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O futebol jovem em Portugal teve um crescimento notável desta década, e houve vários factores que levaram a este crescimento, desde o investimento feito pela FPF após o Euro 2004, o investimento nas condições para as camadas jovens feito por vários clubes nacionais, à criação das equipas B, etc.

E tocando no assunto das equipas B, algo que com o tempo passaria a ser comum nestas equipas seria a aposta em jogadores ainda com idade de júnior, com o intuito destes começarem a ter contacto com o futebol sénior, e promover-lhes um patamar competitivo superior que os estimulasse enquanto atletas, fazendo com que aprimorassem as suas qualidades.

Assim se começou a verificar no Benfica no caso de atletas como Gonçalo Guedes, Renato Sanches, Diogo Gonçalves, João Carvalho e Rúben Dias, que já eram habituais titulares na equipa B com idade de júnior. O FC Porto B, depois de se sagrar campeão da Segunda Liga, passou a aplicar a mesma política com jogadores como Rui Pedro, Diogo Costa, Diogo Dalot e Diogo Queirós. O Sporting viria a fazer o mesmo com Pedro Silva, e mais recentemente com Tiago Djaló, Miguel Luís e Rafael Leão. E o Sporting Clube de Braga não quis ficar atrás com a aposta em Francisco Trincão.

A aplicação desta prática fez com que os jogadores queimassem etapas e começassem a dar o salto para patamares competitivos mais altos assim que começassem a sobressair, fazendo com que estes pudessem dar continuidade à sua evolução, jogando contra adversários de maior tarimba. Com isso, vão aparecendo cada vez mais futebolistas juniores que estão a um nível acima da maioria dos jogadores da sua idade.

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