Praga perdeu a sua primeira partida na liga.

Neymar deixa o campo a coçar os ouvidos, é insultado e revolta-se: «Não há ser humano que aguente»

Na derrota do Santos frente ao Fluminense, Neymar deixou o campo a coçar as orelhas e foi insultado pelo gesto ter sido interpretado de outra forma.

PUB

Mais Artigos Populares

Sporting tem direito a 20% de uma futura mais valia de um dos jogadores em destaque na Europa em 2025/26

Afonso Moreira trocou o Sporting pelo Lyon no mercado de verão, por dois milhões de euros e 20% de uma mais valia.

Sporting e Benfica empatam para a Liga de Hóquei em Patins

O Sporting e o Benfica empataram a duas bolas durante esta segunda-feira, num encontro da 24.ª jornada da Liga de Hóquei em Patins.

João Cancelo pronto para ficar no Barcelona: lateral disposto a fazer esforço importante

João Cancelo quer ficar no Barcelona e está mesmo disposto a baixar consideravelmente o seu salário para manter-se no Camp Nou.